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Gordura no fígado: sintomas, causas e como tratar?

Visão Geral

O que é Gordura no fígado?

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, ocorre quando as células do fígado começam a ser infiltradas por células de gordura (triglicérides). É normal ter um pouco de gordura neste órgão, mas quando mais de 5 a 10% dele é composto de gordura o quadro deve ser tratado.

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Com o tempo, a presença de gordura no fígado pode causar um processo de inflamação no corpo chamado de esteato-hepatite, que se não for identificado e tratado pode evoluir para cirrose.

Por sorte, o quadro é reversível com as mudanças de estilo de vida indicadas por seu médico.

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Causas

Os quadros de gordura no fígado são divididos de acordo com suas causas:

Esteatose hepática alcoólica

Como o nome diz, a esteatose hepática alcoólica se desenvolve em pessoas que bebem com muita frequência, principalmente pessoas que sofrem com alcoolismo.

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Esteatose hepática não alcoólica

Gordura no fígado de causas não alcoólicas pode ocorrer por diversos quadros, tais como:

No entanto, o excesso de peso é hoje uma das maiores causas do problema. Para se ter uma ideia, 60% das pessoas que sofrem com gordura no fígado são obesas.

Especialista responde: qual é a relação entre o colesterol e a gordura no fígado?

Fatores de risco

Mulheres parecem ter um risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, uma vez que o hormônio estrógeno, produzido naturalmente pelo corpo feminino, facilita o acúmulo de gordura.

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Pessoas de ascendência oriental ou hispânica também parecem ter uma maior propensão ao quadro, ao contrário dos descendentes de africanos.

Outros fatores de risco são:

Sintomas

Sintomas de Gordura no fígado

Normalmente a gordura no fígado se acumula sem causar sintomas físicos. Ela pode ser detectada em exames de ultrassonografia do abdômen, nos quais será possível notar um fígado aumentado.

Conforme o quadro evolui é possível sentir sintomas como:

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Em casos graves, quando as funções do fígado começam a ser comprometidas, começam a aparecer sintomas como:

Minha Vida
Minha Vida

Buscando ajuda médica

Como o ideal é o diagnóstico precoce da esteatose hepática, pessoas com fatores de risco (principalmente excesso de peso) devem fazer consultas médicas periódicas para avaliar a necessidade de monitorar a quantidade de gordura no fígado.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a gordura no fígado são:

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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Caso você já tenha recebido o diagnóstico de esteatose hepática, pode ser que queira fazer algumas perguntas na consulta médica para entender seu estado. Leve as dúvidas por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Gordura no fígado

O diagnóstico de gordura no fígado é feito com ajuda de exames como:

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É possível fazer uma biópsia, mas, por ser um procedimento invasivo, ele é deixado para pacientes com indicação de cirurgia.

A ultrassonografia costuma indicar o grau de gordura no fígado, sendo:

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Gordura no fígado

Não existe um medicamento que sozinho consiga tirar a gordura do fígado. Eles podem ajudar, mas precisam ser aliados às mudanças de estilo de vida, tratando a causa do problema. Confira algumas dicas:

1. Geralmente, a medida mais eficaz para controlar esteatose hepática é emagrecer, sendo que reduzir 7% do peso corporal já pode trazer bons resultados. Para isso deve-se ter uma dieta hipocalórica, evitar frituras, gorduras e doces e aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e carnes magras.

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2. Os nutrientes colina e betaína parecem ajudar o fígado a exportar os triglicérides para a corrente sanguínea, evitando assim o acúmulo dos dessas células no fígado, que é o início da esteatose. As fontes alimentares de colina e betaína são:

3. Evite exagerar nas quantidades de carboidratos e prefira sempre os integrais

4. Incluir boas fontes de fibras na alimentação é fundamental, uma vez que elas controlam a velocidade de absorção da glicose. As fibras estão presentes em:

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5. Evite bebidas alcoólicas em exagero. Quem já está com estatose hepática deve eliminar o álcool do cardápio

6. Priorize a gordura vegetal e não exagere nas quantidades desse nutriente.

7. Faça atividade física com frequência, pois nossa maior fonte de energia são os triglicérides. Ao queimar os triglicérides, você evita o acúmulo deles no corpo - e no fígado.

Medicamentos para Gordura no fígado

Alguns medicamentos têm sido usados para tratar gordura no fígado:

Alguns trabalhos mostraram benefícios do ômega 3 nos casos de esteatose, mas não de suas complicações, como a esteato-hepatite.

Outras drogas foram testadas com resultados inconclusivos, entre elas:

Convivendo (prognóstico)

Gordura no fígado tem cura?

Seguindo o tratamento adequado, o paciente tem altas chances de regredir o quadro de gordura no fígado ou ao menos estabilizá-lo.

Mesmos os casos em que a doença já evoluiu para cirrose podem ser controlados antes que o fígado seja completamente atacado. Por isso a importância do diagnóstico precoce.

Complicações possíveis

Quando a presença de gordura no fígado não é tratada, ela pode evoluir para uma inflamação do fígado chamada esteato-hepatite. 20% dos casos desta inflamação que não são tratados podem evoluir para uma cirrose hepática, situação em que o tecido do fígado pode ser substituído por fibroses. Se a cirrose avançar, pode ser necessário um transplante de fígado.

Além disso, a cirrose é um fator de risco comum para o câncer de fígado (hepatocarcinoma), que inclusive pode ocorrer também em pessoas que tem apenas a gordura no fígado sem outras evoluções, mas é mais raro.

Prevenção

Prevenção

O ideal é prevenir as causas possíveis de gordura no fígado, como obesidade, triglicérides e colesterol alto, diabetes, entre outros.

Um meio geral de prevenir estes problemas é levando uma vida saudável, exercitando-se regularmente e com uma alimentação equilibrada, rica em carboidratos integrais, gorduras boas e proteínas magras.

Referências

Hepatologista Leonardo Mota, especialista do Hospital São Camilo (SP)

Gastroenterologista Ricardo Barbuti (CRM-SP 66.103), especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP)

Gastroenterologista e hepatologista Cibele Ferrarini (CRM-SP 47.359)

Nutrólogo Roberto Navarro (CRM-SP 78.392), membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

Henrique Perobelli, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Debora Poli, gastroenterologista do Hospital Santa Paula

Mayo Clinic