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Feridas na pele: você conhece os tipos?

Queimaduras, úlceras e outros tipos de lesões são caracterizadas como feridas na pele

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Atire a primeira pedra quem nunca teve um machucadinho no joelho quando criança. Geralmente, quando pensamos em feridas ou lesões na pele são essas ocorrências frequentes na infância - e na terceira idade - que vem à nossa cabeça.

Mas você sabe como eles se formam e curam? Então vamos por partes: a pele é um dos órgãos mais importantes do corpo humano e tem diversas funções para o organismo, como proteção contra agentes externos (físicos, químicos e biológicos), impedir a perda excessiva de líquidos, regular a temperatura do corpo, realizar a síntese de vitamina D e percepção de estímulos sensoriais (toque, dor, calor, etc)1,2.

As feridas ou lesões são definidas como a descontinuidade, ou seja, a ruptura, de um ou mais tecidos, mucosas ou órgãos do corpo1. Portanto, as feridas na pele são eventos que afetam a saúde e funções da pele de forma geral, mas, principalmente, a camada dérmica2.

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Essa camada faz parte da estrutura da pele que é formada, respectivamente, pela epiderme e pela derme2. A epiderme é a camada que podemos ver a olho nu, enquanto a derme é a mais profunda e responsável por uma série de funções, como estímulos e sensações3. Por isso, dependendo do tipo de machucado e sua causa, funções importantes podem ser comprometidas1,2,4.

Quais são as causas e os tipos mais comuns?

As causas das feridas na pele são diversas e ajudam a identificar de qual tipo de lesão estamos tratando1. Sendo assim, de modo geral, os tipos de lesão de pele mais comuns são:

Traumáticas: são lesões provocadas acidentalmente por diferentes agentes externos. As queimaduras são exemplos de lesões causadas por traumas, pois acontecem após o contato com uma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação ou alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga)5. Ou seja, há um agente externo que provoca a lesão1,5.

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As feridas traumáticas podem ser divididas em1:

De modo geral, para evitar as queimaduras e outros tipos de lesões traumáticas é preciso ter cuidado ao manusear objetos quentes ou pontiagudos, evitar acender velas, fósforo ou o fogão próximo a materiais inflamáveis, como o próprio álcool em gel. Além de investir em proteção, caso das luvas e botas5.

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Ulcerativas: as úlceras são feridas que alteram o formato da pele ou sua função, com tecido desvitalizado (também conhecido como morto ou necrótico), sendo resultantes de traumas ou doenças que impedem que o sangue chegue aos tecidos1.

Assim como as queimaduras, podem ser classificadas de diferentes maneiras, seja conforme sua causa (cirúrgica ou não cirúrgica), tempo de reparação (aguda ou crônica), por graus (I, II, III, IV), extensão (quantas camadas de tecido atinge) ou profundidade da lesão. Entre os tipos mais comuns, destacam-se as6:

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As úlceras de pressão são mais frequentes em pacientes que passam longos períodos acamados e em uma mesma posição por um longo período de tempo. Enquanto as neurotróficas são resultantes de doenças já existentes que afetam o sistema nervoso, caso do diabetes mellitus e do alcoolismo6.

Cada tipo tem um modo de prevenção, mas alguns cuidados gerais ajudam a evitar o aparecimento das úlceras, como: manter a pele hidratada e lubrificada, praticar atividades físicas que fortalecem os músculos, massagens para melhorar a circulação sanguínea6.

Além disso, é preciso analisar potenciais agressores, caso de pregos e objetos pontiagudos, e também verificar a ocorrência de lesões, hematomas, bolhas e fissuras na pele; deve-se ainda evitar álcool e tabaco6.

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Feridas cirúrgicas: assim como o nome indica, esse tipo de ferida é intencional, causado por uma intervenção cirúrgica e neste caso podem ser1:

É importante destacar que as feridas, assim como descrito anteriormente para úlceras, também podem ser classificadas de acordo com o conteúdo microbiano, ou seja, o médico analisa a lesão, vendo se há ou não contaminação/infecção causadas por bactérias no local1.

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"E ainda podem ser avaliadas quanto ao tipo de cicatrização (1ª, 2ª ou 3ª intenção), se são abertas ou fechadas; se são agudas, quando são recentes e que seguem normalmente o processo de cicatrização, ou crônicas, caso das feridas que têm maior tempo de cicatrização devido a fatores que retardam o seu fechamento1."

Como tratar as feridas?

As feridas, mesmo quando pequenas, ficam suscetíveis à ação de microrganismos que podem infeccionar o machucado. Portanto, o médico deve ser procurado para indicação de um tratamento adequado de acordo com o tipo de lesão e com as características do paciente, além de analisar o processo de regeneração da pele, que se inicia já no momento no qual ela é lesionada1.

A cicatrização é um processo natural do organismo e busca restaurar a integridade dos tecidos1,2. Aliás, lembra da epiderme e a derme? Além de todos os papéis importantes que elas desempenham, as camadas da pele carregam células fundamentais para o processo de cicatrização de uma ferida, caso das que formam a queratina (queratinócitos), as fibras de colágeno e de elastina2,3,4.

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Porém, para que essas células possam trabalhar corretamente é importante cuidar da ferida e dos seus entornos. Isso porque diferentes fatores podem atrapalhar o processo de cicatrização, sendo alguns deles1,6:

Por outro lado, existem atitudes benéficas para o processo de cicatrização1, como:

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Além disso, também há a possibilidade de utilizar pomadas que auxiliam o processo de cicatrização por diferentes mecanismos, ainda que indiretamente, como no caso da enzima colagenase7,8,9

A colagenase é uma enzima que destrói somente as fibras de colágeno do tecido morto, não agindo sobre as fibras saudáveis do entorno da ferida, facilitando então o processo de recuperação da pele, uma vez que ajuda na remoção da pele desvitalizada e abre caminho para que células responsáveis pelo processo de cicatrização e células componentes da pele saudável possam se proliferar7,8,9.

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Portanto, pomadas com colagenase auxiliam no processo de limpeza enzimática, contribuindo para uma recuperação segura. Mas lembre-se que esse processo de tratamento de feridas deve ser orientado e acompanhado pelo médico e outros profissionais de saúde.

KOLLAGENASE É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.

Kollagenase- colagenase - pomada dermatológica 0,6 U/g, USO TÓPICO. USO ADULTO E PEDIÁTRICO. INDICAÇÕES: Desbridante enzimático para tratamento de lesões da pele; queimaduras; previamente ao transplante de pele. Reg.MS nº 1.0298.0431. CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. - CNPJ 44.734.671/0001-51 - Rodovia Itapira-Lindóia, km14, Itapira-SP - Indústria Brasileira - SAC: 0800 7011918. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Referências

1 - Hospital da Clínicas de Porto Alegre. Avaliação de tratamento e feridas - orientações para profissionais de saúde. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/34755/000790228.pdf. Acesso em 26 de agosto de 2020.

2 - Isaac, C., Ladeira, P., Rêgo, F., Aldunate, J., & Ferreira, M. (2010). Processo de cura das feridas: cicatrização fisiológica. Revista De Medicina, 89(3-4), 125-131. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v89i3/4p125-131.

3 -SBD. Conheça a pele [Internet]. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/conheca-a-pele. Acesso em 02 de setembro de 2020.

4 - Tazima MFGS, Vicente YAMVA, Moriya T. Biologia da ferida e cicatrização. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41(3): 259-64. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/271/272. Acesso em 02 de setembro de 2020.

5 - Ministério da Saúde. Queimaduras. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2109-queimaduras. Acesso em 02 de setembro de 2020.

6 - Ministério da Saúde. Manual de Condutas para Úlceras Neurotróficas e Traumáticas. Série J. Cadernos de Reabilitação em Hanseníase; n. 2. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_feridas_final.pdf. Acesso em 02 de setembro de 2020.

7 - Mandelbaum SH, Di Santis EP, Mandelbaum MES. Cicatrização: conceitos atuais e recursos auxiliares ? Parte II. An Bras Dermatol. 2003; 78(5): 525-42. Disponível: https://www.scielo.br/pdf/abd/v78n5/17545.pdf. Acesso em 07 de outubro de 2020.

8 - Franco D, Gonçalves LF. Feridas cutâneas: a escolha do curativo adequado. Rev Col Bras Circ. 2008; 35(3): 203-6. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rcbc/v35n3/a13v35n3.pdf. Acesso em 07 de outubro de 2020

9 - Torra i Bou JE, Paggi B. La colagenasa y el tejido desvitalizado en el contexto de la preparación del lecho de la herida. Revista ROL Enf 2013;36(2):109-14. Acesso em 07 de outubro de 2020.