Diabetes: oito respostas para o paciente que recebeu o diagnóstico

Médicos tiram dúvidas sobre consumo de açúcar, insulina e a reversão da doença

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 26/02/2016

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo divulgou um dado assustador: uma pessoa morre a cada hora vítima de complicações do diabetes. No entanto, o levantamento não detalha se estas pessoas sabiam que eram portadoras da doença, algo muito comum. O diabetes é considerado uma doença silenciosa, pois só vai dar seus primeiros sinais quando já está instalada.

Dados da pesquisa VIGITEL de 2013 mostram que o diabetes afeta 6,8% da população brasileira. Além disso, um levantamento do Instituto Ipsos em parceria com a empresa farmacêutica Novo Nordisk mostra que aproximadamente 10% dos brasileiros corre alto risco de desenvolver a doença, se não mudarem seus hábitos. Se você acabou de receber o diagnóstico de diabetes ou conhece alguém que tem a doença, veja abaixo as respostas dos especialistas para as dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente recebe o diagnóstico:

O médico disse que eu estou com diabetes. Como ele faz o diagnóstico?

Existem alguns exames que auxiliam o médico a chegar ao diagnóstico de diabetes. Os principais são os exames de glicemia de jejum - que mede a quantidade de açúcar no seu sangue no momento da retirada - e a hemoglobina glicada (HbA1c), que mostra a média de concentração de glicose no sangue nos 60 dias precedentes ao exame. A Sociedade Brasileira de Diabetes considera o diagnóstico de diabetes nas seguintes condições: hemoglobina glicada acima de 6,5% confirmada em outra ocasião (dois testes alterados), uma dosagem de HbA1c associada a glicemia de jejum maior que 200 mg/dl ou dois testes alterados para glicemia de jejum. Em todos os casos, é importante que os exames alterados estejam relacionados à presença de sintomas de diabetes, tais como urinar várias vezes ao dia, sede intensa e desidratação. Outro exame que serve para o diagnóstico do diabetes é a curva glicêmica, que determina a capacidade que o corpo tem de processar grandes quantidades de glicose. Além de serem feitos para o diagnóstico, esses exames também funcionam para acompanhamento da doença, devendo ser feitos periodicamente pelos pacientes.

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