Hemorroida: conheça os 4 graus da doença e como tratá-los | Minha Vida
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Hemorroida: conheça os 4 graus da doença e como tratá-los

Entenda como a doença hemorroidária evolui e quais são os principais tratamentos para cada estágio

Mulher cobrindo o bumbum com as mãos - Foto: Getty Images
Mulher cobrindo o bumbum com as mãos - Foto: Getty Images

Alguns sintomas de hemorroida, como sangramentos após a evacuação e coceira na região anal, são característicos. Mesmo assim, eles não surgem da noite para o dia e podem levar algum tempo para aparecer novamente. Estes intervalos entre as crises passam uma falsa segurança, como se a dilatação das veias tivesse desaparecido por completo. Não é bem assim.

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"É comum encontrarmos pacientes que sofrem com isso há pelo menos 20 anos, mas que ignoraram os sintomas. O problema é que hemorroida é uma doença venosa progressiva. Então, ela não fica estacionada no mesmo grau. Se você já sofre com uma certa fraqueza na parede das veias, a tendência é piorar", alerta o proctologista Renato Caram Saad.

Também é um engano achar que a doença se manifesta da mesma maneira para todos. Apesar dos sintomas clássicos, podemos separar as hemorroidas em grupos diferentes, de acordo com a maneira como elas se manifestam no organismo. Segundo o proctologista Jorge Reina, do Hospital São Luiz Morumbi, as hemorroidas são classificadas de duas formas:

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Essa evolução tem a ver com a gravidade e o tratamento das hemorroidas. Nos primeiros graus, o desconforto costuma ser menor, enquanto o tratamento mostra-se muito mais simples.

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No último grau, porém, é preciso intervir o quanto antes, já que as complicações decorrentes das hemorroidas costumam ser bem doloridas, causando sofrimento e preocupação a pacientes e familiares. Justamente por isso, o melhor é buscar tratamento no começo da doença.

Conheça os diferentes graus da doença hemorroidária:

Grau I: primeiros sinais

Neste primeiro momento, as veias hemorroidais apresentam um ligeiro aumento de número e tamanho, mas sem projeção externa. De acordo com Renato Saad, o sintoma mais frequente do primeiro grau é o sangramento, que pode ser percebido no vaso sanitário ou no papel higiênico, durante a higiene.

No começo, o tratamento não envolve intervenção cirúrgica, já que as hemorroidas não se projetam para fora do ânus. Algumas mudanças simples, como uma dieta rica em fibras, líquidos e higienização adequada, sem o trauma constante do papel higiênico, são capazes de reverter o quadro. A ideia é melhorar a consistência das fezes para que a evacuação cause o menor trauma possível às veias da região anal, diminuindo desconforto, inchaço e sangramento.

Se, mesmo com essas ações, a hemorroida aparecer e causar dor ou qualquer outro incômodo, é possível amenizar esse quadro usando pomadas específicas para hemorroidas. Nesse estágio da doença, todos esses cuidados contribuem para evitar a evolução do problema, que poderá trazer a necessidade da realização de uma cirurgia.

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Grau II: dentro e fora

Entre o primeiro e segundo graus, os sintomas das hemorroidas parecem ser os mesmos. No entanto, ocorre a exteriorização do tecido mucoso com as hemorroidas, como explica o proctologista Jorge Reina. Essa projeção acontece durante a evacuação, mas por pouco tempo. O tecido volta para dentro do ânus espontaneamente.

Ainda não é o momento de pensar em cirurgia. Além de mudanças na dieta, como no primeiro grau, o médico pode recomendar o tratamento com a ligadura elástica, que é indolor e bastante eficaz. Elásticos são presos na base das veias hemorroidais dilatadas, para cortar a circulação, fazendo com que as hemorroidas caiam naturalmente durante a evacuação, depois de alguns dias.

Nessa etapa, o uso de pomadas específicas para tratar hemorroidas ainda ajuda a aliviar o desconforto do paciente. Esse tipo de medicamento possui componentes com efeitos anestésico e secativo, o que ajuda a combater as dores provocadas pela hemorroida.

Grau III: ajuda manual

A condição do paciente torna-se mais complicada à medida que as hemorroidas evoluem para os graus III e IV. O que caracteriza o terceiro grau é a exteriorização das hemorroidas, que não voltam para dentro do ânus de forma espontânea, como no grau anterior. Na hora de usar o banheiro, o paciente consegue sentir que a hemorroida saiu, precisando empurrá-la para dentro do ânus com a própria mão.

"Geralmente, os pacientes relatam melhora após o banho e o retorno manual das hemorroidas", explica Jorge Reina. Mesmo assim, sintomas como sangramento, prurido anal e desconforto são sentidos com maior intensidade nessa fase, não só durante a evacuação.

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Ao contrário dos outros graus, mudanças de hábitos envolvendo dietas, exercícios, medicamentos e alternativas de higiene não são o bastante. É quando médico e paciente começam a considerar as melhores alternativas de intervenção cirúrgica.

Grau IV: cirurgia

No último - e mais grave - estágio das hemorroidas, não há muito o que ser feito em termos de dieta e higiene local. O desconforto do paciente é mais intenso porque o prolapso hemorroidário não retorna de forma alguma ao canal anal, nem com a ajuda das mãos. Muitas vezes, por medo ou vergonha do diagnóstico, pacientes com hemorroidas internas adiam o tratamento médico até o limite, quando elas se tornam irredutíveis, no quarto grau.

A boa notícia é que existem diferentes opções e alternativas para quem terá de enfrentar a cirurgia. Nem tudo se resume a processos dolorosos, vale ressaltar.

Um exemplo é a cirurgia tradicional, chamada de hemorroidoctomia, em que há a remoção total das veias inflamadas. Outra possibilidade, menos invasiva, é o grampeamento das hemorroidas, técnica que também bloqueia a circulação sanguínea na região.

Há ainda a técnica THD (desarterialização hemorroidária transanal) que evita alguns dos maiores temores dos pacientes: cortes na região anal e recuperação dolorida. A cirurgia é realizada com doppler, um aparelho de ultrassom que auxilia os médicos no bloqueio de veias dilatadas, cortando o fluxo sanguíneo que dá vida às hemorroidas.

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Apesar do aprimoramento das técnicas e tratamentos para hemorroida, não espere a doença evoluir e procure auxílio médico assim que sentir os primeiros sinais de que algo não vai bem na região anal.