A nova moda da dieta do tipo genético

Será que vale tudo na hora de conquistar o corpo perfeito?

Por Especialista - publicado em 06/11/2008


Baseada no perfil de genes do paciente e parte do princípio que determinados alimentos são digeridos de forma mais fácil em alguns indivíduos, pois cada organismo reage de uma maneira em relação à alimentação ingerida, o que resulta em conseqüências positivas ou negativas para cada pessoa.

Cada indivíduo possui um código genético, isto é uma seqüência de dados, que foi recebida através da união dos dois DNA´s e que confere características específicas a cada um de nós. Exemplos clássicos seriam a cor dos olhos, a predisposição a contrair doenças, a obesidade, diabetes, o câncer e etc. Por isso muitas vezes um alimento que é adequado á certo indivíduo pode não ser ao outro.

Com esta dieta você respeita sua individualidade, prevenindo doenças crônicas assim como traz equilíbrio, longevidade e qualidade de vida. Nos EUA é possível fazer a Genotype Diet corretamente, pois há exames específicos que decifram seu código genético e que indicam suas predisposições às patologias, assim como erros nas seqüências do DNA, chamados de polimorfismos genéticos.

Através destes erros, entra a Nutrigenética ou Nutrigenômica, ciência que os une à prevenção, e trata disso com alimentação. Assim uma dieta fica exatamente exclusiva à um indivíduo.

Mas como estes exames ainda não chegaram ao Brasil, e quando acontecer terão preços relativamente altos, existem alguns outros meios de se trabalhar os tipos genéticos como o estudo proposto por Peter J. D´Adamo, mesmo autor da dieta do Tipo Sanguíneo.

A Dieta do Tipo Genético propõe avaliar o indivíduo em três grupos distintos e para cada grupo, aplicar uma dieta específica. Para saber qual alimentação faz bem ou mal para o seu organismo, basta realizar alguns testes de leitura genética e descobrir as vantagens e desvantagens de certos alimentos para seu corpo. Os testes podem ser aplicados em pessoas de todas as idades.

O ideal é que seja feito o quanto antes, pois assim, doenças podem ser evitadas com uma dieta de prevenção e não de cura. O autor propõe uma calculadora genética onde avalia comprimento dos dedos (anelar e indicador), tamanho do tronco em relação às pernas, características das impressões digitais, etc.

Com estes resultados analisa o tipo genético e associa os dados com predisposições genéticas a desenvolvimento de patologias. Exemplo do comprimento do tronco em relação às pernas: pernas curtas estão associadas com maior risco de coronariopatias e pernas longas ao câncer, especialmente os dependentes de hormônios, como o de mama e próstata, que parecem estar associados com altos níveis de IGF-1 (pré-hormônio do crescimento).

Dra. Daniela Jobst é nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo pela VP/Consultoria Nutricional/Divisão

Para saber mais, acesse: www.nutrijobst.com


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