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Meningite bacteriana: 7 fatos que você precisa saber sobre a doença meningocócica

Doença meningocócica pode ser transmitida por meio de gotículas da saliva¹

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Bebê com o dedo na boca - Foto: Shutterstock
Bebê com o dedo na boca - Foto: Shutterstock

A doença meningocócica é uma enfermidade muito grave. Só no Brasil, foram notificados 1.084 casos em 2016, de acordo com o Ministério da Saúde³. Estatísticas mostram que a letalidade da doença é significativa: no ano de 2013, em média, ocorreu uma morte a cada oito minutos ao redor do mundo

A Doença Meningocócica Invasiva (DMI) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que possui 13 sorogrupos diferentes6. Porém, os sorogrupos A,B,C,W E Y são os causadores mais frequentes da doença meningocócica.6

Apesar de as meningites mais importantes do ponto de vista da saúde pública serem provocadas por bactérias e vírus5, há também uma forma da doença causada por fungos6. As virais, por sua vez, são tão importantes quanto as bacterianas, pois ambas têm potencial de produzir surtos5.

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A seguir, 7 fatos que você precisa saber sobre meningite meningocócica:

A doença meningocócica se propaga facilmente

Pelo fato de a bactéria ser transmitida por meio da saliva, espirros, tosse, beijo ou até mesmo dividir o copo com alguém são as formas mais comuns de transmissão da doença1. Crianças menores de um ano possuem maior risco de contrair a doença, e adolescentes são a fonte mais provável da transmissão da bactéria na comunidade7.

A bactéria que causa a doença meningocócica, chamada meningococo, está presente na garganta de 10% da população, normalmente sem manifestar nenhum sintoma6. Por razões ainda desconhecidas, às vezes pode vencer as defesas do organismo, entrar na circulação e atingir o cérebro1.

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Sabe-se que o cigarro, a baixa umidade do ar e a poeira podem reduzir as defesas da região da garganta, o que facilita a infecção pelas bactérias que provocam a doença meningocócica7.

Meningites bacterianas causadas por meningococos são muito perigosas

Esse tipo de meningite possui grande incidência no Brasil³ e pode levar à morte em 24 horas6. O desafio maior é o diagnóstico, já que os sintomas são inespecíficos como os de uma virose9 (febre, irritabilidade, dor de cabeça, perda de apetite, náusea e vômito8), dificultando a identificação rápida8.

Vacina é arma importante contra a doença

Vacinas conferem proteção contra os principais sorogrupos que causam a doença meningocócica, os tipos A, B, C, W e Y1.

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Há uma vacina isolada para o grupo C (Vacina Meningocócica C), que é distribuída gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunização, destinada a crianças menores de 4 anos10 e adolescentes entre 12 e 13 anos11.

Além dela, há também duas vacinas que incluem os sorotipos ACWY (Vacina Meningocócica ACWY), disponíveis nas redes privadas de imunização. Uma delas indicada para bebês a partir de dois meses e a outra para crianças a partir de um ano12.

Também é possível ser imunizado contra a meningite B (Vacina Meningocócica B). Essa vacina é encontrada em clínicas privadas e é indicada para crianças a partir de três meses de idade12.

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Bebês de até um ano têm risco maior

Embora a meningite tenha probabilidade de atingir as crianças de forma geral, bebês até um ano de vida são os mais susceptíveis à doença5.

O risco de doença meningocócica em crianças que ainda estão sendo amamentadas, menores de um ano de idade, é três vezes maior que uma criança de 1 a 4 anos de idade. Se comparado com uma criança de 5 a 9 anos, esse risco pode ser quatorze vezes maior14.

Para prevenir a doença, a vacinação pode ser feita a partir de três meses de vida12.

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É difícil tratar a tempo

Mesmo quando a doença é detectada precocemente e tratada de maneira adequada, de 5% a 10% dos pacientes morrem1, por isso é de fundamental se vacinar como meio de prevenção contra os tipos meningocócicos de meningite7. Naqueles que sobrevivem, de 10% a 20% têm danos cerebrais, perda auditiva ou dificuldade de aprendizado1.

Como os sinais e sintomas da meningite se assemelham aos de outras doenças mais simples9, o diagnóstico correto só pode ser confirmado por meio de exames de sangue ou de líquido cefalorraquidiano (obtido por punção lombar), que demoram de um a três dias para serem liberados1,2.

Rigidez na nuca é sinal de doença avançada

Erra quem pensa que o sintoma inicial da meningite seja rigidez na nuca. Essa manifestação só aparece quando o problema está mais avançado8. Convulsão, choque, falência múltipla de órgãos são alguns dos problemas que acontecem em seguida6,8.

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Doença pode provocar sepse

Conhecida por meningococcemia, essa infecção generalizada é a forma mais grave da doença meningocócica, podendo levar à morte de até 70% dos atingidos6. Ela é caracterizada por erupções hemorrágicas e pelo rápido colapso circulatório1.

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte seu médico.

Fonte e referências:

1- World Health Organization. (2012). Meningococcal Meningitis Factsheet N°141. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs141/en/. Acesso em 18 out. 2017.

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2- IMMUNIZATION ACTION COALITION. Meningococcal: Questions and Answers. Information about the disease and vaccines. Disponível em: http://www.immunize.org/catg.d/p4210.pdf. Acesso em 18 out. 2017.

Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites "UF NOTIFICAÇÃO" para Linha, "FAIXA ETÁRIA" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, "2016" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, "Selecionar Sorogrupo desejado" para Sorogrupo e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Dados enviados pelo Ministério da Saúde através do Sistema de Informação ao Cidadão em 23 fev. 2017.

3- Naghavi M, et al. (2013). Global, regional, and national age-sex specific all-cause and causespecific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study. The Lancet, 385, pp.117-171.

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4- PORTAL SAÚDE. Meningite: Descrição da doença. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/659-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/meningites/11336-descricao-da-doenca. Acesso em: 18 out. 2017.

5- CASTIÑEIRAS, TMPP. et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: http://www.cives.ufrj.br/informacao/dm/dm-iv.html. Acesso em 18 out. 2017.

6- Yogev R, Tan T. Meningococcal disease: the advances and challenges of meningococcal disease prevention. Hum Vaccin. 2011;7(8):828-837.

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7- THOMPSON MJ, et al. Clinical recognition of meningococcal disease in children and adolescents. Lancet. 2006;367(9508):397-403.

8- PARANÁ. Secretaria de saúde. Doença meningocócica - CID10 A39: doenças infecciosas e parasitárias. Disponível em: http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=517. Acesso em: 18 out. 2017.

9- BRASIL. Portal da Saúde. Calendário nacional de vacinação 2017. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/13600-calendario-nacional-de-vacinacao. Acesso em: 18 out. 2017.

10- BRASIL. Portal da Saúde. Brasil vai incluir meninos na vacinação contra HPV. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/outubro/11/vacinas-para-adolescentes.pdf. Acesso em: 18 out. 2017.

11- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES ? Calendário de Vacinação da Criança. Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - 2017/2018. Disponível em: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf. Acesso em: 18 out. 2017.

12- CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA "PROF. ALEXANDRE VRANJAC". Doença meningocócica: casos, coeficientes de incidência (por 100.000 hab) e porcentagens segundo faixa etária, estado de São Paulo, 1998 a 2016 [dados de 19/07/2016]. Disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/meningites/dados/doenca_meningococica.pdf. Acesso em: 18 out. 2017.

13- LADHANI,SN. Et al. Invasive meningococcal disease in England and Wales: Implications for the introduction of new vacines. Vaccine, 30: 3710-3716, 2012.

BR/VAC/0272/17 - Novembro de 2017