Diabetes: pacientes que monitoram a glicose controlam melhor a doença

Fazer medições em casa e no consultório reduzem níveis de glicose no sangue

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 18/06/2013

A diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a doença atinge 5,6% da população. Para evitar complicações, principalmente nos casos de diabetes tipo 1, é necessário ministrar insulina e manter os níveis de glicose no sangue sob controle. Segundo pesquisadores da Escola de Medicina Icahn, no Monte Sinai, fazer o controle da doença não só em casa, como no consultório médico, pode ser a principal arma dos pacientes. O trabalho foi apresentado no The Endocrine Society's Annual Meeting & Expo (ENDO), que acontece entre os dias 15 e 18 de junho, em San Francisco (EUA).

O estudo acompanhou 500 pacientes do Monte Sinai Diabetes Center que estavam com o diabetes descontrolado, e determinou que 30% dos participantes fizessem medições de glicose em suas visitas, bem como fizessem registros manuscritos do monitoramento da glicose feito em casa. Ao final das análises, aqueles qur tiveram acompanhamento médico para as nomeações e apresentaram os níveis monitorados em casa tiveram uma baixa nos níveis de hemoglobina glicada em 1,2%, ao passo que os outros pacientes não apresentaram alterações. Hemoglobina glicada é aquela usada para identificar altos níveis de glicose durante longos períodos, fazendo uma média.

De acordo com os autores, é importante que os pacientes façam acompanhamento de suas medições de glicose não só em casa, como também com exames médicos. Eles afirmam que pacientes que fazem as medições apenas em casa podem gerar dados imprecisos, causando uma falsa sensação de controle da doença.

Sete mudanças que ajudam a conviver bem com o diabetes
Apesar de ser uma doença crônica, é possível conviver bem com o diabetes - basta que o paciente tenha hábitos saudáveis e siga corretamente as indicações médicas. "Os riscos mais graves do diabetes, como perda total da visão, amputação e falência renal ocorrem em pacientes que não tiveram tratamento adequado", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM. A seguir, veja as mudanças que melhoram a vida de quem tem diabetes.

Invista no cardápio certo

"Os pacientes diabéticos devem evitar os açúcares simples (presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães), pois são absorvidos muito rapidamente, levando a picos de glicemia e, consequentemente, complicações a médio e longo prazo", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima. Uma boa dica é beber bastante água, que ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina.

Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos não são proibidos, mas existem recomendações dietéticas. "Uma ingestão diária de 50 a 60% de carboidratos usualmente é suficiente, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente, evitando picos de glicemia", diz Josivan.

Os diabéticos também podem sofrer de baixas de glicose no sangue, a hipoglicemia. Quinze minutos após ingerir algum alimento açucarado, cheque se a quantidade de glicose no seu sangue está normal.

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