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Criopreservação: uma forma de preservar a fertilidade

A vitrificação é um dos processos de congelamento de espermatozoides, óvulos e embriões, que ajudam a preservar esses materiais

O que é Criopreservação

É o congelamento de óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões, na temperatura de 196 graus Celsius negativos, para que sejam usados novamente depois de certo período de tempo. Na década de 80 nasceu o primeiro bebê gerado de um embrião criopreservado.

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Outros nomes

Vitrificação, congelamento de gametas e embriões

Como é feita a Criopreservação

Antes de tudo é necessário fazer a coleta dos espermatozoides e óvulos que serão criopreservados. No caso dos gametas masculinos isso é feito principalmente através da masturbação. Alguns homens que possuem ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado devido a alguma obstrução (vasectomia, por exemplo) podem coletar através de um procedimento medico de punção testicular. Muitas vezes o sêmen coletado por punção também pode ser criopreservado.

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No caso das mulheres, primeiro é preciso se submeter a uma indução de ovulação. A coleta é um procedimento cirúrgico simples que requer uma sedação e dura em média 20 minutos. Trata-se de uma punção transvaginal guiada por ultrassom. A paciente fica em posição ginecológica e com uma agulha fina, aspira-se o líquido do interior dos folículos. Junto com esse líquido obtém-se os óvulos, que são vistos apenas depois da coleta, no microscópio. Na maioria das vezes são coletados todos os óvulos que a paciente produziu, ou seja, a quantidade de óvulos recolhida dependerá da resposta de cada paciente. Logo, a reserva ovariana e a resposta aos remédios da indução da ovulação é que determinarão a quantidade de óvulos que a paciente irá congelar.

Para que a criopreservação seja feita da forma correta, são necessárias três etapas. Primeiro são adicionadas substâncias crioprotetoras, para evitar a formação de cristais de gelo no interior dos espermatozoides, óvulos ou embriões, o que impediria que eles pudessem ser utilizados novamente. Elas também preservação as estruturas internas dessas células, impedindo sua destruição.

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Depois são feitas as técnicas de congelamento que podem ser lentas ou ultrarrápidas. A primeira é chamado de congelamento lento, e consiste na redução de temperatura a uma velocidade de 0,5 a 2,0ºC por minuto. Ele primeiro é colocado em freezer programado que reduz progressivamente a temperatura de 20 a -7ºC a uma taxa de 2ºC por minuto. É feita a manipulação manual dos óvulos em cerca de 10 minutos e depois a temperatura é reduzida a -30ºC a uma taxa de 0,3ºC por minuto e finalmente para -150ºC a velocidade de 50ºC por minuto, para depois serem armazenados em nitrogênio líquido a -196ºC. A duração do processo varia de três horas e meia a quatro horas. Posteriormente, o descongelamento é feito de forma mais rápida, sendo que em menos de 1 hora os óvulos já estão descongelados.

Já a vitrificação, ou congelamento ultrarrápido, é hoje o método mais utilizado, pois os estudos mostram que é a técnica que menos prejudica os gametas e embriões. A diferença de velocidade é notável: 2500 °C por minuto, o que faz com que todo o processo (preparação e congelamento) dure no máximo 3 minutos. A velocidade de descongelamento é igualmente alta, 300 ºC por minuto.

Não importa o método, a última etapa é sempre o armazenamento em tanques de nitrogênio líquido, onde o material fica sob a temperatura de -196 ºC. Eles são colocados em pequenas palhetas com sua identificação e podem ficar armazenados por tempo indeterminado. Existem embriões transferidos para úteros após ficarem 20 anos criopreservados, que resultaram em bebês normais.

Preparação da Criopreservação

Normalmente os embriões criopreservados foram fecundados em uma fertilização in vitro, mas com o limite para implantação, acabam não sendo usados e são então guardados com a técnica.

Já na criopreservação de gametas, no entanto, certos cuidados são necessários. No caso dos gametas masculinos, pode ser armazenado o sêmen como um todo, quando ele for coletado via masturbação, ou apenas os espermatozoides, se eles foram retirados direto do testículo por biopsia testicular ou punção testicular. De qualquer forma, o sêmen é processado, para separar os gametas de alguns restos celulares que podem estar presentes no líquido. Algumas vezes é feita uma seleção, mantendo apenas os gametas mais ativos, já que após o descongelamento pode haver uma queda da motilidade.

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Os óvulos, por outro lado, muitas vezes são resultantes da indução de ovulação feita na fertilização in vitro: muitas mulheres acabam produzindo vários deles, e quando não são todos utilizados, eles são guardados para outras tentativas. Quando eles são coletados especialmente para esse fim, também é feita a indução de ovulação, e os óvulos são colhidos já maduros, para que os folículos cresçam e desenvolvam o óvulo no interior.

Em alguns casos, como em meninas pré-puberes ou mulheres que já serão submetidas a cirurgia por outro motivo (em especial a retirada dos ovários devido câncer de endométrio), é feita então a coleta do tecido ovariano. O método utilizado é a videolaparoscopia, e é feita a retirada do córtex ovariano (região mais superficial).

Para quem é indicada

Em primeiro lugar, o método é utilizado para materiais coletados para a fertilização in vitro e que por algum motivo não foram utilizados, mas podem ser reaproveitados depois. Isso também ocorre quando a mulher está sob o risco de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, quadro que é agravado pela gestação. Então os embriões são guardados para serem transferidos no próximo ciclo menstrual, quando ela estará fora de perigo.

Também é a forma mais comum de armazenamento de gametas dos programas de ovodoação e doação de espermatozoides. Nesses casos os custos são cobertos pelos próprios hospitais e clínicas.

Algumas pessoas costumam também a optar por criopreservar seus gametas para preservar sua fertilidade. Mulheres antes da menopausa ou com menos de 35 anos, por exemplo, tem óvulos que trazem maiores taxas de sucesso para a gravidez.

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No caso dos homens, apesar de sua fertilidade sofrer poucos abalados com o passar dos anos, vale a pena fazer a criopreservação de seus espermatozoides antes de começar um tratamento com quimioterapia ou radioterapia, antes da cirurgia de vasectomia e quando sua profissão tem algum risco ocupacional.

Riscos da Criopreservação

O processo de criopreservação nem sempre preserva todos o material coletado. Os espermatozoides, por exemplo, apesar de se conservaram, perdem cerca de 50% da motilidade (movimentação).

Os óvulos podem ter o citoplasma (camada gelatinosa interna da célula) lesado, perder a integridade da membrana plasmática (camada que reveste o citoplasma) e até alterações na zona pelúcida (camada externa gelatinosa). As taxas de sobrevivência com o descongelamento são de 80 a 95%.

Já os embriões, que são aglomerados de células, podem perder algumas neste processo. Sua qualidade é reduzida se eles perderem mais de 50% das células quando foram congelados. Mas as taxas de sobrevivência são altas, de 90 a 95%.

Onde encontrar a técnica

A maior partes dos centros de reprodução humana e hospitais possuem essa técnica. No entanto, é importante escolher bem o local em que você a fará, já que a eficiência da vitrificação é o que garantirá a sobrevivência do material e seu uso posterior.

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Fontes consultadas

Embriologista Philip Wolff, diretor administrativo da Clínica Genics, em São Paulo

Ginecologista especialista em infertilidade Renato Tomioka (CRM-SP 130.201), da Clínica VidaBemVinda, de São Paulo

Ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana Fernanda de Paula Rodrigues (CRM-SP 121.922), da Huntington Medicina Reprodutiva