Envolvimento do pai durante a gravidez favorece vínculo com o bebê

Grau de participação paterno tende a aumentar com a evolução da gestação

A chegada de um bebê é, por si, um evento único na vida do casal, uma vez que provoca uma reestruturação nos papéis e na dinâmica familiar. As expectativas depositadas em uma gestação são muitas, e inúmeras são as histórias que antecedem a chegada do bebê. As vivências individuais de cada um dos pais e a vida construída a partir da união influenciam diretamente a forma com que cada um vai lidar com a chegada do filho.

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Embora seja cada vez mais comum a participação dos homens durante e após o período gestacional, pode ser um pouco mais difícil para o pai criar um vínculo mais concreto por um filho que ainda está sendo gestado, estando neste período mais voltado às necessidades da mulher.

O período de gestação tem repercussões significativas na vida do pai, é o tempo para se preparar e se organizar emocionalmente para o bebê que está por vir.

Algumas mulheres se queixam que, no início da gestação, o pai não parece muito envolvido com a gravidez, mas com o passar do tempo, conforme a chegada do bebê se aproxima, o discurso vai se modificando e é notável a mudança de comportamento de muitos pais, pois, em alguns casos, este vínculo ocorre de forma mais lenta e tende a aumentar após o nascimento.

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Apesar de a contribuição ser idêntica para a origem desta vida, as vivências e os sentimentos na mulher e no homem são bastante diferentes: é a mulher quem vai experienciar as mudanças físicas durante toda a gestação, vai sentir o filho crescer dentro de si, senti-lo se mexer, dar à luz e amamentá-lo. Alguns homens sentem-se excluídos por não participarem da gravidez de uma forma tão intensa como a mulher, e chegam a sentir sensações físicas semelhantes como aumento do apetite e do sono, náuseas, tentam sentir os movimentos do filho colocando sua mão sobre a barriga, buscam informações sobre gravidez, e desta forma tentam ter a maior participação que lhes é possível.

Outros se sentem fragilizados, incompreendidos e desamparados em suas dúvidas, pois há uma tendência de o entorno direcionar a maior parte dos cuidados emocionais exclusivamente a mulher, deixando o pai à parte neste processo. É bastante positivo quando o casal consegue participar de grupos que discutam as questões inerentes à gestação, e que esse pai seja cada vez mais incluído nesse processo que está diretamente ligado a mudanças em sua vida.

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Hoje se fala em "depressão pós-parto masculina", um tema que vem despertando o interesse de pesquisadores e que é bastante evidente nos consultórios. A depressão pós-parto masculina causa grande sofrimento para o homem e desestabilidade no ambiente familiar, trazendo também consequências negativas para o desenvolvimento do bebê. Esse é um tema que serve como alerta para que os profissionais de saúde tenham um olhar mais atento também para as questões emocionais do pai.

Apesar de a experiência da gestação de um filho ser vivenciada de forma diferenciada entre o homem e a mulher, a participação do pai é de extrema importância. Muitas pesquisas sobre desenvolvimento precoce do ser humano mostram que os recém-nascidos são sensíveis e receptivos ao contato com o pai: sua voz, as sensações causadas à mãe, seus carinhos na barriga são captados pelo bebê, o que contribui para o aumento do vínculo pai-bebê após o nascimento.

A expressão "Casal Grávido" significa mais do que compartilhar o desenvolvimento da gestação de um filho, significa também, que durante este período, há a construção de uma maternidade e paternidade, com sentimentos que até então não existiam. O período de gestação tem repercussões significativas na vida do pai, é o tempo para se preparar e se organizar emocionalmente para o bebê que está por vir.