PUBLICIDADE

Tratamento dentário para adolescentes é diferenciado

Dentistas investem em estudos psicológicos para atender melhor esse grupo

A área da odontologia que visa o atendimento do adolescente, a Odontohebiatria, tem sua recente origem intimamente ligada à constatação científica de que, após o nascimento, nenhuma fase da vida é tão cheia de alterações físicas e psicológicas quanto à adolescência.

É nessa fase que, por exemplo, o ser humano desenvolve sua estatura final. Apesar de não serem quantificadas, as mudanças psicológicas são igualmente significativas, agravadas pela necessidade de os jovens se encaixarem e serem aceitos socialmente em determinados grupos e pela forte influência que padrões de beleza e comportamento exercem nessa faixa etária.

A área ainda não é oficialmente uma especialidade odontológica e, portanto, não há dados sobre quantos cirurgiões-dentistas são especialistas ou atuam nela no Brasil.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A Odontohebiatria tem se enquadrado mais como um campo do conhecimento, englobado a princípio pela Odontopediatria e que vem sendo estudado e utilizado por vários cirurgiões-dentistas em seus consultórios, para aparar as arestas do atendimento desse grupo de pacientes, minimizando os erros e potencializando os acertos, durante o tratamento de um paciente tão peculiar.

"O bom andamento do tratamento depende, e muito, do quanto o cirurgião-dentista conhece o paciente e da relação que mantém com ele".

Sem preconceitos e mente aberta

Antes de tudo, é de extrema importância que o profissional esteja livre de preconceitos e estereótipos e entenda o universo da adolescência, identificando as alterações pelas quais o indivíduo está passando e ainda tenha discernimento sobre o que são os aspectos normais e patológicos do desenvolvimento nessa fase da vida.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

É preciso conhecer a adolescência e suas características, tanto biológicas como psicológicas e sociais. O adolescente passa por transformações metabólicas, hormonais, estresses emocionais advindos de cobranças externas. Eles buscam novos desafios e experiências e se sentem "fortes", "imortais", o que caracteriza os comportamentos de risco.

As crianças, os idosos e os adultos têm facilidade em procurar um atendimento especializado, mas o mesmo não acontece com o adolescente, que se encontra numa fase muito especial da vida. Na maioria das vezes, o adolescente continua o tratamento com o odontopediatra, mas não de uma maneira tão confortável.

Educando e motivando

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Outro aspecto importante a que o profissional deve estar atento é que a adolescência é uma fase limite entre a dependência infantil e a autonomia do adulto.

Nesse contexto, os cuidados com a saúde bucal também devem ser transferidos. Essa é uma época em que as tarefas e o controle rotineiro dos pais tendem a diminuir e a responsabilidade dos adolescentes ganha ênfase.

Alguns jovens são capazes de se cuidarem sozinhos e estão cientes da importância da própria saúde bucal. Outros resistem em incorporar hábitos saudáveis por imaturidade, falta de informação, ausência de motivação ou até por rebeldia.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

"Construir um vínculo e uma relação de confiança com o paciente também é muito importante, pois o dentista pode se tornar o intermediário entre os pais e os adolescentes".

O papel do cirurgião-dentista é se inserir nessa fase como educador e motivador, para introduzir nos hábitos e na rotina do adolescente o cuidado com a saúde bucal e conscientizá-lo da sua importância para a saúde geral.

E isso nem sempre é tarefa das mais fáceis, pela dificuldade própria em se adotar um novo hábito e ainda pelo comportamento contestador de muitos adolescentes.

Relação de confiança

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Mostrar ao jovem que ele deve ser responsável por sua saúde bucal não é a única medida importante para obter sua colaboração e atendê-lo de forma completa.

O bom andamento do tratamento depende, e muito, do quanto o cirurgião-dentista conhece o paciente e da relação que mantém com ele.

A anamnese bem conduzida, na presença dos pais ou do responsável já fornece muitas informações sobre o modo de vida, a alimentação, a higiene, a saúde geral, o relacionamento familiar e a personalidade do adolescente. É importante também dirigirmos o nosso questionário ao adolescente, mostrando interesse em escutá-lo.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Além disso, é preciso ter sensibilidade para deixar o adolescente à vontade, percebendo, por exemplo, o momento certo de pedir que ele entre sozinho no consultório para o atendimento, para que possa tirar suas dúvidas e responder às perguntas sem vergonha ou receio.

Construir um vínculo e uma relação de confiança com o paciente também é muito importante, pois o dentista pode se tornar o intermediário entre os pais e os adolescentes, ou entre eles e outros profissionais da saúde.

Ao manter uma relação mais próxima com o jovem e conduzir bem os exames clínicos e anamnese, o cirurgião-dentista é, muitas vezes, o primeiro responsável a saber ou perceber problemas como o uso do álcool, fumo, drogas ou outros.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Um vínculo forte com os pacientes nos traz sempre muita satisfação e orgulho, ao atestarmos que eles estão mais sadios, em termos de saúde bucal, do que nós mesmos, quando tínhamos a idade deles. O profissional deve adequar à forma de se comunicar com esse público, adotando uma postura versátil e informal, porém com linguagem madura.

Definitivamente as "palavrinhas" no "diminutivo" não são a melhor opção. Normalmente, os adolescentes não querem ser tratados como criança, eles se sentem mais próximos dos adultos.