Desvende nove mitos sobre o parto

Bebês prematuros nem sempre nascem de cesárea e remédios para indução podem falhar

Por Carolina Serpejante - publicado em 11/05/2012


As contrações, a dilatação do colo uterino e a sensação de que o tão esperado bebê finalmente está chegando é um momento de muita felicidade para a futura mamãe. Contudo, não faltam crenças e ditados que podem transformar o parto em um pesadelo, tornando esse momento mais difícil do que deveria ser. De acordo com o ginecologista e obstetra Pedro Awada, do Hospital e Maternidade Brasil, em São Paulo, se a gravidez for acompanhada pelo médico e o parto for bem assistido, não há com o que se preocupar. Por isso, desbanque os mitos a seguir e fique mais tranquila na hora do bebê nascer. 

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mulher no hospital - Foto Getty Images

A bolsa vai sempre romper depois que a mulher entrar em trabalho de parto
A bolsa da mulher geralmente rompe após o início das contrações, mas isso não é uma regra. De acordo com Pedro Awada, pode haver casos em que a bolsa rompe antes de as contrações aparecerem, mas isso não traz qualquer risco ao bebê ou à mãe. "Caso isso aconteça, basta ir ao hospital e iniciar os procedimentos do parto normalmente", diz o ginecologista. Em casos de gestantes portadoras de AIDS ou outras doenças infectocontagiosas - em que é necessário evitar o contato do feto com o sangue materno -, a retirada do bebê também pode ser feita antes de a bolsa estourar, no chamado parto empelicado. 

grávida - Foto Getty Images

Se o colo do útero dilatar, a mulher entrará em trabalho de parto logo
Claro que a dilatação do colo é um sinal de que a mulher entrará em trabalho de parto, mas essa relação não é automática. O obstetra Pedro afirma que pode ter até uma semana de diferença entre o início da dilatação e o trabalho de parto. "O primeiro sinal de dilatação é a perda do tampão mucoso, que é uma espécie de catarro que se desprende do colo e que pode ocorrer vários dias antes do parto", diz Pedro Awada. 

grávida tomando remédio - Foto Getty Images

Tomar remédios para indução leva ao trabalho de parto automaticamente
Induzir o parto não é um método infalível e pode ser que a mulher não consiga entrar em trabalho. De acordo com o obstetra Jurandir Piassi Passos, diretor do Serviço de Medicina Fetal do Delboni Medicina Diagnóstica, em São Paulo, a resposta às medicações indutoras de trabalho de parto vai depender do tipo de droga utilizada, das condições do colo uterino e da idade gestacional em que é feita essa indução. "Se a indução falhar, o parto deverá ser feito com cesárea", afirma o médico. 

mulher em trabalho de parto - Foto Getty Images

Depois que o bebê nasceu, o esforço acabou
"Quando é parto normal, após o nascimento do bebê, o útero continua o processo de contração até que a placenta seja expelida", explica o obstetra Jurandir. Devido à diminuição do volume uterino e às contrações, ocorre o descolamento da placenta da parede uterina e, uma vez solta, ela sai pelo mesmo processo de força muscular que fez o bebê nascer - ou seja, a mulher terá que continuar a fazer força. No caso do parto cesárea isso não acontece, já que a placenta é retirada durante a cirurgia. 

mulher no hospital com o filho nos braços - Foto Getty Images

Uma vez cesárea, sempre cesárea
A cicatriz que se forma por conta do parto cesárea não se regenera completamente, tornando a área sensível. Por conta disso, é comum a recomendação de que os partos seguintes à cesárea não sejam normais. No entanto, a medicina afirma que só após duas cesáreas é que o parto normal está realmente proibido. "Isso porque a cicatriz gerada pela soma das duas cesáreas pode se romper com os esforços do parto normal", explica Pedro Awada. Se a mulher tiver feito apenas uma cesárea, entretanto, e quiser fazer parto normal, não terá complicações ou grandes chances de risco. 

bebê prematuro - Foto Getty Images

Bebês prematuros só nascem de cesárea
O que determina se um parto será normal ou cesárea não é a prematuridade, mas sim o peso fetal, a posição do feto, as condições do colo uterino, as doenças e anomalias e outros fatores possam fazer o parto normal ser inviável. "É comum os fetos prematuros apresentarem algumas dessas condições, o que faz com que a cesárea seja necessária, mas não é uma regra para todos os prematuros", conta o obstetra Jurandir. 

grávida saindo desesperada do banheiro - Foto Getty Images

Se a bolsa romper, você deve correr para o hospital o mais rápido possível
É certo que a ruptura da bolsa indica que a mãe está em trabalho de parto e que deve ir ao hospital, mas não é preciso sair correndo como se fosse perder o bebê a qualquer momento. No caso de parto normal, o tempo entre a ruptura da bolsa e o nascimento do bebê varia de mulher para mulher, mas não costuma ser algo tão rápido. "A criança vai nascer naturalmente e sem qualquer risco se a bolsa se romper antes de a mãe chegar ao hospital, não há tanta necessidade de urgência", diz Pedro Awada.  

grávida fazendo uma ultrassonografia - Foto Getty Images

Parto normal deforma o canal vaginal
É muito comum ouvir que o parto normal causa alterações do canal da vagina, deixando-o mais largo. Isso é verdade em partes, já que uma mulher que faz mais de três partos normais pode sofrer algum tipo de alteração, mas não é sempre que isso acontece e dificilmente ocorreria em apenas um parto. "O canal uterino possui elasticidade suficiente para dilatar e depois voltar ao normal sem problemas", explica o obstetra Pedro. 

mãe segurando o bebê - Foto Getty Images

Parto cesárea é indolor
Por conta da anestesia aplicada e dos avanços tecnológicos, o parto cesárea é de fato menos doloroso, inclusive nos dois dias após a cirurgia, já que a mãe pode ampliar o período de analgesia com a utilização de derivados da morfina. Contudo, os dias seguintes ao término da anestesia são muito difíceis por conta da cicatriz, que incomoda. "A mãe tem uma diminuição da mobilidade, sofrendo dificuldade de se sentar ou levantar e até de fazer atividades para o bebê, como dar banho, amamentar e colocá-lo no berço", afirma Pedro Awada. Além disso, Jurandir Passos explica que o parto normal também conta com técnicas anestésicas que amenizam a dor da futura mãe, basta conversar com o médico para saber se o uso da anestesia é viável. 

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