Passeios rápidos e ao ar livre: o que levar e como proteger a pele do bebê

O contato com a natureza é fundamental para o bebê; saiba o que levar na bolsa

O som dos pássaros, o cair das folhas, a brisa das árvores, o contato com a grama e todas as experiências sensoriais proporcionadas pela natureza são essenciais para o desenvolvimento infantil.

Passear com o bebê ao ar livre é uma das atividades mais prazerosas e eficazes para explorar cada um dos aspectos que ainda estão em fase de construção no bebê, como o intelectual, emocional, social, espiritual e físico.

De acordo com a pediatra Célia Regina Bocci da Silva, especialista do Sabará Hospital Infantil, quanto mais cedo acontecer o primeiro contato do bebê com a natureza, mais fortificado será o seu sistema imunológico, visto que o meio ambiente possui uma capacidade de estimular a produção de anticorpos, principal arma contra a ação de bactérias e outros microrganismos.

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Além disso, ao passear com os pequenos, os adultos desenvolvem um papel importante como um companheiro de descobertas, consequentemente, fortalecendo o vínculo do adulto com o bebê.

Mas quando o assunto é montar um kit básico para dar um passeio rápido com o bebê, muita gente acaba exagerando e quer levar a casa inteira junto - motivo pelo qual alguns adultos até desistem do passeio.

Pensando nisso, selecionamos o que realmente vale a pena levar em um passeio rápido ao ar livre. Confira abaixo.

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O que levar no kit básico para passeio

Ser uma pessoa precavida na hora de levar o bebê para passear ao ar livre não é nenhum problema. A tribulação vem antes do passeio, na hora de selecionar quais itens levar.

Segundo a pediatra Célia Regina, nesses momentos é importante optar por itens práticos, principalmente quando o passeio é rápido e ao ar livre. ?Tente sair somente com o que for realmente necessário, para que possam aproveitar os momentos ao ar livre com tranquilidade e leveza?, indica. Então, anote aí o que é mais essencial:

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Como você pode notar, foi selecionado apenas o que realmente poderá ser necessário durante o passeio, sem exageros. Tente deixar em casa coisas que não serão úteis e só farão peso na bolsa.

É importante também fazer substituições práticas como, por exemplo, optar por lenços umedecidos ao invés de algodão embebido com água. A pediatra ressalta que os lenços umedecidos podem ser usados tanto na higiene dos bebês quanto na higiene das mãos.

Vale lembrar que, como estamos em um momento de pandemia, ficar ao ar livre ainda é melhor do que perto de aglomerações, mas o álcool em gel e a máscara continuam essenciais na hora do passeio. Vale lembrar, também, que crianças menores de 2 anos não devem usar máscara, pelo maior risco de sufocação.

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Como proteger a pele do bebê ao ar livre

Nos seis primeiros meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol, então deixar o bebê na sombra sentindo a brisa das árvores é uma boa opção quando se sai para dar um passeio rápido no parque.

A pediatra Célia Regina Bocci da Silva esclarece que a partir dos seis meses e até o primeiro ano de vida, a exposição solar do bebê deve ser curta e em horários apropriados, até as 10h e após as 16h, sempre com a utilização de protetor solar.

"As medidas de proteção solar devem ser adotadas pela população durante todo o ano, mesmo em dias nublados ou de menor temperatura", pondera a médica do Sabará Hospital Infantil.

Há também a preocupação com as picadas de insetos quando se faz um passeio ao ar livre com o bebê. A pediatra recomenda combinar um repelente tópico com um repelente para uso em tecidos como os derivados de permetrina e piretróides, que são capazes de proteger contra mosquitos e carrapatos.

De acordo com a médica, o uso de repelentes tópicos em bebês acima de 6 meses está restrito a uma aplicação ao dia. Já no caso de bebês com mais de 2 meses, é aceitável o uso somente em situações de exposição intensa e inevitável a insetos.

"É necessário sempre pesar o risco e o benefício, porque apesar de ser liberado pelas agências de regulação, há escassez de artigos científicos que avaliem a segurança de repelentes nesta faixa etária", completa.