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Álcool e suicídio: a relação mais próxima do que você imagina

Entenda o que o alcoolismo tem a ver com o ato de tirar a própria vida

Suicídio pode ser definido como morte resultante de uso de força contra si mesmo, quando preponderam as evidências de que este uso foi intencional (1).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio, a cada ano e muitas mais tentam o suicídio. Uma tentativa de suicídio é o fator de risco isolado mais relevante para o suicídio, na população geral. O suicídio é a segunda principal causa de morte, em jovens entre 15 e 29 anos de idade. Foi responsável por 1,4% das mortes, sendo a 18ª entre as causas de morte, em 2016 (2) e a primeira entre as causas de morte violenta (1).

Estão entre as causas precipitantes listadas de suicídio, nos EUA (1), em ordem de frequência, crises (o tipo de crises não é especificado) nas duas semanas precedentes ao suicídio; problemas de saúde física; discussões e conflitos; problemas laborais; problemas financeiros; problemas criminais recentes; outros problemas legais; expulsão de domicílio ou perda de domicílio; problemas escolares; história de abuso ou negligência, na infância; lutas físicas com outra pessoa; aniversário traumático (não é especificado se se trata de um evento traumático no aniversário ou aniversário de algum evento traumático); exposição a desastre; abuso ou negligência por parte de cuidador, levando a suicídio; precipitado por outro crime. Suicídio como ato terrorista está listado, mas não ocorreu, no período considerado.

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Setenta e nove por cento dos suicídios ocorre em países com nível de renda baixo a médio e ingestão de pesticidas, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns, mundialmente (3).

Quando analisamos o Brasil, em 2016, a taxa de suicídio foi de 9,6 por cem mil habitantes, comparado com, por exemplo, 48,3, na Rússia e 21,1, nos EUA. Por outro lado, em países como Guatemala (4,4), Jamaica (3,2) e Síria (3,8), a taxa mostrou-se bem mais baixa (3).

Álcool como causa de mortes

O álcool é responsável por mais de 5% das estatísticas mundiais de mortes (4) e está frequentemente associado ao suicídio. Num estudo feito na cidade de São Paulo, em 1700 casos de suicídio, observou-se que cerca de 30% apresentavam álcool no sangue e o nível médio da substância ficava entre 1,70 e 1,80 g por litro (5), uma concentração que está relacionada a efeitos como prejuízo da capacidade crítica e aumento da impulsividade, sendo que os níveis de álcool que geralmente não levam a maiores alterações comportamentais são de cerca de 0,1 a 0,5 g por litro (6).

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Já nos EUA, Problemas de abuso de álcool estiveram presentes em mais de 17,4% dos casos de suicídio, nos EUA (1). Problemas de abuso de álcool se refere a pessoas que têm problemas contínuos ou recorrentes devidos ao uso de álcool e não a todos que beberam antes da tentativa de suicídio.

Além de os estudos sugerirem um risco aumentado de tentativas de suicídio relacionado ao uso de álcool, parece haver uma relação entre aumento da concentração de álcool e aumento do risco de suicídio (7). Não se sabe ainda por qual mecanismo o álcool aumenta os riscos (7).

Fatores que poderiam contribuir são que o álcool aumenta a probabilidade de atos impulsivos (8) e que pessoas com transtornos psiquiátricos, sobretudo depressão, terem maiores índices de abuso de álcool (9). Interessantemente, entretanto, o álcool parece não se relacionar com uma diminuição do medo de morrer (10).

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Com base nestes dados, fica claro que, na prevenção do suicídio, múltiplos fatores de risco devem ser levados em conta mas, possivelmente, devem ser incluídas medidas relacionadas ao álcool. Numa busca na internet (Google Acadêmico e PubMed), não foram encontradas diretrizes específicas para redução dos riscos de suicídio relacionados ao álcool, mas a Organização Mundial da Saúde (11) recomenda as seguintes ações para a redução, de modo geral, dos problemas relacionados às bebidas alcoólicas:

Referências bibliográficas

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