Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar

Por dentro do que acontece no primeiro mês de vida do seu bebê

Entender cada etapa é fundamental para não se preocupar sem necessidade

Por Especialista - publicado em 07/07/2011


Quando o bebê nasce, seu peso inicial inclui o excesso de fluido corporal que ele perderá durante os primeiros dias de vida. Essa perda corresponde, em geral, a cerca de um décimo do seu peso durante os primeiros cinco dias de vida e será recuperada entre o quinto e o décimo dia a partir de seu nascimento. Depois dessa etapa, a maioria dos bebês cresce rapidamente.

Os bebês que nascem de parto normal às vezes ficam com a cabeça um pouco menos arredondada, mas essa aparência logo volta ao normal. Eles também podem apresentar manchas no couro cabeludo ou inchaço nas pálpebras, decorrentes do parto, mas isso tudo tende a desaparecer após as primeiras duas semanas de vida.

Outra ocorrência muito comum é a acne. Os pequenos pontos costumam aparecer na face entre a quarta e a quinta semana de vida. Eles surgem devido à estimulação das glândulas sebáceas da pele pelos hormônios que passaram pela placenta durante a gravidez.

A maior parte das atividades que o bebê fará nas primeiras semanas de vida são puramente reflexos.

A pele do recém-nascido também pode parecer manchada em alguns momentos, com coloração variando de rosada até meio azulada. As mãos e pés, particularmente, podem ficar frios e mais azulados do que as demais partes do corpo. Por isso, é importante vesti-lo apropriadamente: quentinho quando está frio e com roupas mais leves no calor.

Reflexos
A maior parte das atividades que o bebê fará nas primeiras semanas de vida são puramente reflexos. Por exemplo, quando você põe o seu dedo na boca do bebê, ele não "pensa" no que fazer, mas começa a chupá-lo por puro reflexo. O bebê já nasce com estas "respostas automáticas". Algumas delas o acompanham por alguns meses, outras somem em algumas semanas. Embora você possa pensar que o seu bebê é completamente indefeso, ele, na realidade, tem vários reflexos de defesa própria.

Estados de consciência
Existem seis estados de consciência por meio dos quais o bebê passa várias vezes ao longo do dia. Dois deles são durante o sono. Os demais acontecem enquanto está acordado.

O estado um é o sono profundo, quando o bebê descansa quieto e sem se mover. Se você agitar um chocalho em seu ouvido ele talvez se mexa um pouco, mas não muito. Já durante um sono mais leve, no estado dois, o mesmo chocalho deverá ser suficiente para acordá-lo. Durante este sono mais leve você também poderá observar rápidos movimentos dos olhos sob as pálpebras fechadas. O bebê alternará estes dois estados do sono, experimentando ambos ciclicamente até um determinado momento.

Quando o bebê acorda ou começa a dormir, ele passa para o estado três, de sonolência. Os olhos começam a girar sob as pálpebras semicerradas, ele pode esticar braços e pernas para se espreguiçar e também bocejar. Quando despertar completamente, ele passa para um dos três estados restantes.

No estado quatro ele estará desperto, feliz e alerta, mas relativamente preguiçoso. No estado cinco ele estará alerta, feliz e muito ativo. Já no estado seis, ele poderá chorar e se debater.

Conforme o sistema nervoso do bebê vai se desenvolvendo, ele demonstrará certos padrões de comportamento, como chorar, dormir, comer e brincar, de tal forma que você saberá como ele costuma se comportar ao longo do dia. Ele ainda necessitará se alimentar a cada três ou quatro horas, mas, ao término do primeiro mês, ele ficará acordado por períodos mais longos durante o dia e permanecerá mais atento nestes períodos.

Cerca de um quinto dos bebês desenvolvem cólicas.

Cólicas
O seu bebê costuma ter certos períodos do dia em que fica extremamente irritado e chorão? Se sim, saiba que isso é extremamente comum, principalmente entre 18 e 24h. Geralmente, os períodos de cólicas mais intensas duram cerca de três horas por dia durante umas seis semanas e depois diminuem para cerca de uma ou duas horas por dia por três meses.

Se o choro não parar, mas, pelo contrário, se intensificar e persistir através do dia ou da noite, ele pode ser consequência de uma cólica. Cerca de um quinto dos bebês desenvolvem cólicas. Algumas vezes, em bebês alimentados com leite materno, as cólicas são sinais da sensibilidade do bebê ao tipo de alimento ingerido pela mãe.

Movimentos
Nas duas primeiras semanas de vida, o bebê faz movimentos "aos trancos". É normal o queixo e as mãozinhas tremerem. Ao final do primeiro mês, quando o sistema nervoso se torna mais maduro e o controle sobre os músculos aumenta, os tremores ficam menos intensos e o bebê passa a fazer movimentos com os braços e pernas como se estivesse andando de bicicleta.

Os músculos do pescoço também se desenvolvem rapidamente, fazendo com que tenha maior controle sobre os movimentos da cabeça. Contudo, ele ainda não será capaz de manter a cabeça firmemente antes dos três meses. Os movimentos dos dedos das mãos são ainda limitados e o bebê permanecerá com as mãozinhas fechadas quase o tempo todo.

Visão
A visão do bebê muda bastante durante o primeiro mês. Ele gosta de olhar objetos posicionados entre 20 e 40 centímetros de distância dos seus olhos, mas ao término do primeiro mês ele será capaz de focalizar objetos a 90 centímetros. Ao mesmo tempo, ele aprenderá a seguir objetos em movimento. Ele se sentirá muito atraído por desenhos contrastantes, como figuras em preto e branco de listras, desenhos de xadrez e simples desenhos de rostos, sem muitos detalhes.

Audição

Durante o primeiro mês, o bebê presta muita atenção a vozes humanas, especialmente as que falam num tom suave e em "linguagem de bebê". Ele é sensível a diferentes níveis de ruído e não gosta de lugares barulhentos. Nesta idade, além de já ouvir bem, ele pode até se lembrar de sons que ouvia ainda durante a gravidez, como músicas suaves que a mãe escutava. Procure não expor o bebê a sons muito altos. Fale delicadamente com ele e, se for escutar música perto dele, prefira as de melodia mais suave.

Chupetas
Ao contrário do que muita gente diz, chupetas não causam nenhum problema médico ou psicológico. Se o bebê sentir necessidade de sugar algo além das mamadas, a chupeta irá satisfazê-lo. Mas nunca substitua ou atrase uma mamada oferecendo a chupeta no lugar. Dê a chupeta depois ou entre as mamadas, quando você tiver certeza de que o bebê não tem fome.

Lembre-se de que a chupeta deve ser usada em benefício do bebê e não para conveniência dos pais. Deixe o bebê decidir se quer usá-la ou não. Até o bebê completar seis meses, as chupetas devem ser lavadas e esterilizadas frequentemente, para não expor a criança, que ainda tem o sistema imunológico imaturo, a riscos desnecessários de contrair infecções. Depois disso, o risco de contrair infecções através da chupeta é mínimo, então basta lavar com sabão e enxaguar com água potável.

Por fim, nunca prenda a chupeta com uma fita ou cordão ao redor do pescoço do bebê. Isso pode dificultar a respiração ou sufocá-lo.

Na hora de dormir
Algumas mães têm medo de colocar o bebê de barriga para cima ao dormir, pois temem que ele possa regurgitar ou vomitar durante o sono. Entretanto, não há nenhuma evidência de que colocar o bebê de barriga para cima possa fazer com que ele venha a se sufocar. Ao contrário, o bebê de barriga para cima ou de lado está nas posições mais seguras durante o sono. Ao colocar o bebê para tirar uma soneca durante o dia ou para dormir de noite, posicione-o de barriga para cima ou de lado, com o braço inferior perpendicular - e não paralelo - ao corpo, para evitar que o bebê role e acabe ficando de bruços.


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