Demência vascular: sintomas e cuidados

Entenda se a doença tem cura e quais os principais sinais

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 30/03/2017

Dra. Juliana Yumi Tizon Kasai
Geriatria - CRM 112649/SP
especialista minha vida

A demência vascular ocorre quando o cérebro é danificado em decorrência de problemas cerebrovasculares ou cardiovasculares a ponto de causar uma demência. O evento vascular mais associado à demência é o AVC, que é a segunda causa mais frequente de síndrome demencial na população idosa, ficando atrás apenas do Alzheimer.

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Como toda síndrome demencial, a demência vascular gera uma instabilidade emocional e causa um declínio cognitivo grave o suficiente a ponto de comprometer a realização de tarefas simples.

As lesões vasculares isquêmicas - causadas por problemas da circulação do sangue para o cérebro - também estão entre as principais causas da demência vascular, os três tipos de lesões mais comuns são:

  • Infarto de Grandes Vasos Cerebrais (corticais ou subcorticais)
  • Infarto de Pequenos Vasos Cerebrais (exclusivamente subcorticais)
  • Isquemia Subcortical Crônica (substância branca periventricular).

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para causar uma demência vascular são semelhantes aos do AVC, tais como:

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  • Sexo masculino
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Dislipidemia (níveis elevados de gorduras no sangue)
  • Tabagismo
  • Fibrilação atrial crônica.

Sintomas de demência vascular

Os sintomas geralmente têm início abrupto e progridem em "degraus", com pioras súbitas seguidas de períodos de estabilidade. O quadro clínico e sua intensidade dependem da extensão de sua lesão vascular cerebral. Os sintomas incluem:

  • Perda de memória
  • Falta de atenção
  • Problemas de linguagem
  • Perda de habilidades visioespaciais ou praxias (execução de movimentos coordenados).

Demência vascular tem cura?

As demências têm uma progressão inevitável e irreversível. Com o tempo, o paciente cria uma dependência total para realizar as atividades do dia a dia. Os pacientes nas fases mais avançadas acabam evoluindo para complicações clínicas decorrentes da imobilidade progressiva, como desnutrição, dificuldade para deglutir e infecções.

Abordagens paliativas devem ser sempre consideradas e discutidas com os familiares, evitando procedimentos invasivos e hospitalizações prolongadas.

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Não há como reverter os danos já realizados e a prevenção ainda não está bem elucidada. Porém existem evidências de benefícios relacionados aos hábitos de vida saudáveis, como dieta, atividade física regular e vida intelectual ativa, que colaboram no controle dos fatores de risco vasculares e impactam positivamente para saúde do coração.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.

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