11 atitudes que facilitam a consulta médica

Agendar consulta com antecedência e levar histórico familiar ajudam no diagnóstico

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 18/04/2013

É muito comum pensarmos que uma visita de rotina ao médico ou mesmo uma consulta para checar alguns sintomas não é grande coisa, que basta chegar ao consultório e dizer o que está sentindo para que o médico faça o diagnóstico. No entanto, o paciente pode adotar uma série de atitudes que não só facilitam a consulta médica, como também ajudam o médico a chegar a um diagnóstico mais preciso e evitar a prescrição de remédios ou tratamentos que atrapalhem o tratamento. Veja as dicas dos especialistas e saiba o que levar na próxima consulta: 

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Agende a consulta com antecedência

mulher falando ao telefone - Foto: Getty Images

Marcar a consulta com antecedência é necessário quando a agenda do médico é muito cheia, o que é muito comum. "Deixar para agendar uma consulta de última hora pode atrasar um diagnóstico e até mesmo um tratamento eficaz", diz o clínico geral Flávio Arruda, do Hospital Alvorada Brasília.  

Chegue ao consultório antes do horário marcado

homem falando com o atendente do consultório - Foto: Getty Images

Assim como é preciso agendar uma consulta com antecedência, é importante chegar ao consultório pelo menos 10 minutos antes do horário marcado. "Esses minutos ficam reservados para o paciente falar ao atendente do consultório, hospital ou centro médico seus dados pessoais e do convênio, para que seja feito o prontuário", explica Flávio Arruda. Ele diz que esses 10 minutos evitam que a sua consulta atrase, atrasando a entrada de todos os outros pacientes. 

Leve os exames anteriores

médico lendo lista de exames de uma senhora - Foto: Getty Images

Para uma consulta médica, é importante sempre levar os exames já realizados, pois facilita e orienta melhor o médico em relação ao diagnóstico. "Além disso, evita que o médico solicite novamente exames que já foram realizados, o que facilita tanto o paciente quanto a operadora de saúde", explica o clínico geral Flávio. 

Faça uma lista com os medicamentos que você toma

caixa de remédios - Foto: Getty Images

De acordo com o hematologista Sandro Melim, do laboratório Pasteur, em Brasília, é de suma importância o paciente levar uma lista com todas as medicações que ele faz uso, juntamente com a dosagem. "Isso ajuda o médico a avaliar se é preciso ajustar a dose, suspender ou adicionar à rotina do paciente determinado remédio", diz. Outra vantagem de levar a lista é avaliar as drogas que não podem ser prescritas juntas, pois uma pode alterar o efeito da outra.  

Informe o seu histórico familiar médico

mulher conversando com a médica - Foto: Getty Images

Diabetes, hipertensão, alguns tipos de câncer - como o de mama e o de intestino - e outras doenças têm uma alta incidência em pessoas com histórico familiar. "Por esse motivo, deve-se sempre informar ao médico qualquer ocorrência de doenças na família, principalmente em parentes de primeiro grau, pois os riscos de a pessoa apresentar a doença são maiores", explica o clínico geral Flávio. 

Leve os seus diagnósticos anteriores

homem escrevendo uma receita - Foto: Getty Images

Assim como o histórico familiar, o histórico particular também é importante para que o médico possa analisar melhor o paciente. Você deve sempre contar se tem qualquer doença crônica ou alergia. "A partir dessas informações e do exame físico completo é que se inicia a formação de uma hipótese diagnóstica", afirma Sandro Melim.

Além disso, algumas doenças aparecem com sintomas isolados ao longo de anos. "Por isso, é importante que o médico saiba de todos os problemas que a pessoa já tenha apresentado, como fraturas, anemias, infecções e outros", completa o hematologista. Notificar sobre alguma alergia também é importante para que o médico faça a prescrição do medicamento mais adequado. 

Use roupas confortáveis

médico aferindo a pressão de um paciente - Foto: Getty Images

 O paciente deve sempre ir com roupas confortáveis e que sejam fáceis de retirar, caso seja necessário trocá-las ou tirar alguma peça para realizar algum exame. "Além disso, o uso de alguns tecidos ou roupas muito apertadas pode dificultar e até mesmo alterar o resultado de alguns procedimentos, como aferir (medir) a pressão", diz o clínico geral Flávio.

Quando levar acompanhante?

casal de idosos conversando com uma médica - Foto: Getty Images

Pacientes idosos e menores de idade devem sempre ir à consulta com algum responsável, pois estes podem não ter o discernimento ou conhecimento para seguir as orientações do médico. "Nos outros casos, a escolha de um acompanhante fica a critério do paciente, não devendo ser mais de um, para não atrapalhar a consulta", diz Flávio Arruda.

Diga ao médico o que você está sentindo

mulher escrevendo uma lista - Foto: Getty Images

Fazer uma lista dos sintomas que você tem facilita muito o diagnóstico médico. Segundo Flávio Arruda, nessa lista deve estar a data aproximada de quando os sintomas começaram; a localização da dor, se for o caso; fatores que causam, agravam e aliviam os sintomas; tempo de duração das sensações e fatores associados ao sintoma. "Se o paciente souber todas essas informações, a consulta médica ficará muito mais completa", afirma o clínico geral.

Não esconda informações

consulta médica - Foto: Getty Images

Nunca devemos esconder nada do médico, mesmo que a informação pareça pouco importante. "Qualquer informação pode alterar por completo o diagnóstico e levar o médico a acreditar que está fazendo o melhor para o paciente, quando na verdade pode piorar ainda mais o problema", explica Sandro Melim. O especialista lembra que existe o sigilo médico-paciente que é inviolável - todas as informações passadas ao médico não sairão do consultório. 

Não saia do consultório com dúvidas

consulta médica - Foto: Getty Images

"O paciente não deve sair com dúvida do consultório em hipótese alguma, por mais boba ou insignificante que essa dúvida possa parecer", explica Sandro Melim. O especialista afirma que sempre deve ficar claro para o paciente o seu diagnóstico e o tratamento para que ele possa entender qual é a gravidade de sua doença e como deve proceder. "Caso o paciente saia de lá com uma receita médica, ele deve se certificar de que entendeu o nome do medicamento e quais são as dosagens, para não haver confusão", completa.

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