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Azoospermia: o homem ainda pode ter filhos?

Entenda em que implica e o que causa a ausência de espermatozoides no sêmen

Azoospermia significa ausência de espermatozoides no sêmen. Ela é diagnosticada no espermograma, exame que analisa o líquido ejaculado pelo homem e verifica não só a presença de espermatozoides, como também sua qualidade, avaliando a fertilidade do homem.

O que é azoospermia?

Para entender melhor a azoospermia, é preciso entender que os espermatozoides são produzidos nos testículos e ficam depositados em estruturas chamados epidídimos, onde os espermatozoides amadurecem e ganham mais movimentação. Quando existe a estimulação sexual, os espermatozoides armazenados viajam através de até a parte posterior da uretra (canal por onde passa a urina e o sêmen), onde desagua também o material proveniente da próstata e das vesículas seminais: o sêmen.

Sêmen é o líquido ejaculado na relação sexual pelos homens e que normalmente carrega os espermatozoides. Ele serve para manter os espermatozoides vivos até chegarem onde ocorre a fecundação, o encontro com o óvulo. Milhares de espermatozoides precisam envolver um óvulo no interior da trompa uterina da mulher para que apenas um consiga penetrar e iniciar toda a mágica da formação do embrião.

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Portanto, a azoospermia é causada por problemas na fábrica (testículos), no depósito (epidídimos), ou ainda na distribuição dos espermatozoides, no caminho das células até a uretra. Isso inclui todas as doenças que afetam os testículos ou epidídimos como trauma, infecções, radiação, tumores, medicamentos quimioterápicos, torções, criptorquidia (testículo oculto que não desceu para a bolsa escrotal), cirurgias pélvicas, varicocele (dilatação das veias que drenam os testículos); e doenças que provocam obstruções no caminho que liga os testículos até o canal da uretra, tubo por onde o sêmen é ejaculado.

Além disso, ela pode ocorrer de forma desejada, quando o homem se submete a uma vasectomia, cirurgia em que o caminho entre a "fábrica" de espermatozoides e a saída do canal será bloqueado cirurgicamente. E como apenas 5% do material estará ausente, ele sequer irá reparar redução significativa do volume ejaculado. Continuará ejaculando praticamente o mesmo volume, mas sem espermatozoides.

Na linguagem dos profissionais de saúde, existem dois tipos básicos de azoospermia: ela pode ser decorrência da falta de produção (defeito na fábrica), chamada azoospermia não obstrutiva ou pode ser causada por um obstáculo que impede a chegada dos espermatozoides no canal para que seja ejaculados, nesse caso denominada azoospermia obstrutiva (problema no caminho até a uretra).

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E agora, doutor? Dá para engravidar?

O tratamento vai depender do tipo de azoospermia. Logicamente quando existe uma obstrução, o objetivo da terapia é removê-la quando possível. Voltamos ao exemplo simples e relativamente frequente do homem que no passado fez a cirurgia esterilizadora masculina ou vasectomia bilateral e mudou de ideia. Nesse caso, o médico tentará a reversão da vasectomia recanalizando o ducto deferente, que é o tubo que liga o testículo até a uretra posterior, local onde se acumula o material para formar o sêmen que será ejaculado. Existem dois ductos deferentes, um de cada lado.

A cirurgia de reversão é feita com auxílio de microscópio e a taxa de sucesso em restabelecer uma boa contagem de espermatozoides e efetivamente conseguir nova gravidez é inversamente proporcional ao tempo desde a cirurgia esterilizadora. Ou seja, o tempo em que a fábrica ficou fechada. Após 10 anos de vasectomia a taxa de gravidez gira em torno de 35%.

Em outros casos de azoospermia por obstrução, quando a causa do bloqueio não é reversível, é possível extrair espermatozoides diretamente e ainda recorrer às técnicas de reprodução humana para a fertilização: o casal poderá realizar uma fertilização in vitro (técnica popularizada com o nome de "bebê de proveta") ou uma injeção intracitoplasmática (ICSI), que significa introduzir um único espermatozoide no interior do óvulo. A decisão vai depender da quantidade e qualidade do material obtido (espermatozoides e óvulos).

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No caso da azoospermia não obstrutiva, o defeito não é no trajeto e sim nos os testículos. Esses casos são os de maior complexidade no manejo. Quando a azoospermia sempre ocorreu, a provável causa é genética, ligada ao cromossomo Y. Dependendo do tipo de defeito genético que os médicos chamam de microdeleção, o caso terá um prognóstico melhor ou pior. Na azoospermia não obstrutiva a única alternativa de viabilizar a gravidez seria extrair espermatozoides do testículo (por meio de um procedimento chamado biopsia testicular) e usar para inseminação.

Orientações gerais

Lembre-se que quando falamos em gravidez devemos olhar sempre para o casal. A produção de espermatozoides é melhor nos homens com hábitos de vida saudáveis, com atividade física regular e alimentação balanceada. E a idade e a saúde da mulher representam fator prognóstico importante para o sucesso do tratamento do homem com azoospermia.

Para finalizar, algumas recomendações práticas: os homens, desde a infância devem visitar o médico para examinar a região genital. Palpando os testículos e o pênis muitos problemas podem ser identificados e complicações futuras prevenidas. Tem varicocele? Enquanto você não formar sua família, faça um espermograma por ano. Vai precisar tratar um tumor com quimioterapia ou radioterapia? Operar os testículos? Saiba que você pode congelar espermatozoides para o futuro. Por último e talvez o mais importante: cuide muito bem do seu relacionamento. Saúde!

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