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Por que algumas pessoas trocam letras ao falar ou escrever?

Entenda até que idade isso é normal e quando se torna um problema

Durante a aquisição dos sons da língua é normal que as crianças apresentem algumas trocas de vocábulos que são comuns ao desenvolvimento, pois só é possível produzir todos os sons da língua adequadamente conforme o sistema neurológico e os músculos orais vão maturando. Essas trocas são chamadas de processos fonológicos. Quando esses processos não são superados na idade esperada, então chamamos de transtorno fonológico. Portanto, o transtorno fonológico caracteriza-se pela omissão ou substituição de alguns sons da língua materna.

Mas por que algumas pessoas não deixam de trocar letras?

Sabendo disso, temos uma classificação de processos que são esperados para cada faixa etária e caso a criança não supere e faça uso inadequado de determinado processo, devemos investigar alguns fatores que podem estar relacionadas com o aparecimento do transtorno fonológico, pois ele pode se apresentar isoladamente ou associado a outros fatores ou sintomas.

E quais são esses fatores relacionados?

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Troca de letras na fala

Quando pensamos em fala, temos que ter em mente que ela está diretamente relacionada ao sistema auditivo. Então para ter certeza que a causa das trocas na fala não é por alteração auditiva, temos que descartar possível perda auditiva e distúrbio de processamento auditivo central (como o som é processado até chegar a área cerebral responsável pela audição).

Se a criança apresenta atraso no desenvolvimento de linguagem, ela pode vir a apresentar trocas na fala devido uma imaturidade neurológica.

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Existem casos em que o indivíduo tem uma dificuldade motora em produzir os sons da fala (ex: apraxia de fala ou distúrbio articulatório) e por isso vai apresentar omissões, distorções ou trocas na fala.

Quando falamos de fatores emocionais, estamos nos referindo a todos os componentes que estão envolvidos no desenvolvimento de linguagem oral, desde o ambiente em que esta criança está inserida até o uso de fala mais infantilizada, permitindo assim postura e expressão oral mais imaturas.

É esperado que a criança fale todos os fonemas da língua materna até os 5 anos de idade, mas alguns processos como simplificação do encontro consonantal (ex: zeba para zebra) e simplificação da consoante final (ex: amo para amor) podem perdurar até os 7 anos.

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Crianças que fazem uso de processos que já não são mais esperados para a idade podem vir a apresentar trocas na escrita. Porém não podemos afirmar que crianças com transtorno fonológico sempre apresentarão trocas na escrita quando iniciarem o processo de alfabetização. A fala e a escrita são desempenhadas de forma independente. Algumas crianças com transtorno fonológico podem apresentar trocas na escrita quando ocorre apoio na oralidade, mas isso não é uma regra.

Trocas de letras na escrita

Quando falamos em trocas na escrita apenas, anulando possíveis trocas na fala, devemos investigar habilidades envolvidas no desenvolvimento de leitura e escrita.

Na ortografia do português temos diferentes grafemas (letras) para o mesmo fonema (som), como por exemplo, o som de /s/ pode ser escrito com s, c, ss, ç, sc, x. Para escrevermos corretamente precisamos lembrar das regras e memorizar algumas palavras.

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Além do uso de letras diferentes para o mesmo som, temos a questão da articulação (ponto de produção) de cada fonema, como por exemplo, /p/ e /b/ são fonemas produzidos no mesmo ponto articulatório, a única diferença é o traço de sonoridade: /b/ é sonoro e /p/ é surdo.

Geralmente as trocas mais frequentes são essas, ou de regra ortográfica ou de fonemas com o mesmo ponto articulatório. Essas dificuldades são observadas mais na infância, mas quando não superados podem se estender até a vida adulta.

Caso observado dificuldades tanto de fala quanto de escrita, procure um fonoaudiólogo para avaliação e orientação adequada. O fonoaudiólogo é o profissional apto para trabalhar as alterações de linguagem oral e escrita.

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Fontes

Coautora: Fga. Marcia dos Santos Souza - mestranda em Saúde da Comunicação Humana pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Professora Preceptora em Fonoaudiologia na mesma faculdade e fonoaudióloga da Clínica Saúde Porã.