Infertilidade masculina: O que fazer?

Exames detectam os problemas que impedem a chegada do bebê

Por Especialista - publicado em 03/12/2008


Um casal deve começar a procurar atendimento médico se após dois anos de relacionamento sexual, sem nenhuma técnica para evitar gestação, ela não ocorrer. Evidentemente o casal deve ser examinado na procura das causas prováveis desta dificuldade de concepção, pois ambos podem ter algum problema, ou só um dos dois.

Rotineiramente, o homem é o primeiro a ser investigado, pois é mais fácil e requer menos exames e provas funcionais que a mulher.

O exame solicitado é o espermograma completo, colhido em laboratório com abstinência de 3 dias, assim a contagem dos espermatozóides é realizada logo nos primeiros 30 minutos da colheita, bem como o estudo da motilidade, da forma e vitalidade dos gametas. O fator masculino contribui em média com 30% numa situação de infertilidade, tendo como achados mais comuns, baixo número de espermatozóides, ou alterações em sua motilidade e vitalidade, conseqüentes a alterações testiculares, ou hormonais, ou por interferência de medicações usadas para outros fins que podem alterar o equilíbrio do eixo de ordens hormonais. A varicocele, veias dilatadas e varicosadas do plexo pampiniforme que drena o testículo e a bolsa escrotal, por acumular maior quantidade de sangue neste território, assim elevando a temperatura escrotal, é uma das causas mais freqüentes e é facilmente corrigida através de uma cirurgia para cortar estas veias, e assim eliminar este represamento venoso indesejado.

Infertilidade masculina

Os casos mais difíceis são aqueles onde os testículos ou não se desenvolveram corretamente como ocorre nos casos onde eles ficaram retidos na cavidade abdominal ou no canal inguinal e foram recolocados na bolsa escrotal após os 5 anos de idade, ou testículos que sofreram algum tipo de atrofia secundária a uma infecção bacteriana (orquite), ou viral (caxumba). 

Se não houver uma perfeita produção de gametas por impossibilidade tecidual, o baixo número e a qualidade comprometida impedirão uma gestação ocorrer de forma normal, restando então a captura destes poucos espermatozóides e uma inseminação artificial, em laboratórios especializados. 


Dr. Ricardo Felts de La Roca é urologista.

Para mais informações, acesse: www.delarocaurologia.com.br  


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Escrito por:

Ricardo La Roca

Urologia

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