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Gravidez após laqueadura: entenda como é possível

Veja quais as opções para quem quer engravidar após fazer o procedimento de ligadura de trompas

Por Karina Tafner, ginecologista e obstetra*

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A laqueadura tubária, ou ligadura de trompas, é a cirurgia para a esterilização definitiva da mulher. No procedimento, as trompas são obstruídas ou cortadas, interrompendo o trajeto de ambas e impedindo a gestação.

As tubas uterinas recebem os óvulos e os espermatozoides, que se encontram dentro dela para formar o embrião. Com a laqueadura, esse encontro é impedido, não havendo fecundação. A técnica é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso está ao redor de 98%.

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Gravidez após laqueadura: entenda como é possível
Gravidez após laqueadura: entenda como é possível

É um procedimento seguro que pode ser realizado de várias maneiras e todas as técnicas necessitam de internação e anestesia geral ou regional.

Como é feita a laqueadura

Há inúmeras técnicas para a realização da laqueadura tubária, mas todas elas consistem na interrupção do caminho das trompas. Podem variar desde a colocação de grampos e anéis elásticos até a remoção de parte ou de toda a trompa.

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A via de acesso pode ser laparoscópica, através de pequenos "buraquinhos" no abdômen onde se insere os instrumentos e uma câmera, laparotômica, quando a incisão no abdômen é maior, ou histeroscópica, pela cavidade uterina.

Os requisitos exigidos pela lei brasileira para que ela seja feita existem porque a taxa de arrependimento pós-cirúrgico está ao redor de 10% e a reversão da laqueadura é muito difícil.

Dentre as mulheres que se arrependem da realização da mesma, 60% desejam a reversão pois mudaram de parceiro. Entre os outros motivos, estão a perda de filhos ou mudança nas condições financeiras.

A laqueadura é reversível em aproximadamente 70% dos casos, atingindo quase 100% quando o procedimento foi feito por anéis. A chance de sucesso varia de acordo com a técnica que foi utilizada na laqueadura e a habilidade do cirurgião responsável pela reversão, estando ao redor de 70-80% de chance de conseguir alcançar a permeabilidade tubária e de 60% de taxa de gravidez cumulativa.

Os principais fatores que influenciam o sucesso da reversão da laqueadura são a porção da tuba restante (é importante que a fímbria, a porção da tuba que capta o óvulo, esteja presente e em bom estado) e a técnica utilizada na laqueadura (se a trompa foi removida, a reversão é impossível).

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O sucesso da reversão da laqueadura pode ser observado seis meses a um ano após o procedimento. Após esse tempo, quando não há gestação, o especialista deve ser procurado para avaliar se há chance ainda de gestação natural.

Regras para laqueadura

No Brasil, a esterilização cirúrgica está regulamentada por meio da Lei nº 9.263/96, que trata do planejamento familiar.

De acordo com a referida lei, a esterilização voluntária é permitida somente nas seguintes situações:

A legislação impõe que a paciente expresse sua vontade em documento escrito e firmado, após receber informações a respeito dos riscos da cirurgia, efeitos colaterais, índice de falha e as dificuldades de sua reversão. Um exemplo de risco é gravidez ectópica, que é mais frequente entre as pacientes que realizam a recanalização tubária.

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A mulher também é orientada sobre as diversas opções de contracepção reversíveis existentes.

A legislação federal também estabelece consentimento expresso de ambos os cônjuges, caso a paciente seja casada.

Alternativas para a reversão da laqueadura

A reversão da laqueadura não deve ser tentada se toda a trompa foi removida, caso a mulher tenha mais de 36 anos, possua baixa reserva ovariana ou o parceiro tenha alguma alteração seminal. As pacientes, nesses casos, devem preferencialmente ser tratadas por Fertilização in Vitro (FIV), pois gera melhores resultados.

Nos tratamentos de FIV, a trompa não é necessária para a fecundação pois a formação do embrião ocorre no laboratório de reprodução assistida, fora do organismo feminino.

A taxas de gestação da FIV variam principalmente com a idade da mulher e podem chegar a quase 60%, caindo com o avançar da idade materna. Na gestação natural, as taxas estão ao redor de 20% ao mês e também diminuem com a idade da mulher.

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A escolha do melhor método para alcançar a gestação após a laqueadura tubária deve ser avaliada individualmente, considerando-se todos os prós e contras de cada tratamento.

* Karina Tafner, ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de reprodução assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa; especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO