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Saúde da visão: tudo o que você precisa saber para cuidar bem

Veja se você está preservando a saúde de seus olhos e tire suas dúvidas

Você já se perguntou se está cuidando certinho da saúde dos seus olhos? Pois bem, muitas vezes temos hábitos que podem prejudicar a nossa visão. Para evitar que problemas aconteçam, o Minha Vida ao Vivo recebeu os oftalmologistas Edna Almodin, Presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e José Beniz Neto, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia para falar sobre o assunto e tirar dúvidas dos leitores. A live teve o apoio de Allergan e você pode assistir na íntegra clicando aqui.

Veja abaixo as principais perguntas:

Minha Vida: Quais são as principais doenças que podem afetar a saúde da visão?

Edna Almodin: São várias as doenças, mas a doença mais comum que traz uma cegueira reversível é a catarata, que a maioria da população conhece. Mas há uma doença que traz cegueira irreversível e que é muito perigosa: glaucoma. As pessoas têm de se preocupar com a prevenção.

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Atualmente, com o excesso de luz azul e luz UV, temos também a doença que mais causa baixa de visão após os 55 anos de idade - baixa de visão - é a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). No jovem, a doença que mais causa baixa de visão é o ceratocone.

Minha Vida: Qual a diferença entre doenças oculares e os erros refrativos?

José Beniz Neto: As doenças oculares são aquelas que realmente causam algum dano à visão estrutural ao olho no sentido de não for tomada alguma providência, a pessoa perderá a visão, às vezes de forma irreversível. Nesse grupo de doenças estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética, a degeneração macular relacionada à idade e o ceratocone.

Oposto a isso estão os erros de refração, que são aqueles oriundos do tamanho do olho - que pode ser variado conforme a pessoa, por questões genéticas - ou o formato do olho e da córnea. Com isso, pode acontecer a miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Não consideramos como doenças, mas erros refracionais.

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Há uma tendência, porém, de considerar a miopia uma doença do ponto de vista de tratamento. Essa é a diferença básica.

Edna Almodin: é importante também comentarmos que, de acordo com as classificações, os erros de refração são considerados como doença porque eles nos trazem algumas consequências que não são apenas corrigir o erro de refração. Conforme o Dr. Beniz explicou, a miopia pode trazer alterações de fundo de olho que levam ao descolamento de retina, fato que necessita de uma cirurgia de emergência e que, se a pessoa não for atendida a tempo, pode levar a uma cegueira.

O astigmatismo pode ser o primeiro sinal do ceratocone que, se não bem tratado, pode levar a um transplante de córnea. Para a hipermetropia - que é uma das principais causas das alterações de refração de crianças - é necessário usar um colírio para controle, e esta é uma medicação sob controle que, que senão bem utilizada, pode trazer alterações na vida de uma criança, como febre, taquicardia e outros efeitos colaterais. Daí a importância do oftalmologista nos exames de refração do olho. Embutido ali pode ter um outro problema.

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Minha Vida: Miopia, astigmatismo e ceratocone: como é feita a cirurgia corretiva?

Edna Almodin: O ceratocone é uma doença assimétrica, bilateral, progressiva e degenerativa, que era rara - 1 para cada 2 mil pacientes. Mas, a nossa principal preocupação é que o uso abusivo de celulares e telas eletrônicas têm liberado a luz azul, que por sua vez têm estimulado alterações na visão. A pessoa pisca menos e o olho coça, e o prurido é a principal causa do ceratocone.

Se diagnosticado cedo, podemos tratá-lo de maneira menos agressiva. Se o paciente tem 100% de visão e tem uma correção baixa, é possível fazer o crosslinking. Esse crosslinking cirúrgico é vitamina B2 e o ultravioleta. Mas há uma novidade: de um ano e meio para cá, tem surgido uma pesquisa nos Estados Unidos que é o crosslinking natural, que indica que a pessoa tome vitamina B2 e se exponha à luz ultravioleta do sol, com acompanhamento de tomografias e topografias. Se o paciente melhorar, paramos aí.

Porém, se a pessoa já tiver uma visão ruim, não é possível tratar com lente de contato. A lente de contato corrige a visão, mas não trata a doença. Os tratamentos para ceratocone são: crosslinking para estabilizar a doença, Anel de Ferrara para corrigir a visão e, em última instância, o transplante de córnea.

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Minha Vida: Quais os riscos dos diabéticos? Eles podem chegar a perder a visão?

José Beniz Neto: Há risco, no caso de o diabético não ter a doença bem controlada. A consequência é a retinopatia diabética, uma doença na retina causada pelo diabetes. Os diabéticos têm risco aumentado de problemas visuais porque o aumento do açúcar no sangue provoca uma lesão no endotélio dos vasos de todo o corpo, como no coração, nos rins e, consequentemente, no olho também.

Com essa lesão interna dos vasos sanguíneos, o sangue de dentro dos vasos passa para o espaço extravascular, vai para onde não deveria estar. Podemos ter pequenos infartos e aí começam os problemas. Para o diabético que tem a doença bem controlada, seus vasos sanguíneos vão ficar dentro da normalidade. Com a glicemia muito aumentada, é que há esta lesão.

O mais importante é prevenir o diabetes com atividade física e alimentação, e evitar a obesidade. Caso isso não seja possível, há medicamentos específicos para o tratamento do diabetes.

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Minha Vida: Como funciona o exame de mapeamento de retina?

Edna Almodin: Um exame de rotina na nossa prática de oftalmologia é examinar o fundo de olho. Porém, alguns pacientes têm risco de lesões no fundo do olho, então elas são submetidas à dilatação da retina (por meio de um colírio) para que possamos examinar melhor o fundo do olho. Se essa patologia exige avaliação de um especialista em retina, esse exame então passa a se chamar exame mapeamento de retina, pois é o especialista em retina vai nos dar o mapeamento sobre a lesão e, a partir daí, determinar se existe ou não necessidade de exames mais específicos para esclarecer aquele diagnóstico.

O paciente que tem diabetes, por exemplo, pode precisar também de uma angiografia, de um OCT, entre outros, que são exames específicos para graduar aquele tipo de lesão.

Quer saber mais a respeito da saúde ocular? Assista à live na íntegra clicando aqui.

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