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Vacina para hepatite B

Imunização protege o fígado contra doenças e é indicada principalmente para grupos de risco

O que é a vacina para hepatite B

A vacina para hepatite B faz parte do calendário de vacinação nacional e é obrigatória. Há dois tipos de vacina contra hepatite B: a de primeira geração contém partículas virais obtidas do plasma de doadores do vírus, inativadas pelo formol; a de segunda geração é preparada por método de engenharia genética e obtida por tecnologia de recombinação do ADN (ácido desoxirribonucleico). As duas vacinas utilizam hidróxido de alumínio como adjuvante e o timerosal como conservante. O Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde recomenda atualmente apenas o uso da vacina recombinante, isto é, a obtida por engenharia genética.

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A vacina contra a hepatite B é apresentada sob a forma líquida, em ampolas individuais ou frasco-ampolas com múltiplas doses.

Variações

A hepatite B também pode ser evitada pela vacina para hepatite A e B.

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Doenças que a vacina previne

A hepatite B é a irritação e inchaço (inflamação) do fígado devido à infecção pelo vírus da hepatite B (HBV). A infecção por hepatite B pode ser transmitida pelo contato com o sangue, sêmen, fluidos vaginais e outros fluidos corporais de alguém que já tem infecção por hepatite B. A maioria dos danos causados pela hepatite B ocorre devido à maneira como o corpo responde à infecção. Quando o sistema imunológico do corpo detecta a infecção, envia células especiais para combatê-la. No entanto, estas células de combate à doença podem causar a inflamação do fígado.

A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) acomete entre 350 e 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Suas manifestações clínicas variam de infecção sem que haja a manifestação da doença com cura sem sequelas à cirrose e câncer hepáticos, podendo ainda causar hepatite aguda de vários graus de gravidade, infecção crônica sem manifestação (o paciente é portador) e hepatite crônica. Estima-se em cerca de 40% a chance de um infectado crônico pelo VHB vir a morrer em decorrência desta infecção.

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O vírus da hepatite B apresenta diversos genótipos, com distribuição geográfica diferenciada e que estão diversamente relacionados à gravidade da infecção e à tendência a ocasionar doença crônica. Mutantes têm sido identificados, mas ainda com expressão epidemiológica restrita.

O infectado pelo VHB expressa alguns marcadores virais. O antígeno de superfície do VHB (AgHBs) é marcador de infecção e a presença de anticorpos contra esse antígeno (anti-HBs) indica proteção contra hepatite B. Títulos maiores ou iguais a 10UI/mL de anti-HBs conferem proteção contra novas infecções.

A cronicidade da infecção pelo VHB é fortemente influenciada pelo momento em que ocorre a infecção inicial. Ocorre em 70 a 90% das crianças infectadas ao nascimento e diminui progressivamente com o aumento da idade, chegando a 6-10% quando a infecção inicial se dá em adulto. Embora exista documentação de infecção intra-útero, o momento principal da contaminação da criança é o parto, seja vaginal ou cesáreo.

Indicações da vacina para hepatite B

Vacina contra hepatites A e B: proteja-se contra as infecções virais do fígado

O Programa Nacional de Imunizações recomenda atualmente a vacinação universal das crianças contra hepatite B. Quando não for aplicada na unidade neonatal, a vacina deve ser feita na primeira consulta ao serviço de saúde. Pode ser aplicada simultaneamente com a vacina BCG.

Nas áreas de alta prevalência, deve-se também vacinar as crianças com seis-sete anos de idade, por ocasião da entrada na escola, caso não tenham registro de esquema vacinal completo contra a hepatite B. De modo semelhante, pode ser aplicada simultaneamente com o BCG.

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Outros grupos priorizados para a vacinação são os grupos de risco, compreendendo hemofílicos, usuários de hemodiálise, portadores de outras doenças que implicam alto risco de transfusões de sangue ou utilização de produtos sanguíneos, profissionais de saúde e pessoas com comportamento sexual de risco, que mantêm relações sexuais com muitos parceiros e sem usar preservativo.

A vacinação da população com zero-14 anos de idade em áreas de alta prevalência da doença, sob a forma de campanhas, deve ser implantada e mantida a cada ano, considerando o risco da transmissão da infecção nessas regiões, desde os primeiros anos de vida.

Grávida pode tomar essa vacina?

No caso de gestantes, é feita essa vacinação para prevenção, portanto ela não só é permitida como é administrada durante a gravidez.

Doses necessárias da vacina para hepatite B

A vacina exclusiva para hepatite B é ministrada em dose única em bebês ao nascer. No entanto, a imunização contra hepatite B continua sendo feita por meio da vacina pentavalente ao 2, 4 e 6 meses de vida.

Pessoas que não foram vacinadas contra hepatite B durante os primeiros meses de vida podem receber a imunização em qualquer momento da vida adulta, no esquema de 3 doses.

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Para situações e pacientes especiais, consulte o Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, em Vacina e Imunoglobulina Humana contra Hepatite B.

Administração da vacina para hepatite B

A vacina é administrada via intramuscular profunda, no músculo vasto lateral da coxa; em crianças com mais de dois anos de idade, pode ser aplicada na região deltoide. Não deve ser aplicada na região glútea, pois a adoção desse procedimento se associa com menor produção de anticorpos, pelo menos em adultos.

Contraindicações

Qualquer hipersensibilidade aos componentes de uma vacina a torna contraindicada, além da reação anafilática após tomar uma das doses.

Quando a vacina for com bactéria atenuada ou vírus vivo se tornam contraindicações as seguintes condições: imunodeficiência congênita ou adquirida, uma neoplasia maligna e tratamento com corticoides a mais de 2 mg por quilo ao dia para crianças e 20 mg por quilo ao dia para adultos. Gestantes podem receber a vacina.

Efeitos adversos possíveis

Dor no local da injeção e febre baixa são os eventos adversos mais frequentemente observados em crianças e adultos, ocorrendo em 1% a 6% dos vacinados. Mal estar, cefaleia e fadiga podem ocorrer.

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Onde encontrar a vacina para hepatite B

A vacina para Hepatite B está disponível nas redes pública e privada. Alguns convênios médicos cobrem esta vacina no sistema particular de saúde. Consulte sua operadora para ver se seu plano oferece essa cobertura.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar se estamos imunizados?

Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue - mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. O Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?

Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas. Entretanto, essa regra só vale para vacinas que continuam sendo recomendadas na idade adulta, como hepatite B, tétano, coqueluche e difteria. Até mesmo doenças clássicas da infância, como caxumba, sarampo e rubéola, continuam tendo recomendação da vacina para adultos e precisam ser tomadas. Entretanto, vacinas que você deveria ter tomado durante a infância somente, e que perdem a recomendação para adultos, pois o risco da doença não existe mais, não precisam ser tomadas. Um exemplo é o rotavírus, uma doença que é muito grave na infância e deve ser vacinada no período, mas que para os adultos não causa impacto além de cômodo, perdendo a necessidade da vacinação.

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Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?

Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente.

Se eu tomei a vacina combinada, preciso tomar a mesma individualmente?

Vacinas combinadas, como a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), a MMR (caxumba, sarampo e rubéola) e a pentavalente (tríplice mais o haemophilus e a hepatite B), são um conjunto de diversas vacinas em uma só, como o próprio nome diz. Ao tomá-la, você já está adequadamente imunizado para todas as doenças listadas na vacina, não precisando se vacinar para uma doença isoladamente - um exemplo seria tomar a tríplice viral e depois uma vacina apenas de tétano. "No entanto, você pode ser solicitado a tomar novamente a vacina isoladamente em caso de necessidade de reforço por tempo ou exposição a um dos patógenos em particular, como uma epidemia de sarampo", afirma o clínico geral Eduardo.

Posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?

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Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. Provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. "Um exemplo é a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente", afirma o clínico geral Eduardo Finger.

Posso atualizar toda a carteirinha de vacinação de uma vez?

Se você for uma pessoa saudável, que não estiver com o sistema imune debilitado, não há qualquer impedimento. O único problema é o desconforto de ser vacinado várias vezes seguidamente. Há também aquelas vacinas que são separadas em doses, e o ideal é que essas sejam respeitadas, para que a resposta do sistema imune seja duradoura.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?

No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

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Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?

Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente.

Fontes

Ministério da Saúde

Clínico geral Eduardo Finger (CRM: SP72161), coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos.