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Pegging: entenda o que é e veja dicas para iniciar a prática

Expressão é usada para descrever a penetração anal feita no homem pela mulher durante o sexo

Ainda pouco conhecido no Brasil, pegging é o termo que vem sendo usado para descrever a prática sexual em que uma mulher usa uma prótese para penetrar o ânus do homem, geralmente com auxílio de uma cinta (popularmente chamada de "cintopinto" ou "cintaralho"). Assim, a mulher assume o papel de dominante durante a relação.

Essa prática foi ainda mais popularizada recentemente com o filme "Deadpool" (2016), numa cena em que o anti-herói está comemorando com a namorada a data do cachorro no calendário chinês, transando na posição cachorrinho - no caso, ele sendo penetrado por ela.

A penetração, nesses casos, pode ser feita com próteses, cintas e vibradores - o importante é escolher o material adequado para a região anal e que essa prótese seja de uso individual. Essa escolha do acessório deve ser cuidadosa, pois ele tem que ficar bem preso e com um material confortável tanto para o homem quanto para a mulher.

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Curiosamente, o pegging tanto pode ser um desejo da mulher querer dominar no sexo e penetrar seus parceiros, como também um desejo dos homens em assumir a posição passiva e experimentar as sensações que o ânus permite. A prática é considerada muito prazerosa não só porque a próstata pode ser alcançada pela estimulação anal, mas também por exercitar uma fantasia de submissão e dominação, fetiche muito comum entre casais.

Entendendo o fetiche

Os fetiches, de forma geral, estão relacionados a algum tipo de prazer da vida sexual do indivíduo, seja pela atividade erótica ou por seu objeto de desejo (alvo erótico). As possibilidades para sentir prazer no pegging, em particular, podem incluir: partes do corpo como o ânus e nádegas, a parceira ou outras pessoas no papel ativo e dominante do sexo, e a posição passiva e submissa do homem.

Algumas pessoas gostam de mandar, prendendo a parceira com algemas, vendando-a e provocando seus sentidos. Outros preferem ser dominados ou comandados, como no caso do pegging. Assim, este fetiche também pode ser relacionado com as práticas de BDSM (bondage e disciplina, dominação e submissão, sadomasoquismo).

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No que se refere à satisfação sexual, o indivíduo busca, muitas vezes, expressar a sua sexualidade da forma mais primitiva, com o intuito de atender seus impulsos.

Orientação sexual do homem x Desejo de ser penetrado

A prática de ter o ânus penetrado não é condicionada a uma ou outra orientação sexual. Homens e mulheres de todas as orientações possuem ânus, com mais ou menos sensibilidade, com mais ou menos interesse em fazer uso dele. O fetiche, então, diz respeito às particularidades de cada pessoa e o quanto ela curte a ideia e a dinâmica no sexo a dois.

O ânus é reconhecidamente uma zona erógena tanto em homens quanto em mulheres, independentemente da orientação sexual. Por ser uma área do corpo cheia de terminações nervosas, se bem estimulado, pode ser extremamente prazeroso.

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Apesar do medo e do tabu que envolvem o tema, as pessoas que já se permitiram experimentar os prazeres do ânus afirmam o quanto é bom sentir, seja durante a transa ou mesmo durante a masturbação.

A maioria de nós tem curiosidade sobre o sexo anal, porém não o pratica por não considerar a ideia muito confortável. Por isso, a masturbação anal (curirica) é uma ótima pedida para explorar esse território inexplorado e aprender sobre o próprio corpo.

Se a partir da masturbação despertará ou não algum interesse no homem em querer ser penetrado por sua parceira, só a eles cabe responder sobre seus desejos.

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Como falar/abordar o assunto com a parceira?

Primeiro, precisamos entender que a sexualidade é muito mais do que só sexo. É algo livre, mas que, infelizmente, é colocado em caixas socialmente aceitáveis. Essas caixas nos aprisionam, então, causa realmente um estranhamento quando alguém sai da caixa. Só que é importante reforçar que não existe certo ou errado, nem normal e anormal no que diz respeito à sexualidade e a vida íntima privada das parceiras ou parceiros.

Até porque o comum é ter desejos, incomum é não viver os nossos desejos. Seguindo este raciocínio, é essencial que, num relacionamento, um busque entender os desejos do outro, ainda que não partilhem dos mesmos. Desde que o fetiche da pessoa não faça mal à outra, não provoque sofrimento, não gere conflito, a outra pessoa não se sinta invadida, ele não tem nada de estranho, nem ruim.

Vale muito a pena, então, que cada um proponha conteúdos relacionados ao seu fetiche para alimentar uma pauta de conversa descontraída, para se educarem um para os desejos do outro (por meio de vídeos, textos, filmes) e aprendam tanto na teoria quanto na prática.

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Dicas para começar a fazer pegging

Como em qualquer prática sexual, antes de começar, é importante estabelecer seus limites e conversar abertamente com sua parceira. Por isso, vale a pena que ambos considerem os seguintes pontos:

Além disso, procurem experimentar posições diferentes do "cachorrinho" básico, como:

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