Sete sinais indicam que seu filho não se alimenta bem

Rejeição a algum grupo alimentar, doenças e distúrbios psicológicos podem explicar falta de apetite

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 06/12/2012

Em maior ou menor grau, muitas mães já devem ter passado pelo dilema do "meu filho não come". Seja a clássica rejeição pelos legumes e frutas ou então restrições mais sérias, é importante entender as causas da falta de apetite para saber tratar de forma efetiva o problema. Uma pesquisa feita pela agência IPSOS Health Care analisou 984 famílias brasileiras e descobriu que quase 50% dos pais relataram dificuldades alimentares em algum momento da vida de crianças pré-escolares. Diferentes levantamentos científicos mostram que o problema acomete de 8% a 50% das crianças, independentemente de idade, sexo, etnia e condição econômica. Para entender melhor esse quadro, os pesquisadores separaram alguns perfis básicos de dificuldades alimentares. Conversamos com especialistas no assunto e explicamos como identificar e tratar essas complicações: 

Ingestão altamente seletiva

Também conhecido como seletividade alimentar, esse quadro indica uma criança que recusa ou aceita alimentos devido a características como cheiro, sabor, textura, aparência ou consistência. De acordo com a pesquisa de Carlos Alberto, alguns aspectos fora dos hábitos alimentares podem indicar que seu filho é seletivo, como baixa tolerância a ruídos ou sujeira e desconforto em manipular produtos de determinadas consistências, como massas de modelar ou determinados tecidos.

Segundo a pediatra Alessandra Cavalcante Fernandes, do Hospital São Luiz, em São Paulo, a criança seletiva manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento. É importante dizer que esse comportamento é diferente de quando a criança rejeita um alimento em especifico - esse tipo de postura é normal e pode mudar com o passar do tempo. A situação se torna preocupante quando a criança começa a rejeitar grupos alimentares inteiros, como frutas ou verduras. A psicóloga comportamental especializada em crianças Andréia Leonor de Oliveira, de São Paulo, explica que é importante entender o porquê dessa seleção, e não simplesmente rotular a criança como birrenta ou teimosa. "Cada caso de seletividade alimentar tem suas peculiaridades, requer orientação individualizada de acordo com as características específicas da criança, da família e do meio onde ela vive." Muitas vezes, é necessário apresentar os alimentos várias vezes e até de diferentes formas até que a criança os aceite. 

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