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Ejaculação precoce desaparece com uma conversa franca

Tomar remédio nem sempre é preciso, veja se este é seu caso

Por Minha Vida - publicado em 04/01/2008


O assunto é tabu entre os homens. A maioria prefere arranjar desculpas a procurar um médico ou assumir que tem algo errado junto à parceira. Mas perder o sono por causa de ejaculação precoce, hoje em dia, é só mesmo para quem gosta de sofrer. O problema, na maioria dos casos, é de solução simples , afirma o médico Omar Nayef Fakhouri, da Sociedade Brasileira de Urologia. Há pacientes que melhoram só de confessar que estão passando por uma fase difícil. A pressão emocional diminui e, com isso, a satisfação sexual aumenta , afirma o especialista. (Câncer de próstata chega sem dar sinais e exige atenção)E nem esquente com inconvenientes repentinos. Isso é normal e acontece com, praticamente, todos os casais. O que não significa, entretanto, que você vai ignorá-lo. Numa entrevista direta e sem rodeios, o doutor Omar mostrar como diferenciar um caso médico de um problema passageiro e dá todas as dicas para quem quer se livrar de crises desnecessárias. (Camisinha, sim. Mas qual?)

Ejaculação precoce é sintoma de alguma doença?
Nem sempre. Em alguns casos de impotência (seja ela orgânica, psicológica ou mista), o primeiro sintoma pode ser o aparecimento de ejaculação precoce. No entanto, a maior causa da ejaculação precoce está associada a fatores psicológicos, como ansiedade, depressão e insegurança. (Não deixe a impotência te derrubar)

Mas quando ela é sinal de um problema, então?
Em alguns casos, o homem pode (conscientemente ou não) evitar relacionamentos ou mesmo evitar a parceira, por medo ou insegurança de ocorrer a ejaculação precoce. Aí temos um problema. A satisfação sexual do casal acaba comprometida e o pior é que, muitas vezes, o casal passa ignorar a situação. Isto gera também a perda do envolvimento e pode levar a um grande desajuste conjugal.

E se o casal procura ajuda, isso tende a melhorar enquanto o problema não é resolvido?
Sem dúvida. Muitas vezes só a ida ao médico já traz mais tranqüilidade ao casal, que lida mais fácil com a situação.

De que forma o mau humor desencadeia reações que dificultam a ereção?
Os problemas emocionais estão por trás da maioria dos casos de ejaculação precoce e disfunção erétil. A ansiedade causa alterações nos neurotransmissores que facilitam ou inibem a ereção (os facilitadores são dopamina, oxitocina e acetilcolina, dentre outros, enquanto os inibidores atendem por epinefrina, norepinefrina, prolactina e ácido gama amino butírico). Para que essa relação ocorra de forma equilibrada, levando à ereção, é necessário um certo grau de relaxamento físico e psicológico. Outros fatores como depressão, mau humor, sentimentos de culpa , baixa auto-estima e a própria forma do homem encarar e lidar com a sexualidade podem influenciar fortemente, na ejaculação precoce e no próprio desempenho na cama.

Os remédios para ereção melhoram o problema?
Muito pouco. O uso dos medicamentos para ereção, como o próprio nome já diz, são eficazes em iniciar e potencializar as ereções. Nos casos em que a ejaculação precoce é conseqüência de problemas de ereção, estes medicamentos seriam eficazes. Mas os problemas emocionais são a principal a causa de ejaculação precoce. E, nessas situações, esses remédios promovem ereções às vezes sem prazer e dolorosas. Nos casos extremos, entretanto, eles são utilizados como auxiliares ao tratamento e para motivar um pouco mais o paciente. Mais, ressalto, em situações extremas, nada de rotina! (Homem também passa por menopausa)

O problema tem idade para acontecer?
O problema pode aparecer em qualquer idade e em qualquer fase da vida. Depende mais da incidência de fatores psicológicos. Mas as causas emocionais tendem a aparecer mais no adulto jovem, enquanto os problemas biológicos são mais recorrentes no adulto mais velho. Mas todas as faixas etárias estão sujeitas a fatores biológicos e emocionais.

Como a mulher pode ajudar o homem a vencer essa fase? Pressionar exerce que efeitos?
Antes de tudo, a mulher deve tentar abordar o parceiro com um diálogo franco e sincero (e muita paciência!). Em muitos casos, a parceira pode acreditar que o parceiro não tem mais desejo por ela ou, pior, que ele tem outra. Isso pode gerar um grande desgaste conjugal, principalmente se o homem ficar retraído e não aceitar a condição em que ele se apresenta (daí a necessidade de muita paciência!). Infelizmente muitos homens não reconhecem o problema, acham que a masculinidade está em jogo e, por isso, protelam a busca de um especialista.

Mas não dá para a mulher simplesmente esperar o parceiro a se decidir. Como ela deve agir?
A pressão pode piorar a situação. Mas, se conduzida para auxiliar o tratamento, é benéfica. A mulher deve acompanhar o paciente em algumas consultas (não necessariamente em todas). Ela deve pressionar, sim, no sentido de se dispor a ajudar no tratamento, motivando e incentivando o parceiro, e não simplesmente cobrar sucesso.

E o desempenho sexual da mulher pode atrapalhar de alguma forma? Sim. Em alguns casos, transtornos sexuais da parceira podem piorar, agravar ou dificultar o tratamento do homem mulheres que não conseguem atingir o orgasmo, por exemplo. Nessas situações, é necessário que ela também seja tratada.

Como é o tratamento?
O primeiro passo é o homem se conscientizar que deve buscar ajuda de um urologista. O médico, inicialmente, pesquisa a história clínica do paciente. Fazemos perguntas de um modo geral, incluindo a sua saúde psicológica, hábitos e a vida sexual completa: medos e ansiedades relacionados a ela, o início dos sintomas, distúrbios de ereção, rupturas e relacionamentos problemáticos. Nem sempre dá para colher todas as informações numa única consulta, por inibição do próprio paciente. Mas é importante obter o histórico completo, porque a partir dele o urologista já tem pistas das hipóteses diagnósticas. Além do exame físico habitual, o urologista deve solicitar exames de rotina, mesmo com as hipóteses já formuladas. Os casos de impotência devem ser tratados com as medicações adequadas. O uso de drogas para ereções seja via oral, injetável (no pênis) ou hormônios é indicado apenas quando há diagnóstico de impotência.

A terapia só traz efeitos nos casos de fundo emocional?
A terapia psicológica direcionada é muito importante em todos os casos, principalmente para o entendimento das reações de ansiedade. A terapia comportamental, com técnicas para retardar o momento da ejaculação, também é eficaz. Os medicamentos que retardam a ejaculação devem ser utilizados apenas como auxiliar ao tratamento, já que os resultados esperados são temporários, e nem sempre eficazes. Isso sem contar alguns efeitos colaterais, como sono e irritabilidade. (Troque a terapia pela academia em casal)

E em quanto tempo é possível reverter o problema?
O tempo de tratamento varia conforme cada caso e conforme cada pessoa em particular. Muitas vezes, só o fato do casal compreender o que está ocorrendo já é o suficiente para uma melhora completa ou quase completa. Quando o homem nunca tinha tido ejaculação precoce e, de repente, começa a ter é mais rápido tratar. Isso porque pacientes que sempre tiveram o problema demandam sessões de a terapia comportamental, com técnicas e exercícios para prolongar a ejaculação, além de medicações específicas, mesmo que temporárias.







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