Quem nunca sentiu uma pontinha de ciúmes que atire a primeira pedra. Ele é um sentimento comum e certamente já surpreendeu a maioria das pessoas.
Diferente do que muita gente imagina, esse sentimento é comum em todos os tipos de relações: amorosa, nas amizades e nas relações familiares. E quando ele acontece de maneira controlada e saudável não oferece nenhum risco.
Porém existem pessoas que levam este sentimento ao extremo e se descontrolam. De acordo com a psicóloga clinica Karen Camargo, os ciúmes podem ser entendidos como um conjunto de pensamentos, emoções e ações que são desencadeados por algum tipo de ameaça ao relacionamento.
As definições de ciúmes geralmente têm em comum três elementos: a sensação de ameaça; a existência de um rival real ou imaginário; a defesa em relação aos riscos de perda do amor.
O sentimento pode estar se transformando em doença quando preocupações
infundadas começam a ter recorrência. Enquanto o ciúme normal se
caracteriza por ser transitório, específico e baseado em fatos reais, o
ciúme excessivo seria uma preocupação infundada, irracional e
descontextualizada , afirma Karen Camargo
Muitos ciumentos podem
ainda apresentar comportamentos de verificação, como ligar
constantemente, verificar se o parceiro estava falando a verdade,
checar e-mails ou ligações no celular, entre outros.
Tais
comportamentos são próximos dos sintomas compulsivos, presentes no
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Eles servem para diminuir a
ansiedade presente no episódio ciumento , explica a psicóloga.
E, achando tudo isso normal, muitos ciumentos sofrem em silêncio.
Poucos deles sabem que o ciúme pode fazer parte de um quadro de
"excesso comportamental" e geralmente não sabem que precisam de
tratamento ou o procuram quando o relacionamento chega ao fim , diz a
psicóloga.