Mudanças práticas que tornaram a maternidade mais fácil

Da gestação a hora da escolinha, uma série reforços ajudam as mamães

"Padecer no paraíso" é uma situação que nunca vai mudar para quem já sabe o que é ser mãe. O fato é que isso se tornou uma tarefa mais fácil hoje do que era na época das vovós, devido a alguns avanços. Desde a fase da gestação até a educação dos filhos, algumas melhorias vieram para facilitar a vida da mãe. A gravidez é assistida pelo médico desde o primeiro mês, os exames evoluídos permitem prever problemas no desenvolvimento do bebê e até o parto está menos dolorido. A seguir, veja o que facilitou a jornada das mamães.

O teste deu positivo

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Hoje o pré-natal é obrigatório e medida essencial para toda a mãe que quer garantir a saúde e bem-estar do bebê. "O ultrassom só se difundiu há aproximadamente 15 anos. Antes disso, fazíamos exames medindo a barriga da mãe para supor qual era o tamanho do bebê e o coração era escutado através de um estetoscópio", diz a ginecologista Maria Cecília Erthal. Hoje, o ultrassom está à disposição de todas as gestantes nas redes pública e privada. "Esse exame é importante na medida em que detecta uma série de problemas, tais como alterações genéticas que podem causar Síndrome de Down e verificar se todos o aparelhos morfológicos da criança estão funcionando", conforme indica a especialista.

vó e neto - foto: Getty Images
vó e neto - foto: Getty Images

Os nove meses inesquecíveis da gestação têm hoje maiores possibilidades de cuidados com a saúde como, por exemplo a reposição de ácido fólico, indicada três meses antes da gravidez para evitar má formações no bebê (na espinha e no encéfalo) e a reposição de cálcio no caso de mães que terão gêmeos, já que eles consomem mais este nutriente - o que não existia há 20 anos. "Além disso, devido a estudos médicos, hoje se sabe que o ideal é que a mãe não ganhe mais de 1 kg por mês durante a gestação, o que não ocorria há algumas décadas", explica Maria Cecília.

Parto seguro

O parto também se tornou algo menos doloroso e arriscado. "Há 25 anos não havia a anestesia peridural, as grávidas apenas levavam uma anestesia no local do corte". A cesariana também é um grande avanço (salvo nos casos em que as mulheres a fazem sem necessidade), pois, há meia década, quando havia alguma complicação que impedisse o parto normal, a cesariana era bastante arriscada, pois frequentemente trazia problemas de cicatrização do corte, os fios de sutura se rompiam e havia grandes riscos de inflamações.

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Cuidando dos filhos

Depois de nascidos, os bebês têm hoje à disposição uma série de cuidados para preservar sua saúde e identificar precocemente doenças. "Logo que nascem, são submetidos basicamente a três exames: o teste do pezinho (que detecta hipotiroidismo e fenilcetonúria), o teste do olhinho (para identificar catarata congênita e retinoblastoma, por exemplo) e o teste de audição", a pediatra Isabel Rey Madeira, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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Os avanços no sistema de vacinação também diminuíram muito os índices de algumas doenças, como poliomielite, sarampo, rubéola, pneumonia, e meningite - o que ocorreu há mais ou menos 20 anos.

mãe lê para bebê - foto: Getty Images
mãe lê para bebê - foto: Getty Images

Também houve avanços em relação às leis de licença-maternidade, que permitem uma maior interação entre a mãe e o bebê, facilitando o aleitamento. A licença surgiu no Brasil em 1943 e, sendo paga pelo empregador, causava uma restrição para as mulheres no mercado de trabalho.

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"Apenas nos anos 70 os custos da licença maternidade passassem a ser pagos pela Previdência Social, mas a mulher gestante ainda não tinha garantia de emprego, e muitos empregadores dispensavam as mulheres", diz a médica. Apenas na constituição atual, de 1988 é que a estabilidade durante esse período passou a ser garantida pelo empregador. Recentemente, foi aprovado um projeto de lei que estabelece seis meses de licença-maternidade para as mães.

Educação além das creches

Há algumas décadas não havia opções de maternais para os pequenos e as mães não podiam voltar a trabalhar tão rapidamente (ou mais tranquilas) como fazem hoje. De acordo com Jaqueline Delgado Paschoal, docente na área de Educação da Universidade Estadual de Londrina, há mais de um século surgiram instituições voltadas para a educação das crianças pequenas. Inicialmente tinham uma função assistencialista de atender a crianças pobres, filhos de uniões ilegítimas, de mães solteiras, desamparadas e órfãs. "Mais recentemente, essas instituições passaram a ser frequêntadas por uma grande quantidade de crianças, cujas mães trabalham fora", diz ela.

Apesar da praticidade, existe um dilema em grande parte das mães que deixam seus filhos (às vezes, ainda bebês, com menos de seis meses de idade) em uma creche ou escolinha. Quando observam e analisam com muita atenção se o local é seguro e confiável, as mães podem ficar tranquilas, pois isso não prejudicará a educação da criança se ela tiver uma base sólida em casa. "Quando as crianças eram educadas em casa, havia a desvantagem de que os pais não entendiam algumas especificidades em relação à infância que os bons profissionais da educação têm e acabavam não dando tanta importância às diferenças desse período em relação à vida adulta. Hoje, eles podem contar desde cedo com a ajuda de profissionais, porém a educação dos filhos deve ser também responsabilidade dos pais - que devem sempre estar por dentro dos métodos e da rotina do filho na escolinha", diz Jaqueline.

vó e neto - foto: Getty Images
vó e neto - foto: Getty Images

vó dá banho em bebê

mãe lê para bebê - foto: Getty Images
mãe lê para bebê - foto: Getty Images

mãe lê para bebê