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Fique alerta com as principais causas de depressão

Veja como evitar esse mal identificando predisposições à doença

POR CAROLINA SERPEJANTE - publicado em 12/08/2011


A depressão não tem hora nem lugar para aparecer. Pode surgir em qualquer pessoa independente do sexo, idade, condição social ou econômica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Porém, apesar disso, já é sabido pela ciência que alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão e saiba evita-los ou trata-los para fugir dessa doença. 

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Neurotransmissores alterados - Foto Getty Images

Neurotransmissores alterados
Pessoas com taxas muito alteradas de determinados neurotransmissores, como serotonina e noradrenalina, tem mais chances de sofrer depressão. Segundo o psiquiatra do Hospital Santa Cruz Edson Hirata, isso acontece justamente por que a doença se desenvolve por conta da falta desses neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios na área do cérebro responsável pelas emoções - o sistema límbico.

Quando uma pessoa nasce com esses neurotransmissores naturalmente baixos, o sistema límbico e sua percepção das emoções ficam comprometidos, podendo causar a depressão. "A queda destes neurotransmissores no sistema límbico é a base bioquímica da doença", afirma o especialista. 

Fatores genéticos - Foto Getty Images

Fatores genéticos
"A genética tem forte influência no desenvolvimento da depressão", conta o psiquiatra Edson Hirata. Estudos mostram que se um dos pais tem depressão o risco do filho sofrer dessa doença é três vezes maior. "Se ambos os pais tem depressão, o risco do filho desenvolver depressão é de 75%", completa.

Isso acontece por conta de alguma alteração genética que torna a pessoa mais vulnerável a eventos estressantes, que causam uma queda dos níveis de serotonina. Ainda estão sendo desenvolvidas pesquisas para encontrar algum gene específico responsável pelo aparecimento da depressão. 

depressão - Foto Getty Images

Mulheres sofrem mais
As mulheres têm o dobro de chance de vir a desenvolver o distúrbio, isso por conta da instabilidade hormonal a que estão sujeitas. Além disso, as mulheres estão mais sujeitas à ocorrência de eventos estressantes, como o parto. 

idosos - Foto Getty Images

Atenção aos idosos
É fato que a idade não é um fator determinante para o aparecimento da depressão, porém, estudos comprovam que a incidência da doença é maior entre a população idosa. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, "o fato de idosos terem mais doenças físicas, usarem mais medicamentos e frequentemente ficarem mais isolados socialmente aumenta o risco de depressão nesta faixa etária".

Por isso, fique atento aos seus parentes com idade mais avançada, principalmente àqueles que moram sozinhos. 

Câncer - Foto Getty Images

Doenças crônicas
Vivenciar um estresse constante, sofrer com dores, debilitação ou incapacitação física, medo de morrer e alterações no estilo de vida são alguns dor problemas que um portador de doença crônica sofre. Quem não ficaria depressivo com tantas complicações?

"Além disso, alguns medicamentos usados para doenças crônicas, como o câncer, podem favorecer surgimento de sintomas da depressão", alerta o psiquiatra Edson Hirata.

Porém, se por um lado a doença crônica aumenta o risco de depressão, a depressão também aumenta o risco de doenças físicas. "Por exemplo, quem tem depressão corre o dobro do risco de desenvolver doença coronariana e infarto do miocárdio, em comparação com pessoas que nunca tiveram a doença".

Vale lembrar que o risco de mortalidade em pacientes com câncer ou doença cardíaca aumenta muito se o paciente desenvolve depressão. Por isso existe uma série de iniciativas em hospitais para tornar a estadia do paciente o mais agradável possível. 

Traumas - Foto Getty Images

Traumas
Situações traumatizantes como sequestros, abuso sexual e violência são pontos chave para o surgimento da depressão, principalmente em pessoas que tenham antecedentes familiares da doença.

"É importante apontar que pesquisas recentes mostraram que crianças vítimas de violência e abuso sexual têm risco aumentado de desenvolver depressão quando se tornam adultas", diz o psiquiatra Edson Hirata. Porém, vale lembrar que esse tipo de evento pode acontecer em qualquer momento da vida. Por isso é importante o acompanhamento médico na fase pós-traumática, a fim de que ele oriente a vítima e evite o desenvolvimento dessa patologia. 

estresse - Foto Getty Images

Eventos estressantes
Qualquer tipo de evento estressante, seja bom ou ruim, pode desencadear depressão. Desde muita pressão no trabalho, até organizar um casamento, passando por problemas familiares, estresse com os estudos, divórcios e gravidez. Lembrando que nesses casos a incidência também é maior em pessoas que tenham parentes próximos com depressão.  

remédios - Foto Getty Images

Medicamentos e seus efeitos colaterais
"Inúmeros medicamentos podem levar a depressão" afirma o psiquiatra Edson Hirata. De acordo com ele, merecem destaque os medicamentos para emagrecer como anfepramona, fenproporex e os derivados de anfetamina.

Por isto o médico deve perguntar sobre histórico de depressão da família ou qualquer outro fator de risco antes de receitar um medicamento com esse tipo de efeito colateral.  

álcool e outras drogas - Foto Getty Images

Abuso de álcool e outras drogas
O consumo de álcool e outras drogas como maconha ou cocaína são importantes gatilhos para depressão. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, essas drogas levam a uma sensação de euforia por conta descarga de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina. Após algumas horas, quando o efeito das drogas diminui, nosso organismo sofre uma queda brusca dessas substâncias, o que explica porque a pessoa sente uma profunda tristeza após o uso de drogas.

"Além disso, usar essas drogas piora o quadro depressivo e a resposta ao tratamento da depressão", completa o psiquiatra.  

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