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Resfriado que persiste por 10 dias ou mais pode ser sinusite

Fique atento aos sintomas para facilitam o diagnóstico precoce

A sinusite é a inflamação da camada que reveste a cavidade nasal e os seios da face, a mucosa. O termo mais correto é rinossinusite. A mucosa nasal possui tipos específicos de células que contêm cílios, que auxiliam a filtrar as impurezas do ar, e glândulas que produzem o muco. O muco tem o papel de umidificar o ar, evitar que microorganismos como bactérias e vírus se liguem ao nosso organismo e auxiliar na limpeza de substâncias como partículas de poeira. Os cílios se encarregam de carregar o muco para a parte posterior da cavidade nasal, onde será eliminado.

Os seios da face (ou paranasais) são espaços preenchidos por ar no interior dos ossos da face, que são preenchidos por mucosa muito semelhante à mucosa nasal. A mucosa dos seios também produz muco, que é drenado para dentro da cavidade nasal através de orifícios. A origem da sinusite se dá justamente no bloqueio desta passagem. Problemas anatômicos e inflamação da mucosa próxima aos orifícios são os principais responsáveis.

Dentre as alterações anatômicas, podemos citar o desvio do septo nasal e a presença de pólipos nasais. Corpos estranhos, como fragmentos dentários no interior dos seios, também podem levar a uma inflamação da mucosa. Isso usualmente ocorre após extração dentária e cirurgias para implante dentário. Já a inflamação da mucosa próxima aos orifícios ocorre nas seguintes situações: processos alérgicos e infecciosos.

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A rinite alérgica causa uma inflamação, com consequente edema (inchaço) da mucosa nasal, que, por sua vez, não permite a drenagem do muco. Quadros infecciosos virais, como gripes e resfriados, também levam a esta inflamação. Sem drenagem, o muco se acumula dentro dos seios, criando um meio de cultura para bactérias, que, ao se proliferar, levam à sinusite.

Algumas situações facilitam a ocorrência das sinusites. Tanto o tabagismo ativo quanto o passivo são fatores de risco comprovados. Portadores de doenças como a fibrose cística, que altera as características do muco, e a discinesia ciliar, que prejudica a função dos cílios, apresentam quadros recorrentes de sinusites.

A sinusite pode ser aguda ou crônica, dependendo da duração. Sinusite aguda é aquela que dura até 3 meses. Os sintomas da sinusite aguda e crônica são semelhantes, mas no quadro agudo eles costumam ser mais intensos, com febre, cansaço, dores pelo corpo. Na sinusite crônica, predominam sintomas nasais e tosse.

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Identificar os sintomas antecipa tratamento

Os sintomas que definem as sinusites são: obstrução nasal (nariz entupido), secreção nasal (catarro que escorre pelo nariz ou pela garganta), redução ou ausência do sentido do olfato (hiposmia) e dor-de-cabeça, febre e tosse. Nas crianças, predominam os sintomas de febre e tosse. Como podemos ver, a sinusite se manifesta de forma muito semelhante aos quadros virais, como resfriado e gripe. O que diferencia as duas situações é a duração e a intensidade dos sintomas.

Devemos ficar atentos para a sinusite quando os sintomas de um resfriado persistem após 10 dias ou pioram após o quinto dia. Neste momento, a avaliação do otorrinolaringologista pode confirmar o diagnóstico, que é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. O exame de raio-x da face não é necessário para o diagnóstico da sinusite. O especialista então avaliará a necessidade do uso de antibióticos.

O uso recorrente de antibióticos para sinusite recorrente ou crônica também deve ser investigado. Neste caso, exames adicionais, como tomografia da face, podem ser necessários.

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Tanto nos casos alérgicos quanto nas infecções virais, o tratamento visa amenizar os sintomas e evitar a progressão para a sinusite. Mesmo quando instalada a doença, casos leves e iniciais podem ser tratados com corticóides nasais e lavagem nasal com soro fisiológico. A tendência atual é do uso cada vez menor de antibióticos, que devem ser indicados com cautela pelo risco da resistência bacteriana. Uma informação importante é que os corticóides nasais são medicações seguras, liberadas para crianças a partir dos 2 anos de idade, e que não causam os efeitos colaterais que os corticóides orais podem gerar. E quando o especialista indicar o tratamento com antibiótico, o tratamento precoce levará a uma recuperação mais rápida.