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Bicho de pé: contaminação, sintomas e tratamentos

Visão Geral

O que é Bicho de pé (Túngiase)?

O bicho de pé ou tungíase é uma infecção de pele causada pela fêmea do parasita Tunga penetrans. A contaminação ocorre quando a pessoa pisa no solo contaminado sem proteção nos pés. Desta forma, a larva penetra na pele e migra para a epiderme formando pequenos túneis tortuosos e avermelhados, às vezes associados a vesículas.

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A tungíase está geograficamente restrita ao Caribe, África Subsaariana e América do Sul. O parasita pode ser encontrado somente em solos quentes, secos e arenosos -dificilmente se instalará em áreas urbanas ou locais de clima ameno ou frio.

É importante, portanto, manter a atenção em crianças que vivem em comunidades carentes de recursos nas áreas rurais e urbanas do Brasil – local onde cerca de 60% dos pequenos são infectados com bicho de pé, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Causas

A infecção por bicho de pé acontece quando há contato direto da pele com o solo contaminado. A fêmea do bicho de pé, uma vez que penetrou na pele do indivíduo, começa a sugar o seu sangue para alimentar os parasitas que está gerando. Dessa forma, entendemos que toda a fêmea causadora da tungíase está grávida de outros parasitas.

Conforme a fêmea suga o sangue do hospedeiro, ela começa a produzir ovos de parasitas, que desenvolvem, nascem e são posteriormente eliminados no solo. Os principais hospedeiros são o homem e animais do tipo suíno, como porcos.

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De acordo com a dermatologista Ana Célia Xavier, o pé é a porta de entrada da doença infecciosa, mas pode ocorrer em outras regiões do corpo que tiveram contato com o solo contaminado.

Fatores de risco

O maior fator de risco para a tungíase é viver em áreas de risco, como regiões sem saneamento básico, de clima quente e com circulação de fezes de animais. Por esse motivo, é essencial andar com calçados neste tipo de local.

Sintomas

Sintomas de Bicho de pé (Túngiase)

A tungíase pode ter duas manifestações. Em um primeiro momento, haverá uma erupção cutânea na área afetada, como um caroço vermelho. Ele pode apresentar coceira, como uma urticária, ou apenas a manifestação na pele.

Em casos mais avançados – de infecções persistente, não tratadas ou associada a infecção de outros micro-organismo – pode haver:

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Buscando ajuda médica

Busque ajuda médica se você tiver algum sintoma de túngiase, principalmente se viver em locais de risco ou fez uma viagem para esses locais.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar o bicho de pé são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para bicho de pé, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

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Diagnóstico de Bicho de pé (Túngiase)

O diagnóstico do bicho de pé costuma ser clínico, com base nos sintomas da pele, como erupção cutânea avermelhada e coceira, que são muito característicos deste problema. Além disso, o histórico do paciente com o contato com solo ou areia contaminados podem ser determinantes para identificação do problema. Não são necessários outros exames para confirmar o diagnóstico.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Bicho de pé (Túngiase)

O tratamento da tungíase consiste em eliminar o bicho de pé da pele e evitar infecções secundárias. As opções de tratamento são:

A extração cirúrgica deve ser realizada apenas em um estabelecimento de saúde adequadamente equipado ou por um profissional de saúde comunitário experiente, utilizando instrumentos estéreis.

Após a remoção do bicho de pé, antibióticos tópicos são aplicados à ferida. Antibióticos de largo espectro uma vacina para tétano também pode ser indicados para prevenir infecções secundárias.

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Medicamentos para Bicho de pé (Túngiase)

Os medicamentos mais comuns no tratamento de bicho de pé são:

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Bicho de pé (Túngiase) tem cura?

A tungíase dura entre quatro a seis semanas, porém, em áreas de risco as infecções podem ser frequentes e avançar para formas mais graves. Um mesmo indivíduo pode apresentar vários parasitas em diferentes estágios de desenvolvimento.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a tungíase pode evoluir para necrose dos tecidos, quem nem sempre podem ser recuperados. Isso significa que pessoas infectadas e não tratadas podem sofrer um avanço da doença tão grande a ponto de perder partes da pele ou até mesmo dedos.

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Há também o risco de a erupção causada pela tungíase ser porta para entrada de outros organismos, como bactérias. Um bom exemplo é o caso do tétano. Essas podem causar uma infecção secundária no local, tornando o tratamento mais difícil.

Convivendo/ Prognóstico

O bicho de pé é um quadro com duração pré-determinada, mas que causa muitos incômodos, principalmente devido a coceira. Os medicamentos indicados pelos médicos podem ajudar a reduzir esse incomodo e é importante levar o tratamento à risca.

Prevenção

Prevenção

A melhor forma de prevenir a túngiase é utilizar calçados fechados e inseticidas nas áreas afetadas.

Os donos de animais também têm um papel-chave na prevenção destas doenças, cuidando da saúde de seus pets. Os cuidados incluem:

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Referências

(1) Marcelo Mendonça, infectologista do laboratório Pasteur em Brasília

(2) Ana Célia Xavier, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

(3) Clarissa Prati, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS (SBD-RS)

(4) Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB). Disponível em: http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/tungiase/35/

(5) Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Disponível em: https://www.cdc.gov/dpdx/tungiasis/index.html

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(6) World Health Organization (WHO). Disponível em: http://www.who.int/lymphatic_filariasis/epidemiology/tungiasis/en/