Pastilha de nicotina: conheça os prós e contras desse tratamento para parar de fumar

A pastilha é muito semelhante ao chiclete de nicotina e é usado também nos momentos de fissura

O que é a pastilha de nicotina

A pastilha de nicotina é uma das técnicas que compõe a terapia de reposição de nicotina (TRN), que repõe a substância responsável pelo vício no cigarro, excluindo as outras substâncias tóxicas do tabaco, que fazem mal à saúde. Dessa forma ela evita crises de abstinência e com a redução gradual das doses de nicotina, ajuda no processo de parar de fumar.

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Um desses métodos é o pastilha de nicotina, que normalmente vem com 4 ou 2 mg de nicotina por goma. O adesivo de nicotina costuma ter maior adesão que ela, mas mesmo assim, é um método bastante utilizado, principalmente para os momentos de fissura.

Para quem a pastilha de nicotina é indicada

A Terapia de Reposição de Nicotina, que inclui a pastilha de nicotina, é indicada para pacientes que têm alta dependência do cigarro, quando há histórico de síndrome de abstinência nos momentos em que a pessoa fica privada do fumo ou se ele pontuou acima de cinco em teste específico, chamado de Teste de Fagerström. Porém, tudo deve ser ponderado caso a caso.


Como funciona a pastilha de nicotina

A pastilha tem nicotina dentro de sua cápsula, que é liberada conforme a pastilha se dissolve na boca e é absorvida diretamente pela mucosa bucal ou ao longo da digestão. A liberação ocorre gradativamente.

Como usar a pastilha de nicotina

O ideal é colocar as pastilhas embaixo da língua na boca e deixar que ela se dissolva, liberando a nicotina lentamente, que é absorvida na mucosa bucal. Por não ser preciso mastigar, esse método é uma boa pedida para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição.

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Colocar embaixo da língua é importante, pois a nicotina é melhor absorvida ali do que no resto do sistema digestório, o que resulta na absorção do equivalente a metade da nicotina de um cigarro. Além disso, quando a nicotina é absorvida no estômago ou intestino, boa parte dela será metabolizada pelo fígado e não chegará ao sistema nervoso central, onde atuará aplacando a abstinência.

Os médicos costumam indicar os esquemas de uso dessas pastilhas de acordo com o grau de dependência. Se a pessoa fuma 20 ou mais cigarros por dia, o tratamento durará 12 semanas, nas quais:

  • Semana 1 a 4 = goma de 4 mg a cada 1 a 2h
  • Semana 5 a 8 = goma de 2 mg a cada 2 a 4h
  • Semana 9 a 12 = goma de 2 mg a cada 4 a 8h.

Caso o paciente fume menos de 20 cigarros por dia, o esquema é um pouco diferente:

  • Semana 1 a 4 = goma de 2 mg a cada 1 a 2h
  • Semana 5 a 8 = goma de 2 mg a cada 2 a 4h
  • Semana 9 a 12 = goma de 2 mg a cada 4 a 8h.
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Resultados esperados

A pastilha de nicotina costuma ser mais eficaz quando usada como aliada do adesivo, pois enquanto o último traz quantidades constantes e pequenas de nicotina ao longo do dia, o pastilha controlaria os momentos de fissura.

Porém, é possível conseguir mais êxito em parar de fumar se você fizer o tratamento com acompanhamento de um médico, que poderá avaliar suas características individuais, como grau de dependência e histórico, e modelar o tratamento de acordo com isso.

Vantagens e desvantagens do adesivo de nicotina

Qualquer Terapia de Reposição de Nicotina tem como vantagem o fato de só repor a nicotina, poupando o até então fumante de estar em contato com as outras substâncias nocivas do tabaco (como o alcatrão, por exemplo), mas reduzindo as crises de abstinência, já que a nicotina é reduzida gradualmente. Não há risco do paciente viciar no adesivo ou em qualquer outro método desse tipo de terapia.

Porém uma das desvantagens do pastilha é que ele só traz alívio por um momento, como o cigarro.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da pastilha de nicotina incluem náuseas, irritação da mucosa da boca e até mesmo ulceração nas gengivas em algumas pessoas.

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Contraindicações

As terapias de reposição de nicotina contêm quantidades bem menores da substância e os recursos utilizados não trazem em si as outras substâncias nocivas do cigarro, como o alcatrão, por exemplo. Por isso, elas não trazem grandes riscos, já que a nicotina é mais responsável pelo vício em si do que pelos problemas de saúde decorrentes do tabagismo.

Dessa forma, não há muitas contraindicações para as terapias de reposição de nicotina, como a pastilha de nicotina, pois continuar fumando é sempre pior. Alguns especialistas alegam que mesmo pessoas com doenças cardíacas e gestantes podem fazer uso desses recursos, até porque não há provas de que esse tipo de tratamento cause problemas à saúde do feto.

Porém, novos estudos têm mostrado a relação entre a nicotina e o câncer. Um estudo publicado na revista científica PLoS One, em 2013 mostrou que a substância pode alterar a expressão dos genes da células, tornando mais provável o aparecimento da doença. Essas descobertas podem mudar as medidas de recomendação para esse tipo de terapia.

Tratamentos aliados à pastilha de nicotina

Adesivo de Nicotina A maior parte dos médicos indica a pastilha como um aliado do adesivo, para ser mascado em momentos de maior vontade de fumar, apesar do uso do outro recurso. Assim, o paciente consegue evitar mais a síndrome de abstinência, mais inimiga de quem quer parar de fumar.

Bupropiona Quando o paciente é muito dependente de nicotina, o médico recomendar também um tratamento medicamentoso, usando a bupropiona. O medicamento também reduz a vontade de fumar e pode ser tomado por até três meses, mas só pode ser comprado com receita.

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Quem pode indicar a pastilha de nicotina

As pastilhas de nicotina são encontradas em farmácias e pode ser obtidas sem receita. Mas prefira usar com a orientação de um médico, que o ajudará a escolher a técnica mais adequada para você, inclusive aliando mais de um tratamento, de acordo com seu histórico e grau de dependência.