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Hanseníase (lepra): o que é, sintomas, tratamento, cura

Visão Geral

O que é Hanseníase?

Atualizado em 15/10/2020

A hanseníase (CID 10 - A30), antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa e contagiosa caracterizada com sintomas como manchas na pele, sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, além de sérias incapacidades físicas.

Também conhecida como bacilo de Hancen, trata-se de uma doença causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, que costuma evoluir lentamente e pode levar até 20 anos que os primeiros sintomas apareçam no corpo.

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A hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Atualmente, em todo o mundo, o tratamento para hanseníase é oferecido gratuitamente. Os países com maior detecção de casos são os menos desenvolvidos ou com superpopulação.

Hanseníase no Brasil

O Brasil é o segundo país no mundo em casos de hanseníase. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019 foram contabilizados 23.612 casos da doença no Brasil. Os dados foram revelados no último Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2020.

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Atualmente, o enfrentamento da hanseníase é uma das prioridade para o Ministério da Saúde, ao lado de outras doenças.

Para isso, o SUS oferece tratamento para a doença e o sistema de saúde também atua com ações de a detecção precoce de casos e o exame de contatos, com o intuito de prevenir as incapacidades físicas e favorecer a quebra da cadeia de transmissão.

Hanseníase tem cura?

A hanseníase tem cura. Para isso, quanto mais mais precoce for o diagnóstico, mais rápido e fácil será o tratamento e solução da doença.

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Atualmente, em todo o mundo, o tratamento para hanseníase é oferecido gratuitamente. Os países com maior detecção de casos são os menos desenvolvidos ou com superpopulação.

Hanseníase no Brasil

O Brasil é o segundo país no mundo em casos de hanseníase. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019 foram contabilizados 23.612 casos da doença no Brasil. Os dados foram revelados no último Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2020.

Atualmente, o enfrentamento da hanseníase é uma das prioridade para o Ministério da Saúde, ao lado de outras doenças.

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Para isso, o SUS oferece tratamento para a doença e o sistema de saúde também atua com ações de a detecção precoce de casos e o exame de contatos, com o intuito de prevenir as incapacidades físicas e favorecer a quebra da cadeia de transmissão.

Sintomas

Sintomas de Hanseníase

A hanseníase tem como sintomas manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras, que são pouco visíveis e com limites imprecisos. A doença ainda provoca alteração da sensibilidade no local associado à perda de pelos e ausência de transpiração.

Quando o nervo de uma área é afetado, surgem dormência, perda de tônus muscular e retrações dos dedos, com desenvolvimento de incapacidades físicas.

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Nas fases agudas, podem aparecer caroços (nódulos) e/ou inchaços (edema) nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.

Os sintomas da hanseníase incluem:

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Sintomas de hanseníase avançada

Quando a hanseníase está na fase avançada, os sintomas são:

Porém, vale destacar que cerca de 90% da população têm defesa contra a hanseníase. O período de incubação (tempo entre a aquisição da doença e dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos.

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Normalmente a hanseníase é adquirida ainda na infância. Porém, como a doença demora para se manifestar, apenas adultos manifestam sintomas da doença.

A maneira como os sintomas de manifestam variam de acordo com a genética de cada pessoa.

Visão Geral

Causas

A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Trata-se de uma doença conhecida há mais de 4000 anos e que no passado tinha o nome de lepra.

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Sua primeira identificação na comunidade científica, porém, aconteceu em 1873 pelo cientista Armauer Hansen (que deu origem ao nome hanseníase).

Hanseníase é contagiosa ?

A hanseníase é uma doença contagiosa e tem o ser humano como o principal reservatório natural da bactéria causadora da patologia. Porém, a M. leprae também pode ser encontrada em esquilos, macacos e principalmente tatus.

Transmissão da hanseníase

A transmissão da hanseníase acontece por via respiratória, quando existe uma convivência muito próxima e prolongada com indivíduos que apresentem o tipo multibacilar da doença.

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Isso porque indivíduos com a forma multibacilar de hanseníase apresentam grande quantidade de bacilos na secreção nasal - facilitando a transmissão por gotículas de saliva ou secreções do nariz.

Tipos

A hanseníase pode ser classificada em hanseníase paucibacilar (com poucos ou nenhum bacilo nos exames) ou hanseníase multibacilar (com muitos bacilos). A forma multibacilar não tratada possui alto potencial de transmissão.

Classificação da hanseníase

Hanseníase paucibacilar

Hanseníase indeterminada - Foto: Shutterstock
Hanseníase indeterminada - Foto: Shutterstock

Hanseníase multibacilar

Fatores de risco

A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, contudo a incidência é maior em homens.

Além de atingir homens, os principais fatores de risco da hanseníase são:

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Hanseníase

O diagnóstico de caso de hanseníase é inicialmente clínico e epidemiológico.

Ou seja, realizado por meio de exames dermatológicos e neurológicos para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Exames

Os principais exames para confirmação da hanseníase são:

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a hanseníase são:

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Hanseníase

O tratamento da hanseníase é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento varia de seis meses nas formas paucibacilares a um ano nos multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais.

Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio à sociedade.

O tratamento da hanseníase é administrado por via oral, consiste na associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

Medicamentos para hanseníase

Os medicamentos usualmente utilizados no tratamento são a rifampicina, dapsona e clofazimina.

E embora o tratamento possa curar a doença e evitar a sua progressão (piora), não reverte os danos nos nervos ou a desfiguração física que podem ter ocorrido antes do diagnóstico.

Assim, é muito importante que a doença seja diagnosticada o mais cedo possível, antes que ocorra qualquer lesão permanente do sistema nervoso.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Muitas pessoas são expostas à hanseníase em todo o mundo, mas a doença não é altamente contagiosa - e é bastante rara. Portanto, após o início do tratamento o paciente não precisa mais estar em isolamento, pois os riscos de transmissão são reduzidos.

Contudo, é essencial que ao entrar em contato com alguém com hanseníase ou em uma região de risco, as pessoas façam exames para ver se a doença foi adquirida e evitar suas complicações.

Prevenção

Prevenção

A prevenção da hanseníase baseia-se em em medidas básicas de higiene (lavagem de mãos) e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.

O que é a vacina BCG

A vacina é composta pelo bacilo de Calmette & Guérin, obtido pela atenuação do Mycobacterium bovis, umas das bactérias que causam a tuberculose. No Brasil, a vacina faz parte do calendário obrigatório.

O Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde no Brasil recomenda atualmente a vacinação universal das crianças contra tuberculose.

É importante que seja dada logo ao recém-nascido. Se isso não for possível, deve ser ministrada após o primeiro mês de vida.

Ela pode ser tomada por crianças com sorologia positiva de HIV que não apresentam sintomas, ou filhos de mulheres soropositivas assintomáticas.

Tuberculose e hanseníase

Embora sejam doenças distintas, a tuberculose e a hanseníase são causadas por bactérias do gênero mycobacterium. No caso da tuberculose, o Mycobcterium tuberculosis, e na hanseníase, o Mycobacterium leprae.Portanto, a vacina BCG, usada para prevenir a tuberculose, pode oferecer proteção contra a lepra.

Referências

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Mayo Clinic

Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIH)

Ana Célia Xavier, médica dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo, CRM 83431

Jorge Sampaio, médico assessor para Microbiologia do Fleury Medicina e Saúde, CRM 103822