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Câncer no sangue: entenda tipos e sintomas

Especialista explica o que são leucemia e linfomas, suas diferenças, características e formas de tratamento o durante Minha Vida ao Vivo

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Existem diferentes tipos de cânceres no sangue. Essa lista inclui doenças como o mieloma múltiplo, vários tipos de linfoma e de leucemias. As leucemias se caracterizam pela multiplicação excessiva e acúmulo dos glóbulos brancos (leucócitos) na medula óssea. Na maioria dos casos não há uma causa conhecida para esse grupo de doenças. Essa doença se caracteriza como um quadro que leva à multiplicação dos glóbulos brancos (leucócitos) na medula óssea. Na maioria dos casos, ela não tem uma origem conhecida.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, cerca de 10,8 mil casos de leucemias de todos os tipos foram diagnosticados no país em 2020; ao todo, 7,2 mil pessoas foram a óbito.

Com um oferecimento do laboratório AstraZeneca, o Minha Vida ao Vivo recebeu a Dra. Danielle Leão, hematologista e pesquisadora Clínica em Neoplasias hematológicas da Beneficência Portuguesa de São Paulo para explicar mais sobre leucemia e os outros tipos de cânceres no sangue.

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Confira as principais perguntas e respostas da entrevista abaixo e assista ao vídeo na íntegra.

Minha Vida: Quais são os tipos de cânceres do sangue?

Daniele Leão: Nós temos diversos tipos de cânceres no sangue, mas o mais comum são as leucemia e os linfomas. Quando falamos de câncer no sangue, em geral, são esses dois tipos. Há ainda o mieloma múltiplo.

Minha Vida: E falando da leucemia, o que é essa doença? Há vários tipos de leucemia?

Daniele Leão: São vários os tipos de leucemia. De uma forma geral, ela surge dentro da medula óssea - o tutano. Quando o osso é quebrado, é possível ver seu miolo: ali é o tutano, a fábrica de todo o sangue.

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As leucemias, em geral, começam por uma célula anormal que passa a se multiplicar. A partir dessa célula surgem um milhão de outras células que saem para o sangue. Tem células da leucemia que são mais jovens e não amadurecem e há leucemias com células totalmente maduras. No microscópio, nós até temos dificuldade de saber se são normais ou anormais.

Minha Vida: A leucemia costuma ser relacionada com crianças, mas ela pode ocorrer em qualquer idade, correto? Inclusive, a personagem Camila, da novela "Laços de Família", é uma jovem mulher.

Daniele Leão: A leucemia da criança e do adolescente é a que mais conhecemos. É um dos cânceres mais comuns da infância, inclusive: a leucemia linfoide aguda (LLA). Mas ela não é a leucemia mais comum. A mais comum é a leucemia do idoso - a partir dos 60 e 70 anos. É a chamada leucemia linfoide crônica (LLC).

A questão é que quando o paciente é diagnosticado [a leucemia linfoide crônica], a grande maioria deles não precisa se tratar. Os pacientes morrem 20, 30 anos depois por outra causa e nunca precisaram tratar a leucemia.

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Como [a leucemia crônica] é um quadro que a pessoa convive, como uma pressão alta, diabetes, a maioria nem fica sabendo que tem um parente com a doença. Por isso que nem temos tanta informação.

Temos ainda os tipos mielóides. Tudo depende do grupo de células do sangue que ficou doente. Então, tem o tipo mais comum no bebês, o mais comum no adulto. Mas de todas, a LLC é a mais comum.

Minha Vida: E a anemia pode virar uma leucemia?

Daniele Leão: Temos três partes principais [de células] do sangue: glóbulo branco, glóbulo vermelho e plaqueta. Os glóbulos brancos são células de defesa. A leucemia é um câncer nos glóbulos brancos. Os glóbulos vermelhos (hemácias) levam oxigênio para o sangue. A plaqueta para o sangramento.

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A hemácia, quando está baixa, gera o quadro de anemia; a plaqueta, quando baixa, o paciente pode ter sangramento. Elas, geralmente, têm suas taxas reduzidas na leucemia porque a célula [cancerígena] ocupa todo espaço da medula que iria produzir células normais.

É diferente de quem tem uma anemia por falta de ferro, por sangramento demais na menstruação, alteração na tireoide, que tem uma causa certa e não, necessariamente, vai virar um câncer no sangue.

Nos pacientes mais idosos, há um tipo de anemia que é a mielodisplasia - que é uma displasia [crescimento anormal de células] que pode se tornar um câncer. Mas não é uma anemia que se torna câncer. Então, não, a anemia não vira câncer. Mas tem que achar a causa. Anemia é igual febre: ela tem que ter uma causa.

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Minha Vida: Quais são os sinais que esses tipos de câncer dão? Aparece no hemograma?

Daniele Leão: O câncer no sangue é diferente do câncer de mama, útero, próstata, que conseguimos pegar no começo. Por exemplo: a mulher tem uma inflamação no útero, faz um ultrassom e realiza um tratamento para aquilo não se tornar um câncer. Na leucemia, não temos como prevenir. Mesmo com exames anuais, eu já tive pacientes que fizeram exames e dois meses depois estavam com a doença. Então, isso pode surgir de uma hora para a outra. Não tem prevenção.

A pessoa pode desenvolver desde alterações só no hemograma, como pacientes mais idosos com leucemia crônica, ou ele pode ter gânglios (linfonodos) aumentados, uma anemia, sangramentos gengivais, nasais. Ficamos até preocupados de falar isso porque as pessoas vêem manchas roxas e já acham que é o sangramento da leucemia. Mas são sinais totalmente fora do habitual. São manchas em locais que você não bate. Febre, emagrecimento que vai se prolongando. Suar de ter que trocar a roupa de cama à noite. Tem ainda o aumento do baço, que é difícil do paciente perceber, mas na consulta o médico consegue sentir.

Quer saber mais sobre câncer no sangue? Assista à live completa.

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