Aids: cuidados com a alimentação evitam infecções

Pacientes HIV devem ficar atentos desde a escolha até o preparo dos alimentos

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 01/12/2014

O Dia Mundial de Luta Contra Aids, comemorado neste dia 1º de dezembro, também lembra sobre a importância de melhorar a qualidade de vida do paciente HIV. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST, divulgado pelo Ministério da Saúde, cerca de 0,6% da população brasileira manifestaram sintomas da doença em 2011, sendo que 37 mil pessoas por ano são infectadas com o vírus. A boa notícia do levantamento é que a taxa de mortalidade baixou em 17% nos últimos 12 anos, indicando que, quando tomados os cuidados necessários, é possível conviver bem com a doença.

Na lista de cuidados do paciente HIV, a alimentação ocupa um lugar importante. "Com a alimentação correta, o paciente evita infecções, perda de peso e outras complicações da doença", explica Amélia Santos, nutricionista do Centro de Referência e Treinamento para Aids e DST de São Paulo. "Em alguns casos é necessário o uso de suplementação alimentar, mas tudo vai depender do estado do paciente", explica a especialista. Confira quais são os cuidados com o cardápio.

Reeducação alimentar

"O paciente HIV tem o metabolismo complicado. O próprio vírus pode torná-lo acelerado, facilitando a perda de peso", explica a nutricionista Amélia Santos. Nesses casos, é importante que o paciente faça uma reeducação alimentar.

O ideal é investir sempre em proteínas e gorduras boas - que vão fornecer a energia necessária para a pessoa -, como peixes, carnes magras e queijos brancos. Comer de três em três horas; optar pelos alimentos integrais; evitar comer frituras e alimentos com muitos conservantes; e adquirir o hábito de tomar água, água de coco e sucos naturais no lugar de refrigerantes e bebidas com corantes artificiais. "As guloseimas não estão proibidas, podem ser consumidas uma vez a cada duas semanas, mas a liberação vai depender do estado físico do paciente", diz Amélia.