Umidificar o ar previne crises de alergia

Compare sete métodos, incluindo aparelho elétrico, vaso de planta e toalha úmida

POR LAURA TAVARES - ATUALIZADO EM 10/07/2013

Tosse seca, chiado no peito, olhos irritados, dificuldade para respirar e piora de alergias entre quem já sofre com o problema rotineiramente. Esses são os sintomas mais comuns decorrentes da baixa umidade do ar, situação agravada em cidades muito poluídas. "Crianças e idosos, que têm o aparelho respiratório mais sensível e reagem mais devagar às mudanças no clima, sofrem mais e acabam indo parar nos prontos-socorros", afirma a pneumologista Sandra Aparecida Ribeiro, do Hospital São Luís.

Quando a umidade está entre 20 e 30%, surge o estado de atenção; entre 12 e 20%, estado de alerta e abaixo de 12%, surge o estado de emergência. "Quem sofre com problemas respiratórios deve ficar atento a esta variação, aumentando os cuidados conforme a umidade diminui", afirma a médica. Outra medida importante nesses dias é hidratar o corpo. "Perdemos água na respiração e na transpiração", explica Valéria Martins, diretora da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). "Precisamos beber água o dia inteiro, além de lavar as vias respiratórias com soro fisiológico pela manhã e à noite".

Enquanto a chuva não vem para resolver de vez a secura, o uso de aparelhos umidificadores ou de métodos caseiros, como espalhar bacias de água pela casa, é a alternativa ideal em favor da saúde. Compare as soluções e escolha a melhor delas para a sua família.

Umidificador a vapor

Prós: O sistema é simples. Basta colocar água no recipiente plástico até a medida indicada, encaixar o aparelho responsável por aquecer a água e ligar na tomada. Em poucos minutos já é possível observar gotículas nas paredes internas do equipamento e o vapor saindo dele. Além disso, não há necessidade de manutenção em curto prazo e o reservatório de água dispensa a reposição durante uma noite de sono, por exemplo.

Contras:

"Como o aparelho funciona por meio do aquecimento da água, ele acaba aumentando a temperatura do ambiente", aponta Valéria Martins. Este, entretanto, é o menor de seus problemas. A grande preocupação dos pneumologistas surge quando o ambiente fica úmido demais, proliferando o mofo - grande inimigo de quem sofre de problemas respiratórios. Outra característica que atenta contra o seu uso é o gasto de energia elétrica e o perigo de queimaduras, principalmente em locais com crianças.

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