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Cólica intensa pode ser sinal de endometriose! Saiba os sintomas da doença e como procurar ajuda

Endometriose é uma doença que atinge até 15% das mulheres e, geralmente, há uma demora de anos para ser diagnosticada corretamente[1]; entenda a doença

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Para algumas mulheres, menstruar todo o mês é uma verdadeira tortura. Elas sentem cólica intensa, muitas vezes incapacitante, e diversos outros incômodos ao longo do mês, como dor durante as relações sexuais com penetração. Se você faz parte do grupo de mulheres que sentem esse tipo de dor, saiba que isso não é normal e pode ser sinal de uma doença comum, mas que ainda demora para ser diagnosticada corretamente: a endometriose.

Estima-se que de 5% a 15% das mulheres convivem com a endometriose, levando em conta da primeira à última menstruação1. O problema, como aponta o médico ginecologista Eduardo Schor, presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva2, é que, em muitos casos, nem mulheres e nem médicos dão o devido valor a essa dor e acabam subestimando esse sintoma. Com isso, estudos apontam que em 44% dos casos, a confirmação do diagnóstico leva 5 anos ou mais1.

"O mais importante e o que a gente vem brigando com mais força é que a mulher consiga identificar essa dor e falar que ela não é normal", comenta Schor. Ao desconfiar da dor e de outros sintomas, a própria mulher, como continua o médico, pode levar a hipótese de endometriose ao ginecologista ou mesmo buscar um especialista e, com isso, reduzir esse tempo até o diagnóstico e o sofrimento de todo mês.

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Quando a cólica é um sinal de alerta para endometriose

Segundo Schor, é esperado sentir cólica no período menstrual. "É aquela mulher que menstrua, tem cólica, toma um medicamento e vai seguir com a vida. Ela não tem comprometimento na qualidade de vida e uma medicação simples resolve o problema", comenta o ginecologista.

Entretanto, há casos em que a dor vai muito além disso. "Tem mulher que toma medicação e dali duas horas já precisa de outra. Ela até vai para a escola ou para o trabalho, mas passa o dia incomodada. Coloca bolsa de água quente e não melhora. No final, a mãe precisa buscar na escola ou não rende no trabalho e precisa ir embora. No final de semana, ela só quer ficar deitada. É uma dor que atrapalha a qualidade de vida dela e começa a ser um tormento todo o mês", explica Schor.

Nesses casos, a cólica é intensa e até incapacitante e vale ficar atenta. "Essa cólica ainda pode aumentar de intensidade com o tempo. A mulher já acorda com dor e repetidamente precisa ir ao hospital para tomar medicação. Isso não é normal", afirma o presidente da SBE, que continua: "Não existe outra doença que dê uma cólica desse jeito. Esse é o alerta [para endometriose]".

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Por que a endometriose causa tanta dor?

Endometriose é uma doença ginecológica definida pelo desenvolvimento e crescimento de tecidos e glândulas endometriais fora da cavidade uterina, o que resulta numa reação inflamatória crônica3. É como explica Schor: as células do útero que são escoadas na menstruação caem na região pélvica da mulher e, toda vez que a mulher menstrua, essas células menstruam também.

"Não quer dizer que a barriga da mulher se encha de sangue", comenta o médico. Mas essas células e tecidos produzem uma série de substâncias que resultam em uma inflamação em todos os lugares onde essas células estão e, consequentemente, dor no baixo ventre3.

A dor tende a ficar mais intensa com o tempo. "É uma doença que progride aos poucos. Toda vez que o útero descama, esse material vai para outro lugar, invadindo áreas da pelve e do peritônio. Com o tempo, os receptores nervosos são destruídos e a mulher sente dor o mês inteiro", detalha Schor.

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Essas células espalhadas pela região abdominal ainda resultam em mais incômodos, que vão de diarreia a problemas ao evacuar, sensação de inchaço e distensão abdominal4.

Os transtornos não param por aí. "O sistema nervoso da mulher começa a ficar atrapalhado porque ela sabe que vai sentir dor. Ou ela sofre sem nem saber porque, e isso pode resultar em uma alteração emocional importante. Aí aparecem fadiga, ansiedade", aponta o ginecologista.

Endometriose e as dores nas relações sexuais

As dores e incômodos causados pela endometriose não se resumem à cólica. Um sintoma bastante comum é a dor durante a relação sexual1,5. Pesquisas mostram que de 54,7% e 86% das mulheres com endometriose também sofrem de dispaneuria, dor genital antes, durante ou depois do sexo e que pode levar a mulher a evitar ter relações sexuais com penetração5.

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Como explica o presidente da SBE, essa dor acontece porque as células que se desprendem do útero se alojam também na parte mais baixa da pelve: o fundo da vagina. "É a seguinte situação: há células inflamadas no fundo da vagina. Quando a mulher tem relação, essas células são 'cutucadas' e ela sente dor, uma dor profunda", completa Schor, que diz também que essa dor é progressiva e vai incomodando a ponto a mulher não querer mais ter relações.

E agora, o que fazer?

Como afirma Eduardo Schor, o mundo ideal seria aquele em que os médicos, ao receberem uma paciente com queixas de dor intensa ou até incapacitante, suspeitassem de endometriose. Ele explica que o diagnóstico pode ser feito ali mesmo, na consulta. Durante o exame, é possível acessar essas células inflamadas do fundo da vagina e provocar a dor.

"O diagnóstico é feito em uma boa consulta. Depois são feitos exames de imagens para o mapeamento da pelve para saber onde está a endometriose".

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Mais uma vez, o médico lembra o problema da falta de informação. "Muitos acham que menstruar está ligado à dor e, com isso, descobrir a endometriose pode demorar anos pela não valorização da cólica menstrual".

Vale ressaltar que a endometriose atinge mulheres de várias idades. Entre 40% e 50% dos casos, os primeiros sintomas são notados ainda na adolescência, mas pela demora no diagnóstico, por muito tempo a endometriose foi considerada uma doença de mulheres maduras, acima dos 30 anos1.

Segundo o profissional, as mulheres saem angustiadas de suas consultas e vão acabar conversando com amigas ou procurando informações em grupos pelas redes sociais. Em alguns casos, elas encontram orientação, mas também há muita desinformação e até receitas milagrosas nesses fóruns e grupos.

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O caminho, como ressalta Schor, é buscar informação, sim, mas ligar o alerta para as dores intensas e desconfiar de endometriose, procurando médicos especialistas no assunto, se possível.

Tratamentos para a endometriose

Feito o diagnóstico, a endometriose pode ser tratada com medicamentos, que bloqueiam os ovários e a menstruação e, com isso, minimizam o problema, ou com cirurgia, na qual são removidos todos os implantes de endometriose. Também é possível combinar os tratamentos3.

"Com diagnóstico precoce, o remédio é mais eficaz e, se for preciso uma cirurgia, será menos invasiva", diz Schor.

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AS INFORMAÇÕES DESTE MATERIAL DESTINAM-SE UNICAMENTE COMO AUXÍLIO GERAL EDUCATIVO. SEMPRE BUSQUE A ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE QUALIFICADO.

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Referências:

1. Souza TG, Queiroz AP, Baron RA et al. Prevalência dos sintomas da endometriose: Revisão Sistemática. Revista CES MEDICINA. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/cesm/v29n2/v29n2a06.pdf. Acesso em 17/02/2021.

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2. Schor, Eduardo. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (1992), Mestrado em Ginecologia (1998), Doutorado em Ciências (2003)(Ginecologia) e Livre-Docente pelo Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Atualmente é Professor Afiliado e Chefe do Setor de Algia Pélvica e Endometriose do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo e Presidente da da Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva. Entrevista por telefone em 09/02/2021.

3. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Disponível em https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-endometriose-retificado-livro-2010.pdf. Acesso em 17/02/2021.

4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual da Endometriose. Disponível em http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/13162/material/Manual%20Endometriose%202015.pdf. Acesso em 17/02/2021.

5. Trovó-Marqui AB, Silva MPC, Irie GRF. Disfunção sexual em endometriose: uma revisão sistemática. Revista Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Disponível em https://core.ac.uk/download/pdf/268327844.pdf. Acesso em 17/02/2021.