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Saiba por que seu bebê não ganha peso

Infecções, má digestão e erros na amamentação estão entre as causas

Por Minha Vida - publicado em 20/03/2007


Com quantos quilos o seu bebê nasceu? Essa vai ser uma das principais perguntas que todo mundo ouvidas por você, antes mesmo de sair da maternidade. Mas, apesar do número isoladamente não revelar muito sobre a saúde e o desenvolvimento do pequenino, ele deve ser mesmo encarado como um marco: a partir do nascimento, como anda o ganho de peso do seu bebê?Ei, calma lá! Não precisa entrar em pânico se o seu filho veio ao mundo mais rechonchudo e saiu um pouco mais miudinho do berçário. Essa enxugada, logo após os primeiros dias, é natural. O bebê perde de 6% a 10% do seu peso inicial , explica o pediatra José Claudeonor da Silva Souza, da maternidade Santa Joana, de São Paulo.

A adaptação do bebê para um novo ambiente fora do útero materno; o tempo que a mulher leva para começar a produzir leite e aprendizagem do bebê em sugá-lo da maneira certa influenciam no fato do recém-nascido estar mais leve.

Mas isso não significa que seu filhote está passando fome. Na primeira semana, há a formação do colostro o primeiro leite que sai das mamas, antes do leite maduro. As mães invariavelmente pensam que isso não irá alimentar o bebê, mas o colostro é rico em gordura, é calórico e sustenta , afirma o pediatra.

Alguns pontos são levados em consideração em um possível diagnóstico da dificuldade que a criança tem de engordar. A literatura médica diz que em sete dias, aproximadamente, o recém-nascido já terá recuperado o percentual perdido. Daí pra frente espera-se que engorde em média 30 gramas por dia.

Outro indicador é o fator genético, que também influencia na constituição física do bebê. Pais altos têm filhos mais robustos e pais baixinhos tendem a ter filhos menores. Dessa forma, a situação pode ser considerada normal.
Má alimentação, processos infecciosos ou má formação do sistema digestivo, por outro lado, são os grandes inimigos dessa engordadinha saudável dos pequeninos. Conheça melhor cada um desses casos.

Leite para crescer
Má adequação da alimentação durante a amamentação é sempre o primeiro sintoma investigado. Para uma nutrição correta são considerados dois fatores: o volume de produção de leite e a necessidade que o bebê tem do alimento , explica Claudeonor.

Sim, você entendeu certo: não existe leite fraco.  No início, a produção é baixa, mas a necessidade da criança também. Após 15 dias, seu bebê ficará duas vezes mais faminto.

É natural que a mulher esteja mais sensível ao se defrontar com a nova realidade de ter um bebê em casa, por isso no momento da amamentação deve estar calma e em um lugar tranqüilo para que a produção de leite não seja afetada. Quando a mulher está nervosa e agitada, um bloqueio hormonal pode impedi-la de soltar o leite.

A quantidade do alimento que os bebês consomem também varia. O fato de uma criança mamar durante quinze minutos não significa que ela se sustente mais do que uma criança que mama durante cinco minutos, avalia o pediatra de São Paulo. É aí que mora o xis da questão. O bebê pode esta tendo dificuldades de sugar o leite, logo, não ingere os nutrientes necessários e, portanto, não engorda.

Um dos motivos que torna difícil para o bebê mamar no peito é o engurgitamento mamário. O nome é complicado, mas o problema é simples para a mamãe perceber. Fique atenta ao seu próprio corpo: muitas vezes as mamas estão cheias de leite, mas a aréola do peito está tensa e, por isso, a criança não consegue pegá-la corretamente. Os seios ficam doloridos e rígidos. O que precisa ser feito é esvaziar um pouco a mama para facilitar a refeição do filhote.

Mas como saber se o bebê está se alimentando bem? A resposta é: fralda molhada. A criança só pode urinar quando ingere líquido. Se está urinando bem é sinal que está mamando bem , diz Claudeonor. Preste atenção nas trocas de fralda, se elas estão bem pesadas de xixi.

Ataque do inimigo
Processos infecciosos no recém-nascido também causam a estagnação do crescimento. Eles ocorrem quando a criança acaba sendo contaminada por germes -- caso comum quando a bolsa rompe-se mais de 24 horas antes de o parto ser realizado.

Nessa situação, o bebê é exposto a uma quantidade enorme de bactérias. Febre, apatia e sucção lenta são alguns dos sintomas que indicam uma infecção.

Leite também respeita a lei da gravidade
Problemas na formação do intestino são outras causas. A chamada estenose hipertrófica de piloro é uma delas. Trata-se de um estreitamento entre o estômago e o duodeno (parte do intestino) do recém-nascido, ou seja, o leite tem dificuldade de passar por essa região. O bebê vomita em maior volume e quantidade após a amamentação, o que causa a desnutrição e desidratação, mas nem sempre provoca dor , explica o pediatra da maternidade Santa Joana. Em alguns casos, a barriguinha da criança apresenta uma saliência, que pode ser sentida quando apalpada. Após a realização de exames que confirmem o diagnóstico, o tratamento é cirúrgico.

Mais comum e intenso entre 20 e 30 dias de vida, o refluxo gastroesofágico, que faz o bebê regurgitar o leite, acontece quando há a dificuldade do alimento em permanecer no estômago, podendo causar perda de peso, problemas respiratórios e dores abdominais. Nas crianças com refluxo, há uma falha na válvula (esfíncter esofágico) localizada entre o esôfago e o estômago, cuja função é impedir que o alimento não retorne.

O tratamento vai evitar ou diminuir a subida do ácido gástrico do estômago até o esôfago e a garganta. Entre os cuidados, vale manter a posição semi-sentada ao recostar o bebê para facilitar a descida do leite;. fazê-lo dormir com a cabeça levemente elevada e alimentá-lo em quantidades pequenas, mas com freqüência, pois a abundância de comida pode piorar o refluxo.


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