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Fratura na costela é tratada com anti-inflamatórios e analgésicos

Trauma só é considerado grave quando associado a lesões de órgãos torácicos e abdominais

Os traumas de tórax são divididos em dois grandes grupos: de alta energia (por exemplo acidentes automobilísticos e ferimentos abertos, como por projétil de arma de fogo) e baixa energia (quedas ao solo ou traumas esportivos, como no futebol). As fraturas dos arcos costais, ou costelas, terão seu manejo determinado pela energia do trauma inicial.

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Em idosos, a causa mais comum de fraturas de costela é a queda ao solo da própria altura. No caso de pacientes jovens são os traumas automobilísticos a causa mais comum (1,2). Fraturas decorrentes de trauma de alta energia muito frequentemente estão associadas a lesões de órgãos intratorácicos fundamentais para manutenção da vida, incluindo coração e pulmões, necessitando assim de atendimento multidisciplinar em sala de emergência.

Fraturas de costela, isoladamente, não devem se consideradas lesões graves, mas sim quando associadas a lesões de órgãos torácicos e abdominais, principalmente em traumas de alta energia.

No entanto, a maioria das lesões torácicas fechadas é secundária a traumas de baixa energia, portanto de menos gravidade, com possibilidade reduzida de lesão destes órgãos. Assim, fraturas de costela, isoladamente, não devem se consideradas lesões graves, mas sim quando associadas a lesões de órgãos torácicos e abdominais, principalmente em traumas de alta energia.

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O diagnóstico é fundamentalmente clínico e radiográfico. Uma boa história e exame clínico já ajuda a delinear a linha de tratamento. Radiografias confirmam o diagnóstico de fratura de arcos costais e, em casos de suspeita de lesão mais grave, o exame de tomografia computadorizada pode ser solicitado.

Apesar de existirem técnicas de tratamento cirúrgico (3), as fraturas de costela(s) isoladas em sua esmagadora maioria deverão ser tratadas conservadoramente através de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos com intuito de diminuir os sintomas (mais comum é a dor à palpação e à inspiração profunda) que podem durar 4-6 semanas. Não há necessidade de repouso no leito. As atividades ficarão limitadas pela sintomatologia somente e a longo prazo somente lesões sintomáticas deverão receber investigação adicional (2,4,5).

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No entanto, casos de trauma torácico (mais comum alta energia) que acompanham "red flags" (sinais de alerta) como falta de ar, mal estar, palidez da pele, fraqueza, bolhas de ar no subcutâneo devem ser acompanhados de perto e encaminhados ao serviço de emergência mais próximo imediatamente, pois o tempo nestes casos pode salvar vidas (4,6).

*Escrito em parceria com Pedro Pohl, ortopedista cirurgião da coluna vertebral, professor da Faculdade de Medicina do ABC com estágio avançado em pesquisa na Universidade de Pittsburgh (EUA). Faz parte do corpo clínico da COLUNAR (Clínica da Coluna Vertebral)

Referências

1. Bulger, E. M., Arneson, M. A., Mock, C. N. & Jurkovich, G. J. Rib fractures in the elderly. J Trauma 48, 1040-1046; discussion 1046-1047 (2000).

2. Sanidas, E. et al. Management of simple thoracic injuries at a level I trauma centre: can primary health care system take over? Injury 31, 669-675 (2000).

3. Khandelwal, G., Mathur, R. K., Shukla, S. & Maheshwari, A. A prospective single center study to assess the impact of surgical stabilization in patients with rib fracture. International journal of surgery 9, 478-481, doi:10.1016/j.ijsu.2011.06.003 (2011).

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4. Lotfipour, S. et al. Factors associated with complications in older adults with isolated blunt chest trauma. The western journal of emergency medicine 10, 79-84 (2009).

5. Shorr, R. M. et al. Blunt chest trauma in the elderly. J Trauma 29, 234-237 (1989).

6. Ziegler, D. W. & Agarwal, N. N. The morbidity and mortality of rib fractures. J Trauma 37, 975-979 (1994).