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Sexo híbrido: será que o virtual pode ajudar o presencial?

Isolamento social provocado pela pandemia impactou a forma como as pessoas se relacionam sexualmente

Na pandemia, o isolamento social foi necessário. Ficamos em casa. Ficamos no virtual. E, há pouco tempo, começamos a retornar para o presencial, com os devidos protocolos sanitários. Limpar a casa, cuidar de plantas, preparar as refeições, home office, homeschooling, compras online, videochamadas, dentre outras diversas atividades passaram a fazer parte da nossa nova realidade. Mas e a vida sexual, ficou como?

Entre cliques em botões, seguimos em busca de amores (novos e antigos):

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Não há regras quando falamos em pandemia e vida sexual. Assistimos, por exemplo, ao aumento de acesso a conteúdos pornográficos e ao aumento no consumo de brinquedos sexuais. As conexões, incluindo as redes sociais, trouxeram novas possibilidades. Na procura pelo prazer, foi necessário se reinventar e reaprender a se relacionar sexualmente.

E foi na liberdade, na autonomia, que nasceu o que antes era impensável: o sexo híbrido. Aos poucos, foram surgindo novas formas de explorar a sexualidade. Pornografia, brinquedos sexuais, sexting (troca de mensagens sexuais), videochamadas sexuais, troca de nudes. Ou seja, a tecnologia foi facilitando a prática sexual de forma online, antes do encontro presencial acontecer.

O sexo híbrido traz a possiblidade das afinidades sexuais serem vivenciadas primeiro no online. Isto pode ser positivo, inclusive para quem apresenta F.O.D.A (Fear of Dating Again, que em tradução livre significa "medo de voltar a namorar").

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A sigla foi criada pela cientista comportamental inglesa Logan Ury. Ela fala sobre os bloqueios e medos das pessoas voltarem a se relacionar após esses tempos de isolamento por conta da pandemia. Sentimentos que podem fazer com que a pessoa desista de ir a um encontro incluem:

Ah, mas e aquele abraço, aquele cheiro no cangote, aquela pegada, o gosto, o olhar nos olhos? Para evoluir para o encontro físico, há novos acordos e novos hábitos. Negocia-se, além do uso do preservativo, o teste de PCR e a carteira de vacinas, por exemplo. E também os protocolos de proteção, como nada de sintomas gripais, deixar os sapatos na porta de entrada, tomar banho ao chegar da rua, etc.

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Como será no futuro? Não sabemos ainda. Mas podemos acompanhar as mudanças e ter um olhar positivo e acolhedor para as novas formas de se relacionar sexualmente. O movimento sanitário da pandemia, não antes por nós experienciado, vem estimulando o desaprender e reaprender a se relacionar sexualmente. E em revisitar seu script sexual e de forma consciente e deliberada reescrevê-lo.

Alguns dizem que estaríamos vivendo uma revolução sexual e que o sexo híbrido é uma afirmação disto. Eu acredito que as mudanças sejam uma questão de tempo. E você, concorda que o contato sexual virtual pode ajudar, de verdade, no presencial?