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Falta de Vitamina D em adolescentes pode ter ligação com obesidade

Relação entre a vitamina e a doença seria indireta

Um novo estudo do Hasbro Children's Hospital, nos Estados Unidos, mostra que a maioria dos adolescentes obesos possui deficiência de vitamina D no sangue. A normalização dos níveis dessa vitamina ajudaria a diminuir os riscos de doenças associadas ao excesso de peso.

A pesquisa, publicada na edição de maio do Journal of Adolescent Health, foi realizada com 68 adolescentes obesos. Entre as garotas, 72% não possuíam Vitamina D e 28% apresentavam quantidades insuficientes, enquanto, nos garotos, 69% tinham ausência e 22% tinham insuficiência. Entre os pacientes com insuficiência da vitamina, 43 repetiram a medição após tratamento, mas apenas 28% deles normalizaram os níveis da vitamina no sangue.

Um adolescente que possui déficit dessa vitamina pode ter mais dificuldades para praticar atividades físicas.

A principal fonte de produção dessa vitamina é a pele, em processo estimulado pela luz solar. Por isso, para os pesquisadores, é possível que a relação entre obesidade e vitamina D seja indireta, considerando que indivíduos obesos façam menos atividades ao ar livre do que indivíduos magros e, portanto, tenham menor exposição do sol. É possível também que indivíduos obesos não consumam muitos alimentos com vitamina D, como peixes oleosos, ovos e alimentos enriquecidos, como cereais matinais.

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O próximo passo do estudo é verificar se a normalização dos níveis de vitamina D nesses adolescentes diminuiria os riscos de desenvolver doenças associadas à obesidade.

Nos Estados Unidos, 16,4% dos jovens de 10 a 17 anos são obesos. A doença é acompanhada do acréscimo de risco de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, assim como o câncer. Algumas dessas complicações têm sido associadas à deficiência ou insuficiência de vitamina D no organismo, que também está ligada à força muscular. Um adolescente que possui déficit dessa vitamina pode ter mais dificuldades para praticar atividades físicas.

Vitamina D em prol da saúde geral

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Não é a toa que a vitamina D tem sido alvo de tantos estudos científicos. Os resultados indicam seu poder para combater a pressão arterial, controlar o peso e afastar o risco de tumores. "A vitamina D pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina", explica a nutricionista Cristiane Mara Cedro.

Além desses alimentos, uma boa maneira de manter níveis adequados dessa vitamina é tomar sol de 10 a 15 minutos, duas vezes ao dia. O responsável por esse estímulo é ninguém menos que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de ser perigoso em doses exageradas, o UVB é sim necessário à saúde. "Em algumas épocas, a exposição aos raios solares é menor, o que desfavorece a síntese de vitamina D", afirma a dermatologista Daniela Taniguchi. Desta forma, é importante para pessoas com limitação de exposição ao sol incluir boas fontes de vitamina D na dieta.

Entre os benefícios, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo, contribuindo para o combate à osteoporose. "Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo", explica a nutricionista Roberta Stella. A falta da vitamina pode levar ao raquitismo infantil, deformidade nos ossos e à baixa estatura. Os adultos também podem sofrer com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento e deformidade dos ossos.

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Essa vitamina ainda participa da diferenciação celular e inibe a proliferação das células - ajudando a prevenir doenças como o câncer -, fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina. Alguns estudos sugerem que a deficiência da vitamina D pode levar ao prejuízo na secreção deste hormônio, o que poderia causar intolerância à glicose.

A ingestão para crianças e adultos de até 50 anos, recomendada pelo U.S. Dietary Reference Intake, é de cinco microgramas por dia (200 UI/dia). A indicação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia), para pessoas entre 50 e 71 anos de idade, e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos. Para saber como ingerir corretamente essas doses, vale ficar atento aos rótulos dos alimentos.