6 razões que exigem uma visita ao ginecologista

Fernanda Torras, ginecologista e obstetra, explica em quais situações a consulta com o especialista é imprescindível

A rotina ginecológica da mulher deve ter, no mínimo, uma periodicidade anual. Isso porque as consultas servem para acompanhar e instruir sobre cuidados com a saúde íntima e sexual, prevenção de doenças, tratamento precoce de doenças, anticoncepção e outros fatores clínicos, como nutrição adequada e hormonal.

Mas, se durante as consultas e exames for detectada alguma alteração que precise de tratamento, como lesões mamárias e no colo uterino ou infecções ginecológicas, o intervalo de retorno ao ginecologista pode ser menor. Além disso, existem alguns sintomas que podem antecipar uma visita ao especialista, como:

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A seguir, dou mais detalhes sobre seis situações em que a visita ao ginecologista deve ser antecipada:

1. Sentir algo diferente nos seios

Se ao realizar o autoexame de mama a paciente sentir sintomas como dor mamária, secreções pelos mamilos, alteração na coloração e textura da pele das mamas e/ou axilas e palpação de nódulos, um ginecologista ou mastologista precisa ser procurado imediatamente para avaliação e complementação com exames.

2. Ardor ao urinar

Xixi com odor alterado e dor ou cólicas ao urinar também são sinais que precisam de atenção. Afinal, esses sintomas são comuns em várias doenças, como infecção urinária, cálculos renais e vulvovaginites. Por isso, é necessário realizar uma avaliação ginecológica para identificar a causa desses sintomas e orientar o tratamento correto.

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3. Corrimentos diferentes do muco natural do ciclo menstrual

O corrimento vaginal é uma secreção produzida naturalmente pelo organismo, em quantidades que variam de acordo com o momento do ciclo menstrual. Entretanto, se esse corrimento for acompanhado de coceira, odor forte e/ou apresentar coloração diferente, como esverdeada, amarronzada, alaranjado e avermelhado - uma vez que a paciente nunca apresentou tais queixas -, isso pode indicar alguma alteração na saúde íntima ou sexual, e o ginecologista precisa ser consultado.

4. Planejamento para ter um filho

A consulta pré-concepção é essencial, pois nela é possível identificar e ajustar qualquer problema que possa dificultar o planejamento da gestação ou alterar o ciclo gestacional, como disfunção hormonal, nutricional e orgânica ou mesmo doenças ginecológicas e infecciosas. Nesse caso, também é muito importante realizar uma avaliação da saúde do parceiro, aconselhamento do casal e suplementação vitamínica.

5. Proximidade da menopausa

Com a chegada da menopausa, principalmente na pré-menopausa e na perimenopausa, as mulheres têm uma redução da produção hormonal - que pode ocasionar diversos sintomas, como alterações menstruais e de humor, calor, sudorese e etc. Em alguns casos, a paciente precisa fazer terapia de reposição hormonal durante o período, sendo essencial o acompanhamento médico mais frequente até a adaptação ao medicamento.

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6. Cuidado íntimo inadequado

A falta de cuidados íntimos adequados pode resultar em um acúmulo de secreções na região genital e elevar os riscos de infecções bacterianas e fúngicas - que podem provocar possíveis idas imediatas ao ginecologista.

Para evitar essa situação e realizar o cuidado íntimo corretamente, a recomendação é:

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