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Uso de corticoides para tratamento de asma: amigo ou vilão?

Embora sejam muito criticados, os inaladores de corticoides possibilitam o controle da asma

A asma é uma das doenças mais comuns, sendo encontrada em adultos e crianças. É uma doença caracterizada por episódios de tosse, chiado no peito, cansaço ou aperto no peito, desencadeada por diversos estímulos. Essas anormalidades são decorrentes de um processo inflamatório crônico das vias aéreas.

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Nas crises leves de asma, é indicado o uso de broncodilatador pelo menos quatro vezes por dia por um período de cinco a sete dias. Durante as crises mais graves é necessário associar um corticoide sistêmico, como: prednisona/prednisolona (via oral) ou metilprednisolona/hidrocortisona (via intravenosa).

Para que são indicados os corticoides no tratamento da asma?

O uso de corticoides orais previne a reincidência rápida dos sintomas e do agravamento após a resolução de uma crise mais grave, associada ao uso do broncodilatador. Medicamentos como a prednisona ou prednisolona oral tem eficácia similar a de hidrocortisona intravenosa, portanto no pronto-socorro a via preferencial será a oral inicialmente.

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O número de dias recomendado de corticoide oral para crise de asma é de cinco a sete, sem necessidade de diminuição gradativa, pois para esse número de dias a medicação é segura.

Os corticoides podem ser usados também sob a forma inalatória, através de dispositivos na forma de sprays, pó seco, cápsulas, nebulizadores e entre outros. O médico que irá definir qual a melhor alternativa para o seu tratamento preventivo de crises de asma.

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Efeitos colaterais dos corticóides orais

A partir de sete a dez dias do uso contínuo de corticoide oral, efeitos colaterais podem aparecer em uso de longo prazo:

Efeitos colaterais dos corticoides inalatórios

Em relação aos efeitos colaterais dos corticoides inalatórios de ação local destacam-se: candidíase oral (sapinho na boca), disfonia, que podem ser evitados enxaguando a boca após o seu uso. No caso de crianças e idosos, há necessidade da utilização de espaçadores, que são dispositivos colocados entre a boca e o corticoide, diminuindo esses efeitos colaterais e garantindo que a medicação chegue na velocidade correta aos pulmões.

Em relação aos efeitos colaterais de ação sistêmica, são muito poucos em adultos; em crianças deve-se monitorizar a estatura. Pode haver uma leve diminuição da estatura final da criança com o uso prolongado do corticoide inalado e com altas doses. Apesar disso, esse efeito não justifica a sua não utilização.

É muito importante salientar que essa medicação deve ser prescrita e controlada por médico especialista.

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Mecanismo de ação dos corticóides

Como a asma é uma doença inflamatória, os corticoides inalatórios agem como medicamentos anti-inflamatórios com objetivo de evitar crises de asma. Eles agem sob as células do epitélio brônquico suprimindo a transcrição de genes envolvidos na resposta inflamatória.

Desta forma, ocorre então a redução de liberação de citocinas, enzimas, peptídeos e moléculas de adesão que são responsáveis pelo recrutamento de células inflamatórias. O início da recuperação da inflamação na mucosa respiratória é rápido, mas a eliminação da inflamação por completo pode demorar meses, por isso a necessidade da manutenção da medicação a longo prazo do corticóide inalatório para obtenção de um efeito mais sustentado.

Segundo os consensos internacionais e nacionais, o corticóide inalatório é o medicamento de escolha para o tratamento da asma e prevenção a longo prazo. Algumas vantagens são:

Amigo ou vilão?

Indiscutivelmente a utilização dos corticoides inalatórios possibilita o controle da asma, aumentando a qualidade de vida e permitindo ao paciente realizar qualquer atividade, inclusive esportes olímpicos.

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Efeitos colaterais são mínimos nessa forma de administração e podem ser controlados. Em relação aos corticoides orais, é necessário prudência tanto dos médicos, como dos pacientes que muitas vezes se auto-medicam sem buscar orientação. Procurar o especialista é o melhor caminho para tratamento e prevenção.