Por que os fumantes correm mais riscos com a COVID-19?

Entenda quais são as possíveis complicações à saúde que o tabagismo pode oferecer diante do novo coronavírus

Não é de hoje que o hábito de fumar está relacionado com a ocorrência de diversas doenças, especialmente aquelas que impactam o sistema respiratório. Diante disso, muitas pesquisas ainda tentam entender a relação do tabagismo com o novo coronavírus - que acomete, principalmente, os pulmões dos pacientes.

Segundo Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Familiar e Comunitária (SBMFC), alguns estudos apresentam resultados que não apontam necessariamente para um aumento do risco de contração da COVID-19 por parte dos fumantes. Entretanto, ele explica que "condições provocadas pelo tabagismo podem gerar quadros mais graves e de recuperação mais lenta".

Certas doenças pulmonares crônicas causadas ou agravadas pelo tabagismo e que têm algum impacto no quadro dos infectados pelo coronavírus são, por exemplo: a asma, a bronquiectasia e o enfisema. Dada a natureza dessas condições, é possível que o estado de saúde do paciente, após a infecção por COVID-19, seja pior do que anteriormente.

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Essas não são as únicas questões que conectam os riscos da doença provocada pelo novo coronavírus ao tabagismo. Algumas medidas de prevenção ao vírus também podem ser dificultadas pelo hábito frequente de fumar e pneumologistas já pedem maiores cuidados para esse público específico.

Riscos da COVID-19 para fumantes

O pneumologista Luiz Carlos Corrêa da Silva explica que a mortalidade na China, segundo um estudo da Universidade de HuazHong, em Wuhan, foi potencialmente maior em homens devido às altas taxas de tabagismo entre eles. De acordo com o relatório, as mortes relacionadas à COVID-19 ocorreram quatorze vezes mais entre os fumantes da região.

Outra pesquisa, do Laboratório Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, mostrou que a fumaça dos cigarros é um possível estímulo para a produção pulmonar de ACE2 (enzima conversora da angiotensina 2). "Essa é a enzima que favorece ao novo coronavírus ligar-se nas células humanas", indica o especialista.

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Saiba mais: Estudo alega que COVID-19 afeta mais homens por conta da ACE2

Além disso, é necessário lembrar que o vírus é transmitido por meio de secreções respiratórias. Dessa forma, ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar, uma pessoa contaminada elimina gotículas no ambiente, que podem alcançar as vias respiratórias, os olhos e a boca de outra pessoa. Fumantes, por sua vez, tocam os lábios com mais frequência, aumentando as chances de contaminação.

O mesmo pode ocorrer no compartilhamento de objetos como o cigarro eletrônico, as mangueiras de narguile, as pipetas ou os próprios cigarros. Por isso, é de extrema importância que se evite esse tipo de prática, diminuindo ainda mais as possibilidades de transmissão da doença.

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É preciso parar de fumar?

Os inúmeros malefícios do cigarro à saúde são amplamente reconhecidos atualmente. Assim, apesar dos estudos ainda não deixarem muito clara a relação entre o tabagismo e a COVID-19, a recomendação segue sendo de evitar o cigarro e buscar tratamento para a dependência de nicotina quando necessário.

O médico Mauro Gomes, chefe da equipe de pneumologia do Hospital Samaritano, reforça ainda que fumar pode causar inflamações nas vias aéreas e enfraquecer o sistema imunológico. Portanto, evitar o cigarro é também uma maneira de prevenir o desenvolvimento de um quadro mais grave da COVID-19.

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