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Vacina contra HPV (bivalente)

Imunização protege homens e mulheres do câncer

O que é a vacina contra HPV

Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero. Existem duas vacinas contra o HPV, a vacina contra os HPVs 16 e 18, mais conhecida como bivalente, e que protege contra o câncer do colo do útero causado pelos tipos de HPV 16 e 18. É aprovada no Brasil para mulheres a partir de 9 anos, e a vacina contra os HPVs 6, 11, 16 e 18, mais conhecida como quadrivalente, protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, evitando o câncer cervical (colo do útero), vaginal, câncer vulvar e câncer anal, além da verruga genital. É aprovada no Brasil para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos.

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, principalmente pelo pouco tempo em que é comercializada no mundo, desde 2006. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual é o seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.

Vacina contra HPV: proteja-se contra a DST que atinge mulheres e homens

A vacina contra HPV é opcional e não substitui a realização regular do exame de citologia, Papanicolaou (preventivo).

Doenças que a vacina previne

O HPV - vírus do papiloma humano, do inglês -, traz dados alarmantes: segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos são registrados por ano no Brasil. De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o HPV é tido como o responsável por 100% dos casos de câncer do colo do útero; 91% dos casos de câncer anal; 75% dos casos de câncer de vagina; 72% dos casos de câncer de orofaringe; 69% dos casos de câncer vulvar e 63% dos casos de câncer de pênis. Assim como as verrugas na região genital e boca, os cânceres causados pelo papilomavírus humano são recorrentes no colo do útero, vulva, pênis e em toda a pele da região genital.

Indicações da vacina contra HPV

A Anvisa recomenda a vacinação para mulheres a partir dos nove anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Homens entre nove e vinte e seis anos de idade, em função do risco de câncer anal, também recebem indicação para a vacinação. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação sexual, uma vez que ela não garante total proteção contra o vírus, pois a transmissão pode ocorrer por meio do contato pele a pele entre as regiões genitais descobertas.


Grávida pode tomar essa vacina?

Por ser uma vacina desenvolvida recentemente, ainda não existem estudos científicos suficientes que garantam a segurança da vacinação para grávidas.

Doses necessárias da vacina contra HPV

A aplicação atualmente é feita em duas etapas. A segunda dose é aplicada depois de seis meses da primeira.

Antes o esquema previa três doses, sendo a segunda um mês após a primeira e a terceira cinco meses depois. A mudança foi feita pois estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Administração da vacina contra HPV

A vacina contra HPV é administrada através de Injeções intramusculares.                                         

Contraindicações

Fora a restrição de idade - que acontece porque a Anvisa permite apenas a aplicação da vacina em públicos onde estudos clínicos comprovaram sua eficácia - e as pessoas que são alérgicas a algum componente da medicação, ainda não há outras contraindicações.

Efeitos adversos possíveis

Também não há evidências de efeitos colaterais, apenas possíveis desconfortos locais, como edemas e dor onde a injeção foi aplicada. Estudos também indicam não haver risco na aplicação dessa vacina em conjunto com a da hepatite B.

Como ocorre com todas as vacinas, as reações mais comuns são relacionadas ao local da injeção como, por exemplo, dor, vermelhidão e inchaço (edema). Os menos comuns são cefaleia e febre. Em geral, esses sintomas são de leve intensidade e desaparecem no período de 24 a 48 horas após a administração da vacina.

A síncope (desmaio) pode ocorrer após qualquer vacinação, especialmente em adolescentes e adultos jovens e isto se deve geralmente a maior ansiedade a injeção (estresse pós-vacinação). Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração desta e de qualquer outra vacina

Onde encontrar a vacina contra HPV

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 13 anos e para meninas vivendo com HIV de 9 a 26 anos. Para mulheres de 14 a 45 anos e para homens de 9 a 26 anos a vacina está disponível apenas na rede privada. Alguns convênios médicos cobrem esta vacina no sistema particular de saúde. Consulte sua operadora para ver se o seu plano oferece essa cobertura.

Ministério da Saúde

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