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Não é opção! Entenda os tipos de orientação sexual

A aceitação da orientação sexual é necessária para uma vida mais feliz. Veja os tipos conhecidos.

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A orientação afetivo-sexual é o sentir atração e desejo afetivo ou sexual por determinadas parcerias. É um dos fatores da identidade de uma pessoa - e não a define por si só. Apesar disso, não compreendê-la pode ter consequências graves para o bem-estar individual e coletivo.

Segundo Carolina Freitas, Mestre em Psicologia e Especialista em Sexualidade da Plataforma Sexo sem Dúvida, o termo "orientação" foi adotado como substituto da nomenclatura "opção sexual", já que essa seria pejorativa, carregando um viés de "cura".

"Se eu tiver a opção de ser, eu tenho como reverter", esclarece a especialista. É por isso que a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou a homossexualidade do rol de doenças mentais no ano de 1973. Em 1985, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alterou o termo homossexualismo para homossexualidade ("ismo" refere-se a doenças).

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Já no ano de 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresentou a Resolução 001/99, que estabelece normas de atuação para psicólogos em relação à orientação afetivo-sexual de forma a defender como cada pessoa vive sua sexualidade como sendo integrante de sua identidade, despatologizando a questão.

"Ter a heterossexualidade como norma tem colocado as diversas orientações afetivo-sexuais como um 'desvio' à norma, o que não é verdade. A sexualidade sempre foi diversa", alerta Carolina.

De acordo com a profissional, quando a sociedade, a família e a escola apontam a não-heterossexualidade como algo errado e pecaminoso ou ainda tratam como um problema de caráter mental e social, provocam um tipo de vergonha que adoece o desenvolvimento saudável.

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A seguir, entenda quais são as principais orientações sexuais conhecidas e como a relação dos indivíduos com a sua própria orientação pode afetar diversos segmentos da vida.

Quais são as orientações sexuais conhecidas

Sexualidade reprimida e a autopercepção

Carolina aponta que, quando a pessoa reprime sua sexualidade, ela internaliza as mensagens negativas passadas pela sociedade, impedindo-a de viver suas experiências de forma plena e saudável. Dificulta, com certa frequência, as vivências nas outras áreas, como a profissional e, faltando uma parte de si, a autopercepção e a compreensão de si ficam abaladas.

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"A pessoa não precisa se esconder, ela se torna inteira nas suas vivências e nas suas relações. A visão patológica da sexualidade favorece o reprimir-se, o preconceito e dificulta a auto-aceitação". Isso leva a discussão a um ponto crítico: crenças como essas afetam as vivências da sexualidade e podem dificultar uma vida saudável e feliz.

Satisfação sexual e auto-aceitação

Autoconhecimento e auto-aceitação são primordiais para experienciar uma vida sexual satisfatória. "O não se aceitar, não se reconhecer, não ter orgulho adoece e muitas vezes impede a pessoa de ser quem ela é e, com isso, aproveitar todo seu potencial", afirma Carolina.

Vale lembrar que quando falamos de vida sexual não estamos falando apenas do ato sexual, do comportamento sexual, mas sim de todas as vivências, expressões e de ser quem se é.

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É sempre importante também ter uma rede de apoio, sentir-se pertencente a uma família, podendo ser ela a de origem ou as amizades. Este espaço para o bom desenvolvimento psicossexual favorece a saúde mental e sexual.

"A falta disso torna a pessoa vulnerável e pode levá-la ao adoecimento (físico e emocional) e ao suicídio", ressalta a especialista. A invisibilidade e a negligência podem levar a um sofrimento psíquico insustentável.

Terapia afirmativa e sexualidade

A perspectiva contemporânea da terapia sexual visa lidar com a opressão, discriminação e exclusão social que as pessoas homossexuais, bissexuais, pansexuais e assexuais têm de lidar durante toda a vida. "Está cada vez mais afastada da ideia de 'cura gay', que infelizmente foi muito difundida, causando dores e desesperos", explica a terapeuta.

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De acordo com a profissional, atualmente trabalha-se na área com a Terapia Afirmativa. Ou seja, sai a visão da patologização da sexualidade, em que qualquer orientação afetivo-sexual diferente da heterossexualidade levava à inibição do desejo na tentativa de restaurar a norma (a heterossexualidade) e entra a visão afirmativa da mesma.

A Terapia Afirmativa reconhece homossexualidade, bissexualidade, pansexualidade e assexualidade como sendo expressões naturais, espontâneas e positivas à sexualidade humana e não inferiores à heterossexuailidade. Lida-se na terapia com a homofobia, que é a principal responsável pelos conflitos vivenciados.

"É um novo olhar para as diversas vivências da sexualidade, reconhecendo as identidades sexuais, as novas conjugalidades e parentalidades, o desenvolvimento psicossexual, diferenciando orientações das práticas e comportamentos sexuais".

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