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Melasma: o que é, sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Melasma?

Melasma é o surgimento de manchas escuras na pele, que normalmente aparecem no rosto, mas pode ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo. É um dos problemas de pele mais comum entre as mulheres em idade fértil (3ª queixa mais comum em consultórios dermatológicos), porém também pode afetar os homens. Quando surgem na gravidez, as manchas são chamadas de cloasma gravídico.

Sinônimos

Cloasma gravídico

Tipos

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Ainda há três tipos comuns de padrão facial de melasma, o malar (maçãs do rosto), centrofacial (testa, bochechas, acima do lábio, nariz e queixo) e mandibular, conforme a região em que aparece.

Causas

Não há uma única causa definida para o melasma, mas sabe-se que ele está relacionado principalmente à exposição solar, mas também ao uso de anticoncepcionais e algumas outras medicações, fatores hormonais, predisposição genética, algumas doenças (ex: hepatopatias) e à gravidez. A maior parte das pessoas com melasma possui um histórico de exposição diária ou intermitente ao sol, além disso o calor e a luz visível são fatores subjacentes. É mais comum em mulheres, aproximadamente 90% dos casos, e àquelas com tons de pele mais escuro tem mais probabilidade de apresentar a doença.

São diversos os fatores que podem desencadear o surgimento do melasma, dentre eles:

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Foto: Shutterstock
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Fatores de risco

São vários e diversos os fatores que aumentam o risco da pessoa desenvolver melasma, entre eles:

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Sintomas

Sintomas de Melasma

Os sintomas do melasma são escurecimento de áreas da pele expostas ao sol, majoritariamente no rosto. As cores variam de acordo com o tom de pele da pessoa e o formato é irregular e, normalmente, simétrico, sendo igual dos dois lados do rosto.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Caso apareçam manchas na região do rosto ou pescoço a pessoa deve procurar imediatamente um dermatologista para verificar o que está acontecendo. Mesmo que seja um caso recorrente de melasma, é importante verificar com o especialista o tipo e tratamento adequado para este momento.

O melasma não é cancerígeno, mas manchas na pele podem ter diversos significados.

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Na consulta médica

Ao aparecimento de manchas no rosto e corpo é sempre importante procurar um dermatologista para verificar. Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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É importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante, pois isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. E caso tenha uma dúvida nova durante o atendimento ou tratamento, não hesite em perguntar ao profissional.

Diagnóstico de Melasma

O dermatologista normalmente faz o diagnóstico de melasma reconhecendo a sua aparência típica de manchas na face. Uma luz negra (lâmpada de Wood) também pode ser utilizada para ajudar no diagnóstico. É mais comum que seja diagnosticado o tipo misto de melasma e muito raramente é necessário uma biópsia da pele para excluir outras causas para a hiperpigmentação no local.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Melasma

Os tratamentos para melasma variam, mas é importante que o paciente sempre se proteja contra os raios ultravioleta e a luz visível, além de procedimentos para o clareamento e uso de medicamentos tópicos e/ou orais.

Para iniciar o tratamento é necessário cuidar da proteção contra os raios solares, e, para isto, se deve aplicar um bom protetor solar, em quantidade generosa, com fator de proteção (FPS) mínimo de 30 nas regiões expostas do corpo. É importante que o paciente dê preferência para os que oferecem proteção contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB). O filtro ajuda a estabilizar os benefícios do tratamento.

Foto: Carla Nichiata/Shutterstock
Foto: Carla Nichiata/Shutterstock

Para ajudar na remoção das manchas podem ser utilizados cremes clareadores a base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico, arbutin, cisteamine, ácido azelaico, entre outras substâncias, e, os resultados demoram cerca de dois meses para aparecer. O método não funciona em todos os pacientes e, mesmo que os resultados apareçam mais rapidamente, é necessário tempo para estabilizar a condição e impedir que a mínima exposição ao sol traga os sintomas de volta. O tratamento será constante/contínuo.

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Ainda é possível que o paciente e o dermatologista optem por tratar a doença com o uso do peeling, que pode clarear a pele de forma gradual e, muitas vezes, mais rapidamente que os cremes. Contudo, é bom se atentar para a profundidade do procedimento, lembrando que os mais superficiais são mais seguros que os profundos e o dermatologista poderá dizer qual é a forma mais adequada caso a caso.

Também existe a possibilidade de usar laser ou outras formas de energia luminosa para ajudar no processo, mas o profissional tem que ser reconhecido na técnica e ela deve ser a mais adequada para o caso. Se não for a mais recomendada ou não for aplicada corretamente, o procedimento pode gerar ainda mais manchas na pele do paciente.

Terapia transepidérmica

Técnica que auxilia na penetração de ativos e permite que produtos como ácidos, clareadores e antioxidantes alcancem a camada mais profunda da pele, levando ao clareamento da mancha. Ele associa duas tecnologias:

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São realizadas de 4 a 6 sessões com intervalos semanais ou quinzenais . A pele fica vermelha e sensível, sendo necessário o uso de proteção solar.

Laser fracionado não ablativo

Indicado para a remoção de manchas inclusive melasma, produz milhares de pequeninas ilhas de tratamento no rosto da paciente.

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A grande vantagem é esse efeito "fracionado" permite que a pele se recupere muito mais rapidamente do que se toda área tivesse sido tratada de uma só vez, como acontece nos tratamentos a laser mais comuns e nos peelings químicos e físicos.

Essa recuperação fracionada da pele resulta em uma reconstituição rápida da epiderme. Nas zonas de áreas tratadas as ondas do laser vão penetrar profundamente na derme e, assim, eliminar as células pigmentadas que geram as manchas. Cada sessão tem como objetivo tratar de 12% a 50% da superfície da pele.

O uso de protetor solar é obrigatório após o tratamento. Para pessoas de pele morena ou que tenham tendência a ter manchas é necessário um pré-tratamento com ácidos e despigmentantes (substâncias clareadoras). Além disso, o tratamento só deve ser realizada por dermatologistas ou médicos muito experientes porque caso contrário existe o risco de piora da mancha.

Os resultados em porcentagem na redução do melasma são variáveis e a remoção completa nem sempre é obtida, na média é possível obter 20% melhora por sessão.

São realizadas de 4 a 6 sessões com intervalos quinzenais. A pele fica vermelha, sendo necessário o uso de proteção solar.

Laser fracionado ablativo

Tratamento mais agressivo com laser de CO2 ou Erbium, na verdade são lasers com grande afinidade pela água, consegue eliminas ilhotas de pele, no caso do melasma é usado em doses muito baixa para fazer mini perfurações na pele e permitir a entrada de medicamentos clareadores, técnica essa chamada de drug delivery (entrega substância com mais eficacia na pele). O tratamento só deve ser realizada por dermatologistas ou médicos muito experientes, porque caso contrário existe o risco de piora da mancha.

São realizadas de 4 a 6 sessões com intervalos quinzenais. A pele fica vermelha, sendo necessário o uso de proteção solar.

Laser Q-Switched

Inicialmente desenvolvido para remoção de tatuagem, a diferença para os demais é que esse tipo de laser emite raios muito rápidos, o que possibilita lesar apenas as células sem lesar o tecido adjacente. O tratamento só deve ser realizado por dermatologistas ou médicos muito experientes, porque caso contrário existe o risco de piora da mancha. São realizadas de 6 sessões com intervalos semanais.

Medicamentos para Melasma

O tratamento se faz por cremes clareadores específicos (Hidroquinona, critrolumine, acido kojico, arbutin, entre outros), uso sistemático de protetores solares, muitas vezes associados à fotoprotetores orais ou antioxidantes (Picnogenol, Polipodium Leucotoma, Oleo de Borrage, Polifenóis, Glutationa) e o acido tranexamica oral.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Apesar do melasma poder ser uma doença crônica com períodos que aparece e outros que desaparece, o prognóstico para a maior parte dos casos é bom. Como ele se desenvolve devagar, o clareamento também tende a ser lento, baseando-se sempre na estabilização dos benefícios já alcançados.

Na grande maioria dos casos que não tiveram sucesso no tratamento, a razão foi porque o paciente continuou se expondo ao sol sem os devidos cuidados ou de forma excessiva.

Tratando corretamente e tomando todos os cuidados diariamente é possível que os episódios de melasma não voltem a se repetir, apesar da doença ainda não ter cura.

Complicações possíveis

Corretamente tratado, com o dermatologista, o melasma não apresenta complicações referentes à doença, apesar dele poder demorar um pouco para começar a clarear e pode ser uma doença recorrente (crônica).

Melasma tem cura?

Após o aparecimento do melasma, o paciente pode esperar que ele demore alguns meses para começar a regredir, e mesmo depois de clareado é necessário continuar com um tratamento de manutenção recomendado pelo dermatologista. Mesmo assim, como ainda não há cura para o melasma, as manchas podem voltar à pele depois de algum tempo.

O mais importante no caso do melasma, é evitar a exposição solar e sempre usar bons protetores solares com o mínimo de FPS 30, sempre em quantidade generosa e lembrado de reaplicar ao longo do dia. Como a pele se torna mais sensível, é bom sempre atentar para a qualidade dos cremes e maquiagens que usará daí por diante, uma vez que irritações também podem interferir no melasma.

Também pode ser necessário rever o uso de hormônios como repositores ou para controle de natalidade. É importante seguir as recomendações médicas caso a caso, no mais, a doença não traz grandes complicações para a vida do paciente.

Prevenção

Prevenção

O uso de protetor solar diariamente é importante para todas as pessoas, mas para aquelas que sabidamente têm tendência a adquirir o melasma ou se enquadram nos fatores de risco os cuidados devem ser ainda maiores. O principal da prevenção é evitar a exposição ao sol e sempre usar um bom protetor solar no rosto e demais áreas expostas. A aplicação deve acontecer várias vezes ao dia com a finalidade de evitar o estímulo para produção de pigmento. A aplicação de antioxidantes tópicos como a vitamina C atua como potencializador do filtro solar. Se a pessoa já apresentou os sintomas ou sabe-se que tem grande tendência a desenvolver melasma, ela ainda pode conversar com os médicos para, se possível, evitar pílulas anticoncepcionais e reposição de hormônios.

Referências

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Valéria Campos, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - CRM 73176/SP

Academia Americana de Dermatologia

Carolina Marçon, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia – CRM: 113379