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Homem acorda do coma após tratamento com ultrassom

Feito inédito se deu por experimento realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia

Um homem de 25 anos, que estava em coma induzido desde fevereiro de 2016, apresentou resultados muito animadores para os médicos à uma nova técnica de estímulos cerebrais feita com ultrassom. Ele chegou a acordar dias após receber o tratamento.

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A técnica foi testada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e usou estímulos sonoros para ativar os neurônios do tálamo, parte do cérebro responsável pela consciência, sono e estado de alerta. O homem foi o primeiro do mundo a receber o tratamento não-invasivo.

A técnica, chamada de pulsação de ultrassom de baixa intensidade focada, foi criada pelo professor de psiquiatria e ciências comportamentais Alexander Bystritsky, da Universidade da Califórnia. O dispositivo é do tamanho de um pires de café e cria pequenas esferas de energia acústica que podem alcançar diferentes partes do cérebro, estimulando seu tecido.

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Para o experimento, a equipe colocou o dispositivo ao lado da cabeça do homem e o ativou 10 vezes por 30 segundos, durante um período de 10 minutos. Antes do procedimento, o homem apresentava sinais mínimos de compreensão de fala e consciência, podendo realizar pequenos movimentos quando solicitado.

No dia seguinte, o homem já apresentou melhoras e, após três dias do teste, o paciente apresentou recuperação plena da consciência e compreensão da linguagem, podendo se comunicar, acenando "sim" ou "não" com a cabeça.

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"Até agora, a única maneira de conseguir isso era usando um procedimento cirúrgico arriscado, conhecido como estimulação cerebral profunda, em que eletrodos são implantados diretamente no tálamo. A nossa abordagem visa diretamente o tálamo, mas não é invasiva", explicou Martin Monti, principal autor da pesquisa.

Os pesquisadores pretendem realizar outros testes em pessoas em coma, alegando que o caso pode ter sido sorte e o paciente poderia já estar se recuperando espontaneamente.