Densitometria óssea: o que é o exame, valores de referência e preparo

O exame densitometria óssea diagnostica osteoporose. Saiba os valores de referências, como é feito e indicação.

densitometria óssea - Foto: Divulgação Fleury Medicina e Saúde
densitometria óssea - Foto: Divulgação Fleury Medicina e Saúde

O que é densitometria óssea

A densitometria óssea avalia a coluna lombar, a região proximal do fêmur e o terço distal do rádio. Isso porque essas áreas são as que mais estão sujeitas ao risco de fraturas. Esse método utiliza aparelhos sofisticados e que apresentam duas vantagens importantes: são rápidos e produzem uma baixa exposição à radiação - até dez vezes menor que a exposição gerada por uma radiografia (raio x) normal de tórax. Consiste em um teste rápido (dura cerca de 5 minutos) e indolor para a medição da densidade mineral óssea.

Para que serve a densitometria óssea

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A densitometria óssea é o exame ideal para o diagnóstico da osteoporose e da osteopenia por detectar a redução da massa óssea de maneira precoce e precisa. Ele é o método mais utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e utiliza um aparelho conhecido por utilizar a técnica de DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry).

Indicações

O exame de densitometria óssea é indicado para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos. Entretanto, pode ser indicado para mulheres abaixo de 65 anos e homens abaixo de 70 anos que preenchem um dos critérios abaixo:

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O procedimento também tem aplicação em pediatria, para acompanhar o crescimento da criança e do adolescente. Os pediatras pedem a densitometria para avaliar a massa óssea e quanto de massa magra e massa de gordura o paciente tem, funcionando como um complemento à avaliação clássica da idade óssea do raio X de mãos e punhos.

Em crianças e adolescentes até 20 anos, os sítios usados são coluna e corpo inteiro (o fêmur ainda está em crescimento e não é avaliado). Nesse grupo, compara-se a massa óssea do paciente com crianças da mesma idade e não usamos o termo osteoporose como nos adultos.

Contraindicações

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Preparo para o exame

No dia do exame de densitometria óssea, evite usar roupas com botões ou fivelas de metal para o teste, pois estes podem inferir no resultado. Joias como colares e pulseiras também devem ser evitados, bem como sutiãs com aros de ferro. É recomendado também que a pessoa não tome qualquer suplementação de cálcio no dia, pois a pílula pode aparecer no exame da coluna e interferir no resultado.

Como é feita a densitometria óssea

A densitometria óssea pode ser feita por um técnico em radiografia ou médico capacitado em densitometria óssea. No momento do exame, você será solicitado a trocar sua roupa por uma vestimenta do hospital, própria para fazer exames.

O técnico irá pedir para você se deitar no aparelho, sobre uma mesa acolchoada, e irá posicionar suas pernas em um suporte de esponja, alinhando sua pelve e a coluna vertebral. O laser do aparelho passará em zique-zague sobre os órgãos a serem analisados, irá digitalizar seus ossos e medir a quantidade de radiação que eles absorvem.

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O teste de densitometria óssea deverá ser feito em pelo menos dois ossos diferentes, de preferência o quadril e coluna vertebral. No caso das crianças, é feito o scanner do corpo inteiro e coluna. A densitometria óssea não causa dor. Se você tem dor nas costas, pode ser desconfortável ficar parado durante a verificação.

Duração do exame

densitometria óssea - Foto: Getty Images
densitometria óssea - Foto: Getty Images

A densitometria óssea dura em média cinco minutos para coluna e fêmur e dez minutos para corpo total.

Periodicidade

A densitometria óssea é feita a cada um ou dois anos, a depender do controle da osteopenia/osteoporose determinado pelo médico assistente. Intervalos mais curtos podem ocorrer em casos de rápida perda óssea, como em pessoas que utilizam medicamentos a base de corticoides.

Recomendações pós-exame

Não há nenhuma recomendação especial após o exame de densitometria óssea. A pessoa pode sair do laboratório e prosseguir normalmente com as suas atividades.

Resultados da densitometria óssea

O exame é feito para identificar qual a sua densidade óssea, se você tem osteopenia ou osteoporose e ajudar a avaliar seu risco de fratura. Você recebe os resultados como as fotos de um Raio-X, só que as imagens são um pouco menos nítidas, por conta da quantidade diminuída de radiação. É como se fosse uma radiografia em menor resolução. Os seus ossos são comparados com o de uma pessoa jovem e saudável e fornecem a distância da sua massa óssea da média normal.

A partir disso é calculado o T-score, um padrão de referência internacional desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde. É ele que mostra o quanto você está próximo ou distante desse ideal. O T-score inicia do número zero (que representa a média) e parte para uma escala de números negativos ou positivos - quanto mais negativo é o número, mais longe sua massa óssea está do ideal.

O resultado para crianças utiliza o Z-score e não o T-score. O Z-score compara a massa óssea da criança com a média para a mesma idade. O resultado não é de osteopenia ou osteoporose e sim dentro da média ou abaixo da média para a idade.

Valores de referência

Para adultos, isto é, homens com 50 anos ou mais e mulheres a partir de 40 anos (período de transição menopausal) ou mulheres na menopausa. Sítios usados: coluna, fêmur ou antebraço:

Para adultos jovens (Homens entre 20 e 49 anos e mulheres dos 20 aos 40 anos com ciclos menstruais normais) utilizamos o Z-score. Sítio usados: coluna, fêmur ou antebraço:

Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para idade.

Para crianças (Homens e Mulheres dos 5 aos 19 anos). Sitios usados: coluna e corpo total.

Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para a idade.

Gestante pode fazer?

Grávidas não devem fazer a densitometria óssea por conta da radiação envolvida no exame. Caso a mulher tenha osteoporose diagnosticada e fique grávida, fará o acompanhamento com densitometria após a gravidez.

Referências

Patrícia Dreyer, endocrinologista especializada em metabolismo ósseo do Fleury Medicina e Saúde - CRM 126284 SP

Weldson Muniz, ortopedista do Hospital Santa Luzia, em Brasília - CRM 9076 DF

Katia Zacchello, patologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, especialista em patologia clínica e com capacitação em densitometria óssea - CRM 66433 SP