Controle a gula e viva com mais saúde

Má digestão e sono são apenas algumas das respostas ao excesso de comida

Por Laura Tavares - publicado em 26/01/2012


Você é do tipo que espera o estômago gritar de fome para comer ou prefere fazer pequenas refeições várias vezes ao dia? A resposta para esta pergunta vai dizer muito sobre sua disposição e o ritmo do seu metabolismo. "Nosso corpo é uma máquina que usa energia o tempo todo. Por isso, não é aconselhável esperar acabar o combustível para, só então, reabastecer", afirma a gastroenterologista Paula Volpe, do Hospital 9 de Julho.

Comendo mais vezes ao dia, além de tudo, ajuda a dieta. Isso porque você tende a comer menos e, dessa maneira, acaba emagrecendo. Então, aproveitando o Dia da Gula, comemorado no dia 26 de janeiro, entenda outras consequências que os exageros à mesa provocam no organismo.

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Digestão - Foto Getty Images

Digestão lenta
"A digestão demanda tempo e energia, portanto, quanto mais comida você ingerir, mais energia e tempo o processo irá requisitar", afirma o endocrinologista Frederico Marchisotti, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Não pense, porém, que esse aumento do gasto de energia da digestão seja positivo. Direcionado a essa tarefa, nosso corpo perde eficiência em outras funções, como o raciocínio.

Refluxo - Foto Getty Images

Refluxo
"O estômago é uma estrutura similar a uma câmara, que deve ficar sempre vazia. Para isso, utiliza um ácido, chamado suco gástrico, que ajuda o processo de digestão", afirma a gastroenterologista Paula. Esse ácido é liberado de acordo com a quantidade de comida ingerida, ou seja, comendo em excesso você expõe seu sistema digestivo ao refluxo - volta do suco gástrico para o esôfago, causando a azia, sensação de queimação.

Indisposição - Foto Getty Images

Indisposição
Quando a digestão inicia, os intestinos começam a funcionar intensamente, fazendo com que o sangue se desloque, sobretudo, para esses órgãos. Se você come em excesso, portanto, esse sangue permanece concentrado por muito mais tempo na região abdominal. "Outras partes do corpo podem ficar com a irrigação sanguínea comprometida, como o cérebro ou os músculos, gerando dificuldade de concentração, sono e até náuseas", afirma Frederico. Esses são alguns dos sinais do corpo para que você desacelere até que ele tenha terminado o processo de digestão.

Saciedade - Foto Getty Images

Saciedade
Comer muito é uma prática diretamente relacionada ao hábito de comer rápido. "Isso acontece porque o estômago precisa de um tempo para enviar uma mensagem ao cérebro dizendo que está satisfeito, promovendo a sensação de saciedade", esclarece Paula Volpe. Consumindo os alimentos rapidamente, você só recebe essa mensagem depois que ultrapassou a quantidade de comida que realmente precisava.

Obesidade - Foto Getty Images

Obesidade
O corpo funciona como uma balança. Assim, se você consome mais calorias do que queima, não terá outra opção a não ser engordar. "Comer em excesso sempre deixa essa balança descompensada, podendo levar ao desenvolvimento da obesidade", afirma o endocrinologista Frederico. A predisposição genética também é um fator importante nesse processo. Mas, cultivando hábitos saudáveis, é possível driblar essa tendência e viver com saúde.

Estômago elástico - Foto Getty Images

Estômago elástico
O estômago é altamente elástico, formando um novo molde, conforme a quantidade de comida que você ingere. Mas tudo tem limite. Como pessoas que comem demais tendem a comer muito rápido, o estômago não consegue expandir na velocidade necessária, você passa mal e vomita. "Esse comportamento é muito comum em pessoas ansiosas e compulsivas e, por isso, a análise do estômago ajuda no diagnóstico de problemas emocionais", afirma Paula Volpe.

Atalho para doenças - Foto Getty Images

Atalho para doenças
A consequência direta da ingestão excessiva de alimentos é a obesidade, doença que é fator de risco para inúmeras outras. "Diabetes, doenças cardiovasculares, pressão alta e outros inúmeros problemas podem surgir graças a esse mau hábito. Quando o paciente se der conta disso, pode ser tarde demais", alerta a gastroenterologista Paula.

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