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As mulheres são mais suscetíveis à incontinência urinária

Crianças e idosos também sofrem com o problema

A musculatura que dá sustentação aos órgãos pélvicos é mais frágil nelas e o aparelho esfincteriano, mais delgado, e a uretra feminina curta. Além disso, o músculo estriado, que forma um pequeno anel em volta da uretra, é mais fino e adelgaçado nas mulheres do que nos homens, onde é espesso e forte.

Além da própria constituição física, o aumento do peso do conteúdo abdominal e uterino, devido à gravidez, são também causas da incontinência urinária futura, dentre as mulheres. Durante a gestação, não só o aumento do volume abdominal, mas também a presença da cabeça fetal na pelve podem causar uma pressão maior sobre o diafragma muscular pélvico, que pode levar a uma flacidez da musculatura.Obesos, fumantes com tosse crônica e pneumopatas também podem desenvolver incontinência urinária. Os pneumopatas apresentam quadros pulmonares obstrutivos que geram muita pressão abdominal. Isso pode provocar perdas urinárias, quando o paciente tosse ou faz um esforço respiratório.

Entendendo a doença
O tipo de incontinência urinária mais comum entre as mulheres é a incontinência urinária de esforço. Seu sintoma inicial é a perda urinária que ocorre durante aumento da pressão abdominal, quando a pessoa tosse, espirra, levanta um peso, movimenta-se, ou faz algum exercício físico. O segundo tipo mais freqüente é a incontinência urinária de urgência, mais grave do que a de esforço. É a incontinência que as mulheres apresentam quando, em meio às atividades diárias, abrem uma torneira, por exemplo, e sentem uma vontade súbita e urgente de ir ao banheiro, mas não conseguem chegar ao sanitário a tempo de evitar a perda de urina. O terceiro tipo é a incontinência mista que associa a incontinência de esforço à incontinência de urgência. Nesse caso, o principal sintoma também é a perda urinária pela uretra sem possibilidade de controle.

Tratando a doença
Quando uma paciente nos procura dizendo que perde involuntariamente um pouco de urina, a primeira coisa a fazer é levantar a história dessa mulher. É preciso conversar com ela para tentar caracterizar se a perda de urina é por esforço ou por urgência. Existem métodos para facilitar o diagnóstico. Um deles é o diário miccional, onde ela deve registrar, durante três dias consecutivos, como foi a perda urinária. Se a urina escapou, por exemplo, quando fez exercícios, ou em repouso, ou quando estava dormindo em casa. Essas duas situações são bastante diferentes para identificação e tratamento da enfermidade.

Outro recurso que auxilia o diagnóstico da incontinência urinária é o exame urodinâmico, que permite determinar a ocorrência de contrações vesicais involuntárias (sem que a bexiga esteja muito cheia, surge o desejo premente de urinar), assim como a perda urinária quando a paciente faz esforço. Nesse exame, a saída de urina é monitorizada por computação. Fazer o diagnóstico de incontinência urinária por esforço ou por atividade exagerada da bexiga é muito importante para o tratamento da doença.

O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, embora exercícios fisioterápicos para reforçar a musculatura do assoalho pélvico também ajudem. A cirurgia indicada para acabar com a incontinência urinária é a de suporte sub-uretral, em que se coloca um anteparo na uretra feminina entre a vagina e a uretra, para corrigir o ângulo uretrovesical e evitar a perda de urina. Em determinadas situações são necessárias outras abordagens cirúrgicas para corrigir falhas maiores da musculatura pélvica, bem como o reposicionamento do útero, ou do reto, caso estes também estejam comprometidos.

Já o tratamento da incontinência urinária de urgência é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas que evitam a contração vesical. São comprimidos diários que devem ser tomados quase que pela a vida inteira para melhora da sintomatologia e apresentam alguns efeitos colaterais, como boca seca, obstipação, rubor facial. Atualmente, alguns médicos já utilizam a aplicação de botox intravesical a fim de controlar e diminuir a contração da musculatura vesical e evitar a perda urinária nos casos mais graves.

Incontinência na infância
As crianças começam a controlar a micção por volta dos 18 meses, mas este controle depende do amadurecimento do sistema nervoso de cada uma. O distúrbio mais comum na infância é a enurese, que se caracteriza pelo controle inadequado da micção e perda de urina, principalmente durante a noite enquanto dormem. Esse tipo de

incontinência pode ser bem avaliado com o levantamento da história do paciente. Geralmente, o médico solicita à mãe que elabore um diário miccional da criança, onde ela deve anotar como é a perda urinária, a que horas ocorre e se existe algum episódio estressante que a provoque. Para complementar o diagnóstico, são recomendados a realização do exame de urodinâmica e exames de imagem para descartar a possibilidade desta perda ser um sinal de alguma má formação das vias urinárias.

Incontinência na terceira idade
É importante avaliar os fatores que podem fazem com que a incontinência urinária surja. O uso de diuréticos, uma incorreta ingestão hídrica, situações de demência e problemas de locomoção, e nas mulheres a baixa taxa hormonal, podem fazer com que a incontinência urinária apareça nas pessoas mais velhas. A fralda geriátrica é o método mais usado no mundo para controle da incontinência urinária na terceira idade. Entretanto, seu uso representa um custo muito alto, sendo considerado um problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, anualmente, são gastos, mais de 1 bilhão de dólares com fraldas e produtos específicos na lide contra a incontinência urinária. Além do alto custo, a fralda geriátrica apresenta alguns inconvenientes, tais como o odor e as dermatites na região perineal masculina e feminina.

Dr. Ricardo Felts de La Roca é urologista.

Para saber mais acesse: www.delarocaurologia.com.br





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